Polícia
Polícia Militar localiza três pessoas desaparecidas no município de Tangará da Serra
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Polícia Militares do 19º Batalhão localizaram três homens que estavam desaparecidas em uma região de mata conhecida como Cabeceira do Formoso, no município de Tangará da Serra (242 km de Cuiabá). Entre as vítimas está o segundo-sargento da Polícia Militar, Arnaldo Pereira dos Santos, de 48 anos.
Após informações sobre o desaparecimento de três pessoas, nesta terça-feira (13.10), as equipes militares, com apoio do Corpo de Bombeiros e Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), intensificaram o policiamento tático e ostensivo na região de difícil acesso.
No final da tarde de ontem, as equipes localizaram a primeira vítima e a segunda foi encontrada por volta das 23 horas. Ambas receberam atendimento no local e foram encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. As idades das vítimas não foram divulgadas.
Após mais de 20 horas de buscas, a terceira pessoa foi localizada na manhã desta quarta-feira (14.10), sem vida. A vítima foi identificada como o segundo-sargento da Polícia Militar, Arnaldo Pereira dos Santos. A causa da morte será investigada, após perícia.
Luto
O policial era natural de Cuiabá e ingressou às carreiras militares em novembro de 2004. Atualmente, estava lotado na 12º Companhia Independente de Polícia Militar, em Barra do Bugres, pertencente ao 7º Comando Regional.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco lamentou o falecimento do militar. “Neste momento de dor, expresso minha solidariedade aos familiares, amigos e a todos os policiais militares que tiveram a honra de conviver com o sargento Arnaldo. Que Deus nos conceda força para superar esta irreparável perda”, declarou o coronel Fernando.
As informações fúnebres serão divulgadas, posteriormente, pelos familiares do militar.
Polícia
Polícia Civil deflagra 2ª fase de operação contra rede de aliciamento de menores em Comodoro
A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (22.10), a segunda fase da Operação Scutum Innocentia, para cumprir cinco mandados de busca e apreensão contra investigados por integrar uma rede de aliciamento e abuso sexual de menores de 14 anos em Comodoro.
As diligências foram cumpridas por equipes da Delegacia de Comodo na zona rural do município, com o objetivo de apreender aparelhos celulares, computadores e demais dispositivos eletrônicos que possam comprovar o envolvimento dos investigados nos crimes apurados.
As medidas foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cáceres, que também autorizou a extração integral dos dados dos aparelhos apreendidos.
A investigação teve início em agosto de 2025, após a Polícia Civil tomar conhecimento de que menores de 14 anos estavam sendo vítimas de abuso sexual. A análise de dados de aparelhos celulares revelou milhares de mensagens trocadas por meio de redes sociais, com conteúdo de aliciamento, pedidos de fotografias íntimas e convites para encontros de natureza sexual.
Os investigados, todos homens adultos, se aproximavam das vítimas por meio de perfis em redes sociais e mantinham contato frequente, que evoluía para conversas de cunho sexual explícito, pedidos de fotografias íntimas e de áudios, envio de imagens impróprias e convites para encontros, inclusive com mais de uma pessoa.
A apuração identificou o uso de perfis alternativos e de linhas telefônicas e contas de e-mail registradas em nome de terceiros, além de mensagens apagadas após o contato com as vítimas, o que, para a investigação, indica tentativa de dificultar a identificação dos autores e de eliminar provas.
Um dos perfis usados nas conversas teve a titularidade atribuída a pessoas diferentes ao longo das oitivas, e a identificação do seu verdadeiro usuário é um dos objetivos desta fase.
Operação Scutum Innocentia
Na primeira fase da operação, realizada em outubro de 2025, foram cumpridos mandados de busca contra cinco investigados, que admitiram, em diferentes graus, ter mantido conversas com as adolescentes pelas redes sociais.
Parte deles reconheceu ter solicitado fotografias íntimas ou áudios das vítimas, e um deles admitiu ter enviado imagem própria com partes do corpo expostas.
O aprofundamento das apurações permitiu identificar novos suspeitos, alvos desta segunda etapa. Até o momento, ao menos 10 pessoas foram identificadas como envolvidas na rede, e as diligências desta fase também buscam identificar outros possíveis participantes.
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de estupro de vulnerável e aliciamento de criança ou adolescente por meio de comunicação para a prática de ato libidinoso, sem prejuízo de outros delitos previstos no ECA que venham a ser constatados com a perícia dos aparelhos.
“Eu quero reforçar o compromisso permanente da Polícia Civil com a proteção de crianças e adolescentes e orientar pais e responsáveis a acompanharem o uso de celulares e redes sociais pelos filhos, evitando a aproximação de criminosos sexuais”, disse o delegado titular de Comodoro Mateus Almeida Oliveira Reiners.
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