Mato Grosso
Belém se prepara para receber o Círio de Nazaré
Mato Grosso
A poucos dias do Círio de Nazaré, maior manifestação religiosa do Brasil, celebrada em Belém, no Pará, os preparativos para receber os fiéis se intensificam.
Nesta sexta-feira (9), acontece a segunda romaria oficial do Círio de Nazaré 2026, com traslado da imagem da santa para Ananindeua e Marituba, em um percurso de mais de 50 quilômetros, que termina na Igreja Matriz de Ananindeua. A duração estimada é de 10 horas, com chegada prevista para as 18h. Ao longo do percurso, a procissão deve reunir cerca de 1,5 milhão de pessoas.
A procissão também é a primeira com a Imagem Peregrina vestida com o novo manto, apresentado nesta quinta-feira (8), durante missa na Basílica Santuário. Inspirado no tema do Círio 2026, Maria, missionária que nos dá Jesus , o manto acompanha Nossa Senhora em seu caminho ao encontro dos devotos.
Neste sábado (10), ocorrem as romarias Rodoviária, saindo às 5h30 da Praça Matriz de Ananindeua. No distrito de Icoaraci, em Belém, a tradicional romaria Fluvial sai às 9h. A moto romaria sai às 11h30, da praça Pedro Teixeira. Às 12h30 ocorre a descida da imagem original na Basílica Santuário de Nazaré.
Este ano, o Círio prevê reunir cerca de 2,5 milhões de pessoas. Para garantir que as celebrações ocorram com tranquilidade, um esquema de segurança foi montado reunindo diversos órgãos, como as polícias Rodoviária Federal, Militar, Corpo de Bombeiros e Guarda Municipal de Belém e Ananindeua e Guarda Civil de Marituba.
O esquema de segurança envolve ações de policiamento defensivo, preventivo, monitoramento e atendimento de ocorrências ao longo de todo o percurso e pontos de grande aglomeração.
Na segunda-feira (12), estão previstos 53 pontos de bloqueio operados das 5h da manhã até a 1h da tarde pela Polícia Militar, Detran e Guarda Municipal de Belém.
O plano de segurança engloba ainda ações de ordenamento do trânsito e operações de limpeza das vias no período noturno. A estrutura integrada reunirá forças da Polícia Civil, Polícia Científica, Corpo de Bombeiros, Forças Armadas e demais agentes do sistema de segurança.
O secretário de Segurança Pública do Pará, Ed-lin Lima, explicou que a operação contará com a atuação do Centro Integrado de Comando e Controle Móvel para reforçar o monitoramento e integração entre os órgãos estaduais e municipais durante as festividades.
“Foram meses de reuniões no Centro Integrado de Comando e Controle. Os órgãos vieram para cá e a diretoria do Círio se posicionou também observando os detalhes e participando das discussões, para que a gente possa chegar com quase 5 mil agentes dedicados tão somente à Operação Círio”,disse.
A movimentação de romeiros em Belém já começou desde segunda-feira (5). Os devotos, vindos de diferentes municípios do Pará e de outros estados, têm como um dos principais pontos de referência a Casa de Plácido, no complexo da Basílica Santuário de Nazaré.
Este ano, cerca de 13 mil pessoas devem passar pelo local que, tradicionalmente, recebe romeiros que chegam à capital oferecendo estrutura de apoio, descanso e atendimento aos devotos. A Casa de Plácido também funciona como um ponto de encontro para quem participa das programações do Círio.
Para quem vai acompanhar o Círio, uma das principais recomendações é planejar o deslocamento com antecedência, consultar as áreas que estarão interditadas e optar por rotas alternativas.
Outra orientação é dar preferência ao transporte público e evitar circular de carro nas proximidades do percurso. Os motoristas que optarem por circular devem ficar atentos à sinalização e às orientações dos agentes de trânsito.
Os órgãos de segurança pedem atenção para os bloqueios e que se evite tentar acessar áreas interditadas. Também é importante não estacionar em locais onde haverá a passagem da procissão, para não atrapalhar a circulação e a atuação das equipes de segurança.
Para os pedestres, a orientação é ter atenção ao atravessar as vias, principalmente em locais de grande concentração de pessoas. Crianças e idosos devem permanecer sempre acompanhados.
Também é importante combinar um ponto de encontro com familiares ou amigos, caso alguém se perca durante a movimentação. Quem for de bicicleta ou motocicleta também deve respeitar os bloqueios e evitar circular em meio às grandes concentrações de romeiros.
A atenção deve ser redobrada também com celulares, documentos, dinheiro e outros objetos pessoais, principalmente em locais de grande aglomeração. A recomendação é levar os documentos em uma pequena bolsa, bem fechada.
Mato Grosso
Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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