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Economia

Setor têxtil em expansão reforça tendência de personalização

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Economia

Nos últimos anos, o setor têxtil brasileiro apresentou um grande avanço, consolidando-se como um dos pilares da economia brasileira. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), em 2025 o segmento cresceu em 6,8%, e, mesmo com uma pequena variável referente ao ano anterior — encerrado em 7% —, as perspectivas são positivas para os próximos anos.

Com faturamento superior a R$ 220 bilhões, atingindo cerca de 25,7 mil empresas e gerando ao menos 1,34 milhão de empregos diretos, a indústria têxtil está entre as maiores do mundo, ocupando a quinta posição no ranking global. Para este ano de 2026, a Abit prevê crescimento de 1,1% na soma da produção dos setores têxtil e de vestuário.

Esse desempenho considerável evidencia outras vertentes do setor têxtil como a ampliação da produção de produtos personalizados, que reflete diretamente no mercado de comunicação visual. Empresas, instituições e organizadores de eventos têm investido cada vez mais em itens que fortalecem a identidade visual de suas marcas, como camisetas, uniformes, bandeiras, brindes e materiais promocionais.

Acompanhando essa crescente demanda, em um ano a linha de vestuário da FuturaIM, referência em produtos gráficos personalizados, aumentou as vendas em 41,15%, atendendo empresas de diversos segmentos.

Com impressão em alta definição e uma ampla variedade de produtos, a empresa apoia marcas a transformarem suas ideias em peças que geram visibilidade e conexão com o público.

A personalização deixou de ser apenas um diferencial para tornar-se uma estratégia importante na consolidação de marcas e na criação de experiências. O crescimento do segmento têxtil evidencia justamente essa demanda por produtos que expressem identidade e profissionalismo.

“À medida que empresas buscam formas mais eficientes de se destacar, produtos personalizados ganham relevância por unir funcionalidade e identidade. O crescimento do setor têxtil reflete essa demanda e mostra que os produtos desse nicho deixaram de ser apenas itens promocionais para se tornarem ferramenta de comunicação”, comenta Victor Nakamura, coordenador de marketing da gráfica online FuturaIM.

Entre as principais tendências que devem continuar impulsionando o mercado estão a produção sob demanda, a personalização em pequenas e grandes tiragens, o fortalecimento dos uniformes corporativos e a expansão de eventos promocionais, esportivos e institucionais.



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Publicadas regras que restringem publicidade de bets no país

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Foram publicadas nesta sexta-feira (10) à noite as novas regras para a publicidade das plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets. As medidas, que entram em vigor em 17 de julho, tornam obrigatória a exibição de advertências do Ministério da Fazenda em todas as campanhas e ampliam as restrições ao conteúdo das propagandas, com proibição de anúncios que incentivem apostas como forma de ganhar dinheiro ou utilizem comentaristas para influenciar o público.

As normas foram publicadas em duas portarias: uma do Ministério da Fazenda e outra dos Ministérios da Fazenda; da Justiça e Segurança Pública; e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República . As medidas fazem parte da estratégia do governo para reforçar a proteção dos consumidores e endurecer a fiscalização sobre o setor.

Alertas obrigatórios

Todas as propagandas de empresas autorizadas a operar no Brasil deverão exibir uma das seguintes mensagens:

• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência”;

• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro”;

• “Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento”.

Segundo a portaria, os avisos deverão aparecer na horizontal, de forma clara, legível e proporcional ao restante da publicidade, ocupando pelo menos 10% do comprimento ou do tamanho do anúncio.

O modelo é semelhante ao utilizado em campanhas publicitárias de produtos como cigarros e bebidas alcoólicas.

Novas restrições

Além das advertências, as portarias estabelecem uma série de proibições para as campanhas publicitárias das bets .

Entre as principais vedações estão:

• apresentar apostas como investimento, fonte de renda ou solução financeira;

• sugerir ganho fácil ou enriquecimento rápido;

• criar senso de urgência para estimular apostas imediatas;

• divulgar histórico de premiações ou ganhos para incentivar apostas;

• induzir consumidores ao erro com informações falsas ou enganosas;

• utilizar mensagens de cunho sexual, discriminatório ou ofensivo;

• direcionar publicidade a crianças e adolescentes.

Também ficam proibidas campanhas que associem apostas ao sucesso pessoal, social ou financeiro ou que apresentem o jogo como prioridade na vida.

Comentaristas proibidos

As novas regras também atingem transmissões esportivas e programas de análise.

A partir da entrada em vigor das portarias, comentaristas, especialistas e analistas não poderão utilizar sua autoridade técnica para sugerir ou recomendar apostas específicas durante eventos esportivos.

A norma proíbe a divulgação de estratégias, análises ou opiniões capazes de influenciar a realização de apostas em determinado jogo ou mercado.

Na quinta-feira (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia anunciado a edição das portarias . Segundo ele, a intenção é impedir que comentários técnicos sirvam como incentivo ao jogo.

Empresas ilegais

O governo também reforçou que veículos de comunicação, plataformas digitais, agências de publicidade e demais meios de divulgação não poderão veicular anúncios de empresas de apostas que não tenham autorização para operar no Brasil.

Conforme Durigan, a política do governo é “tolerância zero” com as bets ilegais.

A medida complementa outras ações adotadas nas últimas semanas, como a notificação de fintechs que movimentavam recursos de plataformas clandestinas e a derrubada de milhares de sites irregulares.

Penalidades

O descumprimento das novas regras poderá resultar em sanções administrativas às empresas autorizadas.

As punições previstas incluem:

• multas de até 20% do faturamento da operadora;

• suspensão da autorização de funcionamento por até 180 dias;

• cassação da licença em casos de reincidência grave.

Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou que veículos e empresas responsáveis pela divulgação de publicidade irregular poderão receber multas de até R$ 14 milhões.

O governo também prevê responsabilizar as casas de apostas caso influenciadores contratados descumpram as regras, além da possibilidade de remoção do conteúdo considerado irregular.



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