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Polícia

Polícia Civil cumpre quatro ordens judiciais ligadas à investigação sobre tráfico de drogas em Vila Bela da Santíssima Trindade

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Polícia

A Polícia Civil cumpriu, nesta terça-feira (26.6), quatro mandados de busca e apreensão no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, no âmbito de uma investigação que apura a atuação de um grupo criminoso envolvido com o tráfico de drogas na região de fronteira. A ação foi realizada por equipes das Delegacias de Polícia de Vila Bela da Santíssima Trindade e de Pontes e Lacerda.  

A investigação teve início após uma ocorrência registrada em abril de 2024, quando policiais civis monitoravam um veículo VW Saveiro, suspeito de ser utilizado para o transporte de entorpecentes oriundos da região de fronteira. Durante a tentativa de abordagem, os ocupantes do veículo desobedeceram à ordem de parada e tentaram colidir contra a viatura policial para garantir a fuga. Na sequência, houve disparos de arma de fogo contra os policiais civis, que reagiram à injusta agressão, nos termos da legislação vigente.  

Após a ação, os suspeitos tentaram fugir pela mata. Durante as buscas, um dos ocupantes foi ferido, recebeu atendimento imediato dos policiais e foi encaminhado para atendimento médico, porém não resistiu aos ferimentos.  

No interior do veículo foram apreendidos aproximadamente 110 quilos de pasta base de cocaína, distribuídos em tabletes, além de rádios comunicadores utilizados pelos criminosos. A substância apreendida foi submetida à perícia, que confirmou se tratar de cocaína.  

As investigações desencadeadas pela Polícia Civil apontaram a existência de uma estrutura organizada, voltada ao transporte de entorpecentes pela região de fronteira. Além disso, nas investigações foram identificados indícios de que o grupo já teria realizado outras viagens com a mesma finalidade criminosa. Imagens de sistemas de monitoramento e demais diligências investigativas contribuíram para a identificação dos envolvidos e para o aprofundamento das apurações.  

Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais de interesse para a investigação.  “Os mandados cumpridos nesta data têm por objetivo reunir novos elementos de prova, identificar outros possíveis participantes e esclarecer a extensão das atividades criminosas investigadas”, explicou o delegado responsável pela condução das investigações, José Paulo Berté.

Segundo o delegado, as investigações prosseguem com a análise dos dados extraídos dos aparelhos celulares apreendidos, bem como com o levantamento e cruzamento de informações bancárias, fiscais e patrimoniais dos investigados, medidas consideradas fundamentais para o completo esclarecimento dos fatos e para a identificação da estrutura financeira utilizada pelo grupo criminoso.



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Polícia Civil deflagra 2ª fase de operação contra rede de aliciamento de menores em Comodoro

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (22.10), a segunda fase da Operação Scutum Innocentia, para cumprir cinco mandados de busca e apreensão contra investigados por integrar uma rede de aliciamento e abuso sexual de menores de 14 anos em Comodoro.

As diligências foram cumpridas por equipes da Delegacia de Comodo na zona rural do município, com o objetivo de apreender aparelhos celulares, computadores e demais dispositivos eletrônicos que possam comprovar o envolvimento dos investigados nos crimes apurados.

As medidas foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cáceres, que também autorizou a extração integral dos dados dos aparelhos apreendidos.

A investigação teve início em agosto de 2025, após a Polícia Civil tomar conhecimento de que menores de 14 anos estavam sendo vítimas de abuso sexual. A análise de dados de aparelhos celulares revelou milhares de mensagens trocadas por meio de redes sociais, com conteúdo de aliciamento, pedidos de fotografias íntimas e convites para encontros de natureza sexual.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Os investigados, todos homens adultos, se aproximavam das vítimas por meio de perfis em redes sociais e mantinham contato frequente, que evoluía para conversas de cunho sexual explícito, pedidos de fotografias íntimas e de áudios, envio de imagens impróprias e convites para encontros, inclusive com mais de uma pessoa.

A apuração identificou o uso de perfis alternativos e de linhas telefônicas e contas de e-mail registradas em nome de terceiros, além de mensagens apagadas após o contato com as vítimas, o que, para a investigação, indica tentativa de dificultar a identificação dos autores e de eliminar provas.

Um dos perfis usados nas conversas teve a titularidade atribuída a pessoas diferentes ao longo das oitivas, e a identificação do seu verdadeiro usuário é um dos objetivos desta fase.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Operação Scutum Innocentia

Na primeira fase da operação, realizada em outubro de 2025, foram cumpridos mandados de busca contra cinco investigados, que admitiram, em diferentes graus, ter mantido conversas com as adolescentes pelas redes sociais.

Parte deles reconheceu ter solicitado fotografias íntimas ou áudios das vítimas, e um deles admitiu ter enviado imagem própria com partes do corpo expostas.

O aprofundamento das apurações permitiu identificar novos suspeitos, alvos desta segunda etapa. Até o momento, ao menos 10 pessoas foram identificadas como envolvidas na rede, e as diligências desta fase também buscam identificar outros possíveis participantes.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de estupro de vulnerável e aliciamento de criança ou adolescente por meio de comunicação para a prática de ato libidinoso, sem prejuízo de outros delitos previstos no ECA que venham a ser constatados com a perícia dos aparelhos.

“Eu quero reforçar o compromisso permanente da Polícia Civil com a proteção de crianças e adolescentes e orientar pais e responsáveis a acompanharem o uso de celulares e redes sociais pelos filhos, evitando a aproximação de criminosos sexuais”, disse o delegado titular de Comodoro Mateus Almeida Oliveira Reiners.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT



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