Sinop
Ação em Sinop transforma memória das vítimas de feminicídio em um chamado à prevenção
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A caminhada teve início no cruzamento da avenida das Sibipirunas com avenida Governador Júlio Campos, seguindo até a Praça da Bíblia, onde foi realizado um ato em homenagem às vítimas. Durante a ação, foram distribuídos materiais informativos e compartilhadas orientações sobre a violência contra a mulher, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para a necessidade de identificar os sinais de abuso, fortalecer a rede de apoio e agir antes que a violência chegue ao extremo.
Mais do que lembrar as vidas perdidas, a mobilização buscou reforçar que por trás de cada caso de feminicídio existem histórias, famílias e filhos que convivem com as consequências de uma violência que poderia ter sido interrompida. A mensagem central foi a de que o enfrentamento não pode ocorrer somente depois de uma tragédia: precisa começar com informação, acolhimento, denúncia e compromisso coletivo.
A professora Branca, coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres da Prefeitura, destacou que a mobilização é um chamado à sociedade para que as mulheres tenham assegurado o direito de viver, criar seus filhos, trabalhar e participar plenamente da comunidade.
“Todo dia é dia de chamamento. Todo dia é dia de falarmos: chega de feminicídio! […] Nós precisamos da família, precisamos de toda a sociedade. Nós não somos donos de ninguém. O que nós temos que ter é estrutura para que possamos viver, criar nossos filhos, trabalhar e fazer parte da sociedade, que é um direito de cada mulher”, ressaltou.
Violência tem sinais que precisam ser reconhecidos
Um dos principais alertas da caminhada foi que o feminicídio, em muitos casos, é precedido por uma sequência de comportamentos violentos. Ciúme possessivo, controle excessivo, ameaças, intimidação e agressões podem indicar uma situação de risco que exige atenção e intervenção.
A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Sinop, explicou que reconhecer esse ciclo é fundamental para evitar que a violência evolua para consequências irreversíveis. Para ela, a participação das instituições e da população é indispensável para ampliar a conscientização e proteger vidas.
“O feminicídio tem um caminho. É o ciclo da violência, é o caminho da violência. Então, começa com pequenas ações, depois a agressão vai tendo um volume maior até que se consuma o feminicídio, que é a morte da mulher. Nós não queremos isso. Estamos aqui todos reunidos, poderes constituídos, as instituições, para levar conscientização à população de Sinop”, afirmou.
A magistrada também chamou a atenção para os impactos que esses crimes deixam nas famílias, especialmente nos filhos que perdem suas mães. A prevenção, nesse sentido, significa não apenas proteger a vida da mulher, mas também impedir que crianças e familiares sejam atingidos por consequências profundas e permanentes.
Rede de proteção reforça que nenhuma mulher está sozinha
A mobilização reuniu representantes de instituições que atuam no enfrentamento à violência doméstica e familiar. De acordo com Eliane dos Santos, advogada e presidente da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, o grupo reúne mais de 30 instituições públicas, privadas e do terceiro setor, que trabalham de forma articulada para prevenir a violência e ampliar a assistência às vítimas.
Durante a caminhada, a distribuição de materiais informativos buscou aproximar essas orientações da população e mostrar que existem caminhos para buscar ajuda. A rede atua desde o recebimento de denúncias até o encaminhamento das mulheres aos serviços de proteção e acompanhamento, conforme as necessidades de cada caso. “Precisamos caminhar, precisamos falar, precisamos bater às portas dessas mulheres para que elas possam saber que não estão sozinhas, que podem denunciar e que terão apoio”, destacou Eliane.
A informação é uma ferramenta essencial para romper o silêncio e combater a ideia de que a violência doméstica é um problema restrito à vida privada. Familiares, amigos, vizinhos e toda a comunidade podem contribuir ao reconhecer situações de risco, oferecer acolhimento sem julgamentos e procurar os canais adequados para denunciar.
O enfrentamento à violência contra a mulher exige ações contínuas, capazes de transformar comportamentos e fortalecer uma cultura de respeito desde a infância. Na rede municipal de ensino, o trabalho de conscientização também integra as iniciativas voltadas à prevenção de diferentes formas de violência.
