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Turismo corporativo funciona como estratégia empresarial

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Economia

O brasileiro passa, em média, 40 horas semanais em ambiente profissional. Ao longo de um ano, são cerca de 250 dias úteis dedicados ao trabalho. Na prática, isso significa que muitas pessoas convivem mais tempo com suas equipes do que com a própria família. Nesse cenário, promover relações saudáveis, fortalecer a colaboração e criar ambientes acolhedores tornou-se um diferencial competitivo para as organizações, impactando diretamente a produtividade, o engajamento e a retenção de talentos.

Uma das estratégias que tem ganhado cada vez mais espaço é o turismo corporativo. Mais do que deslocamentos profissionais, as viagens passaram a ser utilizadas pelas empresas como ferramentas de conexão, alinhamento estratégico e fortalecimento da cultura organizacional.

Esse movimento se reflete nos números do setor. Em 2025, as viagens corporativas registraram o melhor resultado financeiro da história, com faturamento de aproximadamente R$ 13,7 bilhões, segundo dados do Ministério do Turismo. O crescimento acompanha uma mudança no comportamento das empresas, que passaram a investir mais em encontros presenciais de alta qualidade diante da consolidação dos modelos híbrido e remoto de trabalho.

O movimento também é observado globalmente. Segundo estudo da Deloitte, empresas de diversos países continuam ampliando os investimentos em viagens corporativas e eventos presenciais porque reconhecem o valor das conexões humanas, da colaboração e do relacionamento face a face para fortalecer equipes e impulsionar resultados. A Global Business Travel Association (GBTA), principal associação mundial do setor, também aponta consistentemente as viagens corporativas como um dos principais instrumentos para geração de negócios, desenvolvimento de relacionamentos e aumento da performance organizacional.

Para o diretor executivo da Bancorbrás Corporativo, Carlos Eduardo Pereira, promover experiências fora do ambiente tradicional de trabalho cria oportunidades de convivência mais próximas e gera resultados que vão além do bem-estar dos colaboradores, impactando inclusive no desenvolvimento das relações profissionais.

“Quando bem planejadas, as viagens corporativas fortalecem a confiança, melhoram a comunicação entre as equipes e promovem relações mais humanas no ambiente profissional. Além de estimular o senso de pertencimento, elas representam um investimento estratégico para as empresas, contribuindo para a retenção de talentos, o alinhamento cultural e o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido”, afirma.

Carlos Eduardo destaca ainda que ações como Kick-off Anual (evento que marca o início do ciclo anual da empresa) e as dinâmicas de Team Building (atividades práticas voltadas ao fortalecimento dos laços entre os membros da equipe) podem ter seus resultados potencializados quando realizadas durante viagens corporativas.

“Essa ferramenta estratégica proporciona experiências imersivas capazes de gerar memórias afetivas entre colaboradores e empresas. Mais do que um encontro fora do escritório, essas viagens são oportunidades para integrar equipes, reduzir o estresse acumulado, fortalecer a cultura organizacional e prevenir problemas que impactam diretamente os resultados do negócio”, explica.

Trabalho em equipe e alinhamento estratégico

O diretor ressalta que o Brasil oferece uma ampla diversidade de destinos capazes de atender diferentes objetivos corporativos. “Mapear esses destinos e desenhar a logística ideal para cada cultura organizacional é o core business da Bancorbrás Corporativo. Destinos como a Chapada Diamantina, na Bahia, oferecem oportunidades para dinâmicas ao ar livre, superação de desafios e atividades em grupo que exigem cooperação e estratégia. Já em Manaus e arredores, é possível desenvolver iniciativas ligadas ao turismo de impacto positivo, incentivando a imersão na natureza, a responsabilidade social e a integração com comunidades ribeirinhas. Além disso, diversos resorts espalhados pelo país contam com infraestrutura adequada para receber grandes grupos, apresentações, eventos corporativos e cerimônias de premiação”, comenta.

Para as empresas, o investimento em viagens corporativas vem deixando de ser uma despesa operacional para se consolidar como uma ferramenta de gestão estratégica, capaz de gerar retorno tanto do ponto de vista financeiro quanto no fortalecimento da cultura organizacional, da colaboração e do engajamento das equipes.



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Trabalhadores nascidos em setembro e outubro recebem abono salarial

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Os trabalhadores nascidos em setembro e em outubro que ganharam até R$ 2.766 com carteira assinada em 2024 recebem nesta quarta-feira (15) o abono salarial de 2026. Neste quarto lote, serão liberados R$ 5,4 bilhões para 4.339.996 beneficiários.

O valor do benefício varia de R$ 136 a R$ 1.621, conforme a quantidade de meses trabalhados em 2024 . O calendário segue de forma escalonada ao longo de 2026, de acordo com o mês de nascimento.

Quem recebe neste lote

Do total de contemplados em maio:

• 3.840.487 são trabalhadores da iniciativa privada, inscritos no Programa de Integração Social (PIS), com pagamento feito pela Caixa Econômica Federal, somando R$ 4,8 bilhões;

• 499.509 são servidores públicos, inscritos no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), pagos pelo Banco do Brasil, com total de cerca de R$ 600 milhões.

Quem tem direito ao Abono Salarial

Tem direito ao benefício o trabalhador que:

• Está inscrito no Pis/Pasep há pelo menos cinco anos;

• Trabalhou com carteira assinada por no mínimo 30 dias em 2024;

• Recebeu remuneração média mensal de até R$ 2.766 no ano-base;

• Teve os dados corretamente informados pelo empregador no e-Social.

Instituído pela Lei nº 7.998/90, o abono salarial pode chegar até a um salário mínimo, proporcional ao período trabalhado. Os recursos vêm do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), com a habilitação feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Como o pagamento é feito

Para trabalhadores da iniciativa privada (PIS)

• A Caixa Econômica Federal realiza o pagamento prioritariamente por:

• Crédito em conta corrente ou poupança da Caixa;

• Depósito em Poupança Social Digital, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.

Quem não possui conta pode sacar:

• Com Cartão Social e senha em lotéricas, caixas eletrônicos e correspondentes CAIXA Aqui;

• Nas agências, com documento oficial com foto;

• Sem cartão, por meio de biometria cadastrada.

Para servidores públicos (Pasep)

O Banco do Brasil faz o pagamento por:

• Crédito em conta bancária;

• Transferência via TED ou Pix;

• Saque presencial nas agências, para quem não é correntista e não possui chave Pix.

Como consultar

Os trabalhadores podem verificar informações sobre valor, data e habilitação pelos seguintes canais:

• Aplicativo Carteira de Trabalho Digital;

• Portal Gov.br;

• Telefone 158 (Ministério do Trabalho);

• Aplicativos Caixa Tem e Benefícios Sociais Caixa;

• Atendimento Caixa ao Cidadão: 0800-726-0207.

A expectativa é que, em 2026, cerca de 22,2 milhões de trabalhadores recebam o abono salarial.



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