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Lucas em Debate aborda impacto social do Projeto Construtores do Futuro em Lucas do Rio Verde

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Política

O podcast Lucas em Debate, da Rádio Câmara de Lucas do Rio Verde, recebeu nesta semana a comandante-geral do Projeto Construtores do Futuro, Kathyllen Cristina Loango Rodrigues. Durante a entrevista, ela apresentou a história da instituição, os serviços oferecidos e o papel do projeto na formação de crianças e adolescentes do município.

Atendendo jovens entre 10 e 16 anos, o Construtores do Futuro desenvolve atividades no contraturno escolar com foco na formação cidadã, disciplina, respeito, responsabilidade e fortalecimento de valores. O projeto busca oferecer oportunidades de desenvolvimento pessoal e social, ocupando o tempo livre dos participantes com atividades educativas, esportivas e recreativas.

Segundo Kathyllen, uma das principais missões da iniciativa é retirar crianças e adolescentes das ruas e reduzir o tempo excessivo em frente às telas, proporcionando um ambiente seguro, acolhedor e repleto de aprendizado. O trabalho também contribui para a prevenção de situações de vulnerabilidade social e para a construção de perspectivas positivas para o futuro.

Durante a entrevista, a comandante-geral compartilhou sua própria história e destacou que o projeto teve papel fundamental em sua vida. Moradora de uma região periférica de Lucas do Rio Verde, ela afirmou que poderia ter seguido caminhos muito diferentes se não tivesse encontrado oportunidades que a ajudassem a desenvolver seu potencial.

“Eu poderia ter tomado outro rumo na vida. Hoje, estar à frente desse projeto e poder ajudar outras crianças e adolescentes é algo muito especial”, relatou.

Kathyllen explicou ainda que a iniciativa surgiu a partir da antiga Guarda Mirim de Lucas do Rio Verde, inspirada em um projeto semelhante desenvolvido no município de Colíder. Com o passar dos anos, a proposta foi ampliada e modernizada, dando origem ao atual Construtores do Futuro, sem perder os princípios de cidadania, disciplina e compromisso com a comunidade.

Uma das características marcantes do projeto é o uso de uniformes com inspiração militar por todos os participantes. Ao final de cada ciclo, os alunos participam de uma cerimônia de formatura, que simboliza a conclusão de uma etapa importante de aprendizado e crescimento pessoal. 

Outro destaque apresentado durante o programa foi o apoio logístico oferecido pela Prefeitura de Lucas do Rio Verde. O município disponibiliza ônibus que percorrem pontos estratégicos da cidade para buscar e levar os alunos até o projeto, além de garantir o retorno aos bairros após as atividades. A medida amplia o acesso das famílias e contribui para a participação dos jovens de diferentes regiões da cidade.

A comandante-geral também ressaltou que a Associação Construtores do Futuro é uma entidade sem fins lucrativos, mantida por meio de recursos obtidos em parcerias, projetos e doações da comunidade. Segundo ela, o apoio da sociedade é essencial para a continuidade das atividades e para a ampliação do atendimento oferecido às crianças e adolescentes.

O episódio completo do Lucas em Debate está disponível na Rádio Câmara e nas plataformas digitais da Câmara Municipal de Lucas do Rio Verde. 

? Ouça a Rádio Câmara
Para ouvir a Rádio Câmara Lucas do Rio Verde, acesse o site oficial da  Câmara Municipal  ou baixe o aplicativo para  iOS  e  Android . Os episódios do podcast estão disponíveis nas principais plataformas digitais.



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Primeiro turno contou com 43% mais eleitores de ao menos 70 anos

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O número absoluto de eleitores com 70 anos ou mais que foi às urnas no primeiro turno de 2026 aumentou 43% em relação a 2022. A variação foi calculada em uma análise de microdados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), realizada pelo Movimento Voto 70+ em conjunto com o centro de pesquisa Data8.