Télvia Marques, professora da rede municipal de ensino, explicou que a temática é trabalhada desde a educação infantil até o ensino fundamental, buscando levar a reflexão para dentro das escolas e envolver estudantes e famílias na construção de relações mais respeitosas. “A Secretaria vem trabalhando arduamente nessa campanha de feminicídio zero no nosso município. E começa lá da base, desde a creche até o ensino fundamental, aonde também está inserido no nosso currículo este trabalho sobre a violência contra a mulher, contra a criança e adolescentes”, pontuou.
A atuação integrada entre educação, assistência social, Justiça e demais instituições fortalece a prevenção e amplia as possibilidades de identificação e enfrentamento da violência. Mais do que uma data de memória, o 17 de outubro representa um momento de reflexão sobre a responsabilidade de toda a sociedade na defesa da vida das mulheres.
A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, reforça a importância de dar visibilidade ao tema durante todo o ano. O combate ao feminicídio exige atenção permanente, políticas públicas, informação e uma rede preparada para acolher quem precisa de ajuda. Preservar a memória das vítimas também significa trabalhar para que outras mulheres não tenham suas histórias interrompidas pela violência.
Cobertura fotográfica da ação: Campanha #TodasPorElas – Pelo fim do feminicídio | Flickr
Sinop
Emoção e valorização da pessoa idosa marcam escolha da Rainha 2026 do Centro de Convivência Dona Zezé
A emoção de ser reconhecida, a alegria de participar e a oportunidade de viver novas experiências marcaram a escolha da Rainha 2026 do Centro de Convivência Dona Zezé, em Sinop. O concurso reuniu os idosos atendidos pelo espaço em um momento de celebração, integração e valorização da pessoa idosa, reforçando a importância de iniciativas que promovem o envelhecimento ativo e a qualidade de vida.
Realizado pela Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Assistência Social, o evento faz parte das atividades de convivência desenvolvidas com o público da terceira idade. Mais do que a escolha de uma representante, a iniciativa proporciona aos participantes a oportunidade de subir à passarela, compartilhar emoções, fortalecer vínculos e descobrir novas formas de expressão e participação social.
Eleita Rainha 2026, Maria do Amparo recebeu o resultado com surpresa e felicidade. Embora já tivesse participado de outros desfiles, ela contou que não esperava conquistar o título neste ano. “Eu nunca esperei, né? Mas, como Deus é justo, glória a Deus, eu estou muito feliz”, comemorou a nova rainha, emocionada com o reconhecimento.
A experiência representa um momento especial para Maria do Amparo e para os demais participantes, que encontram nas atividades do Centro de Convivência oportunidades para construir amizades, desenvolver habilidades e vivenciar novas experiências. Ações como o concurso também contribuem para fortalecer a autoestima e combater a ideia de que a idade limita a disposição para participar, aprender e celebrar a vida.
A secretária de Assistência Social, Sinéia Abreu, destacou a importância de manter o concurso no calendário de atividades do Centro de Convivência, garantindo que os idosos tenham momentos de integração e valorização ao longo do ano. “É muito importante que a gente continue fazendo com que esse evento seja anual. É um dia muito especial para aquelas pessoas que frequentam o nosso Centro de Convivência. É uma maneira de promover atividades para a pessoa idosa e incentivar que ela aproveite os serviços socioassistenciais oferecidos aqui”, ressaltou.
A realização do concurso integra o trabalho da Assistência Social voltado à convivência comunitária e ao fortalecimento dos vínculos sociais. Por meio de atividades culturais, recreativas e de integração, os espaços de convivência contribuem para que os idosos permaneçam ativos, participativos e conectados à comunidade, reconhecendo suas histórias, experiências e potencialidades.
Valorização também no CRAS Boa Esperança
A programação de valorização da pessoa idosa também teve destaque no CRAS Boa Esperança, onde foi realizado, na quarta-feira (21), o concurso de Rei e Rainha 2026. A iniciativa reuniu os participantes em um momento de integração, alegria e reconhecimento. O título de Rei 2026 ficou com Valdemar da Conceição, enquanto Sida Maria foi eleita Rainha 2026. Assim como no Centro de Convivência Dona Zezé, o evento reforçou o compromisso da Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Assistência Social, com a promoção da autoestima, do protagonismo e da qualidade de vida da população idosa.
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