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Economia

Mercado de moda masculina cresce 30% ao ano no Brasil

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Economia

O mercado de moda masculina no Brasil cresce 30% ao ano, segundo estimativas do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que posiciona o país como o 8º maior em faturamento no mundo. Dados de comportamento de consumo apontam mudança no perfil de compra do consumidor masculino: 65% dos consumidores planejam investir em peças básicas, versáteis e de alta qualidade, segundo o relatório State of Fashion. Outro levantamento, da Consumoteca, aponta que 45% dos consumidores planejam adotar um guarda-roupa mais básico nos próximos meses.

Consumidor masculino migra do excesso para o essencial

Para Everton Pommerening, sócio-fundador da Classic, marca de vestuário masculino sediada em Guaramirim (SC), a mudança aparece na composição do guarda-roupa. “O cliente troca a estampa sazonal pela cor neutra e pela modelagem versátil. Ele decide pela peça olhando caimento, durabilidade e versatilidade — uma camiseta que serve no trabalho, no fim de semana e num compromisso social rende mais”, afirma.

“O homem que compra básico hoje tem estilo definido. Ele não precisa de uma roupa que chame atenção por si mesma — precisa de uma roupa que funcione a seu favor”, diz Pommerening. “Antes, o homem comprava roupa para seguir tendência. Hoje, ele compra roupa para reforçar a identidade que já tem. São escolhas muito diferentes”, acrescenta.

A Classic produz em fábrica própria, em Guaramirim, e tem na Muscle Shirt sua principal categoria de produto. A peça é confeccionada em malha de algodão com elastano, com modelagem ajustada e poucos elementos gráficos.

“A Muscle Shirt nasceu para resolver um problema de caimento: trabalhar ombros, peito e braços sem marcar a cintura. É uma peça básica, mas pensada para o corpo masculino”, explica Pommerening. Segundo ele, a produção em fábrica própria dá controle sobre tecido e modelagem, “que são as variáveis que definem a peça”.

Setor de vestuário mantém crescimento em 2025

O varejo de vestuário registra crescimento no período. Segundo a Inteligência de Mercado (IEMI), o setor deve movimentar R$ 314,9 bilhões em 2025, crescimento nominal de 6,8% em relação ao ano anterior. A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) registra que, em fevereiro de 2025, 92% das varejistas reportaram vendas superiores às do mesmo período de 2024.

Entre os consumidores online de moda masculina, a faixa etária predominante vai de 25 a 44 anos, segundo dados da Confi.NeoTrust. Pesquisa do Opinion Box, realizada entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 com 1.114 consumidores, indica que 60% dos brasileiros associam moda à autoestima e que 70% citam a qualidade dos produtos como critério determinante na escolha da loja.

A linha da Classic é comercializada no site classicbr.com.



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Trabalhadores nascidos em setembro e outubro recebem abono salarial

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Os trabalhadores nascidos em setembro e em outubro que ganharam até R$ 2.766 com carteira assinada em 2024 recebem nesta quarta-feira (15) o abono salarial de 2026. Neste quarto lote, serão liberados R$ 5,4 bilhões para 4.339.996 beneficiários.

O valor do benefício varia de R$ 136 a R$ 1.621, conforme a quantidade de meses trabalhados em 2024 . O calendário segue de forma escalonada ao longo de 2026, de acordo com o mês de nascimento.

Quem recebe neste lote

Do total de contemplados em maio:

• 3.840.487 são trabalhadores da iniciativa privada, inscritos no Programa de Integração Social (PIS), com pagamento feito pela Caixa Econômica Federal, somando R$ 4,8 bilhões;

• 499.509 são servidores públicos, inscritos no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), pagos pelo Banco do Brasil, com total de cerca de R$ 600 milhões.

Quem tem direito ao Abono Salarial

Tem direito ao benefício o trabalhador que:

• Está inscrito no Pis/Pasep há pelo menos cinco anos;

• Trabalhou com carteira assinada por no mínimo 30 dias em 2024;

• Recebeu remuneração média mensal de até R$ 2.766 no ano-base;

• Teve os dados corretamente informados pelo empregador no e-Social.

Instituído pela Lei nº 7.998/90, o abono salarial pode chegar até a um salário mínimo, proporcional ao período trabalhado. Os recursos vêm do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), com a habilitação feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Como o pagamento é feito

Para trabalhadores da iniciativa privada (PIS)

• A Caixa Econômica Federal realiza o pagamento prioritariamente por:

• Crédito em conta corrente ou poupança da Caixa;

• Depósito em Poupança Social Digital, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.

Quem não possui conta pode sacar:

• Com Cartão Social e senha em lotéricas, caixas eletrônicos e correspondentes CAIXA Aqui;

• Nas agências, com documento oficial com foto;

• Sem cartão, por meio de biometria cadastrada.

Para servidores públicos (Pasep)

O Banco do Brasil faz o pagamento por:

• Crédito em conta bancária;

• Transferência via TED ou Pix;

• Saque presencial nas agências, para quem não é correntista e não possui chave Pix.

Como consultar

Os trabalhadores podem verificar informações sobre valor, data e habilitação pelos seguintes canais:

• Aplicativo Carteira de Trabalho Digital;

• Portal Gov.br;

• Telefone 158 (Ministério do Trabalho);

• Aplicativos Caixa Tem e Benefícios Sociais Caixa;

• Atendimento Caixa ao Cidadão: 0800-726-0207.

A expectativa é que, em 2026, cerca de 22,2 milhões de trabalhadores recebam o abono salarial.



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