Os pesquisadores apontam que esse crescimento foi responsável pelo aumento do número de eleitores que compareceram no primeiro turno de 2026 , que chegou a 125,2 milhões, contra 123,7 milhões em 2022.

O voto é facultativo para cidadãos com 70 anos ou mais, assim como para analfabetos e jovens maiores de 16 e menores de 18 anos.

Mais da metade compareceu

Nas últimas eleições gerais, havia 14,89 milhões de eleitores com 70 anos ou mais e 6,13 milhões foram votar. Já em 4 de outubro de 2026, 8,77 milhões compareceram, entre os 17,25 milhões de 70+ que estavam aptos.

“É a primeira vez, desde 2014, que mais da metade desse eleitorado vota”, destaca a idealizadora do Movimento Voto 70+ e cofundadora do Data8, Cléa Klouri.

Em números absolutos, os idosos com mais de 70 anos contribuíram com 2,64 milhões de votos a mais em 2026, o que representa mais que os 2,2 milhões de eleitores de Brasília, por exemplo .

Por outro lado, entre os menores de 70 anos, o número de votantes caiu de 117,59 milhões em 2022 para 116,51 milhões neste ano ─ um recuo de 1,07 milhão.

Isso aconteceu mesmo que o universo de eleitores aptos tenha se mantido praticamente estável: 141,56 milhões em 2022 e 141,49 milhões em 2026.

Eleitorado decisivo

Cléa Klouri destaca, em entrevista à Agência Brasil , que esse eleitorado ganha ainda mais importância em um pleito tão acirrado e pode decidir a eleição.

“É importante dizer o poder que eles têm de mudar o ponteiro da eleição. É uma quantidade grande de pessoas e são votos que devem contribuir para que essa eleição seja democrática”.

O Movimento Voto 70+ destaca ainda que a abstenção dos eleitores com 70 anos ou mais caiu 9,7 pontos percentuais nessa eleição , de 58,8% em 2022 para 49,1% no primeiro turno de 2026. Para os menores de 70 anos, o percentual subiu de 16,9% para 17,7% na comparação entre os mesmos anos.

Dados regionais

O Norte e o Nordeste tiveram as maiores mudanças de comportamento do eleitorado 70+ entre 2022 e 2026, segundo o levantamento.

No Nordeste, a abstenção baixou de 56,7% para 45,3%, enquanto, no Norte, caiu de 59,1% para 45,5%.

No Sudeste, o percentual caiu menos, de 62,9% para 53%. Mesmo assim, a região concentrou 1,15 milhão de novos eleitores 70+.

Centro-Oeste e Sul tiveram reduções menores, de 6,6 pontos percentuais e 5,9 pontos percentuais, respectivamente.

Mesmo assim, o Centro-Oeste continuou a ser a região com menor abstenção do eleitorado 70+, com 43,8% em 2026.

Destaques estaduais

De acordo com o levantamento, o Pará teve a maior queda de abstenção entre os estados, de 62,3% para 46,7%, o que representa 52% a mais de votantes.

A segunda maior foi no Ceará, de 56,4% para 41,0%. Naquele estado, a alta de 46% dos que compareceram representou um acréscimo de 125 mil votantes 70+.

No Sudeste, São Paulo teve 565 mil votantes nessa faixa etária a mais que em 2022, com uma alta de 42,8% . Isso equivale a quase um em cada cinco novos eleitores 70+ no Brasil.

Para os avaliadores, o desafio de ampliar a participação política dos idosos continua sendo o Rio de Janeiro, que registrou a maior abstenção 70+ entre os estados.

Neste ano, o não comparecimento foi de 58%, ante 66,6% em 2022. Entre as capitais, a fluminense é a que tem a maior abstenção (62,3%).

No Rio Grande do Sul, a abstenção teve queda de 54,3% para 49,1%. O estado tem a maior proporção de eleitores com 70 anos ou mais do país, representando 14,5% do eleitorado.



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