Search
Close this search box.
Cuiabá - MT
--° --°
--°C
carregando...

Entretenimento

Especialista detalha impactos do futebol no comportamento

Publicado em

Entretenimento

Uma pesquisa divulgada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) revelou que 78% dos entrevistados torcem para algum time brasileiro. Dentre estes, 47% disseram assistir a pelo menos um jogo por semana. A pesquisa aponta ainda que 77% das pessoas consomem futebol pela TV aberta, TV fechada, rádio ou streaming.

Entre os dias 11 de junho e 19 de julho de 2026, torcedores do mundo inteiro poderão acompanhar seus respectivos times no maior torneio, a Copa do Mundo. A edição de 2026 será a primeira da história com 48 seleções participantes. Serão 104 partidas disputadas ao longo de pouco mais de um mês. Mas, com a grande quantidade de partidas, como funciona a cabeça de um torcedor?

De acordo com Erica Oliveira, gestora pedagógica e franqueada do Supera (Estimulação Cognitiva), “noventa minutos de futebol podem parecer apenas vinte e duas pessoas correndo atrás de uma bola. Para quem torce, porém, esse intervalo de tempo representa uma das experiências mais intensas e complexas que o sistema nervoso humano pode vivenciar”.

Segundo a gestora pedagógica, o primeiro grande fenômeno cerebral que ocorre durante uma partida está ligado à empatia motora. Através de uma rede especializada de células chamadas neurônios-espelho, o cérebro espelha as ações que vemos em campo. “Quando o atacante arranca em velocidade ou o goleiro salta para fazer uma defesa milagrosa, as áreas motoras do córtex do torcedor são ativadas como se ele próprio estivesse executando o movimento”, explica Erica Oliveira.

É essa simulação invisível que faz inclinar o corpo na direção da jogada, chutar o ar involuntariamente na sala de estar ou saltar da cadeira. O cérebro, literalmente, entra em campo. “Além dessa conexão motora, o futebol funciona como uma sofisticada ginástica cognitiva. Acompanhar o esporte exige o tempo todo o recrutamento do córtex pré-frontal, a área responsável pelo pensamento analítico e estratégico. Avaliar substituições, prever cenários táticos e calcular probabilidades de classificação são exercícios intelectuais de alto nível”, destaca Erica Oliveira.

Durante os noventa minutos, o cérebro vivencia uma montanha-russa química controlada. A iminência de uma derrota ou o aperto na defesa disparam o cortisol e a adrenalina, colocando o organismo em estado de alerta. “Quando o gol finalmente acontece, o sistema de recompensa é inundado por uma descarga maciça de dopamina e endorfinas, gerando uma sensação catártica de alívio e prazer absoluto. Esse ciclo permite que o indivíduo experimente e processe emoções extremas em um ambiente seguro e simbólico”, conta a franqueada do Supera.

Para finalizar, Erica salienta que o maior trunfo do futebol para a saúde mental reside na conectividade social. O cérebro humano evoluiu para buscar o pertencimento a grupos. Ao compartilhar o amor por um clube, seja cantando em um estádio lotado ou trocando mensagens em um aplicativo, o organismo libera altas doses de oxitocina, o hormônio dos vínculos sociais. “Essa neuroquímica reduz os estados inflamatórios do cérebro, combate o isolamento e atenua os sintomas de ansiedade e depressão. Portanto, ao vestir a camisa e celebrar o seu time, saiba que você não está apenas apoiando um clube, mas oferecendo ao seu cérebro um poderoso banho de vitalidade, proteção e felicidade”.



COMENTE ABAIXO:

Entretenimento

Acessibilidade na CASACOR SP garante experiência para PCDs

Publicados

em

A CASACOR São Paulo 2026, a maior mostra de arquitetura, design, arte e paisagismo das Américas, realizará nesta edição um conjunto de ações voltadas à acessibilidade, atendendo visitantes com deficiência motora, visual e auditiva. O evento, realizado de 10 a 20 de outubro de 2026 no Centro de Exposições da cidade, contará com percursos adaptados, rampas, elevadores, banheiros acessíveis e recursos de comunicação na Língua Brasileira de Sinais (Libras), seguindo as diretrizes do Desenho Universal e mantendo a certificação da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) obtida nos três últimos anos.

O percurso acessível inclui rampas de inclinação adequada, circulação livre para cadeiras de rodas e elevadores que dão acesso a sete ambientes diferentes. Cada um desses espaços recebeu equipamentos de acessibilidade que permitem a visita a mezaninos e aos níveis superiores sem comprometer o conceito arquitetônico dos projetos. Nove banheiros foram adaptados, oferecendo cabines exclusivas, áreas familiares e, em alguns casos, instalações para crianças e pessoas de baixa estatura.

Diversos projetos da mostra incorporam recursos de acessibilidade como parte da linguagem dos ambientes. Entre eles, destaca‑se o “Nota em Linhas”, de Rafaella Manso, que dispõe de elevador para o pavimento superior; o Restaurante Raiz, de Marta Martins, que integra soluções de acessibilidade ao seu layout; “A Poética do Ritmo”, de Isabella Nalon, concebido para receber visitantes por meio de elevador; e a Casa da Marcenaria Brasileira, de João Panaggio, equipada com plataforma elevatória para percursos completos. Outros ambientes, como o banheiro Galeria (Carlos Navarro) e o Spa Raízes (Marcos Serrano Miralles), também contam com adaptações específicas.

Além das adaptações físicas, a edição 2026 oferece recursos para pessoas com deficiência visual e auditiva. Mapas táteis, audiodescrição e carrinhos motorizados estão disponíveis ao longo do circuito. O atendimento em Língua Brasileira de Sinais (Libras) para visitantes surdos é realizado em parceria com a ICOM, empresa especializada em comunicação acessível.

A CASACOR recebeu, pelo terceiro ano consecutivo (2024‑2026), o Selo de Acessibilidade da CPA, em razão de recursos como rampas, elevadores, mapas táteis e audiodescrição. Darlan Firmato, Diretor de Operações da CASACOR São Paulo, afirmou que a preocupação com a inclusão tem mais de duas décadas: “A CASACOR busca ser acessível há 21 anos, carregando, nessa missão, pioneirismo e a obrigação universal de fazer da maior plataforma de arquitetura, design, arte e paisagismo das Américas um exemplo ao receber bem pessoas com deficiência motora, visual e auditiva”.

Silvana Cambiaghi, arquiteta e consultora de acessibilidade da mostra desde 2005, destacou que a acessibilidade não é tratada como adaptação pontual, mas como conceito integrado ao planejamento e à montagem dos ambientes: “Transformar a CASACOR em uma mostra acessível é um processo que começa muito antes da abertura ao público. A acessibilidade deve estar presente em todas as fases, do projeto à execução, com base nos princípios do Desenho Universal”, ressaltou, citando a participação do engenheiro Oswaldo Rafael Fantini e dos arquitetos Luis Fernando Estuqui e Marina Rangel.

A iniciativa reforça a trajetória iniciada em 2006, quando foram implementadas as primeiras adaptações – rampas, nivelamento de pisos, banheiros acessíveis e calçada tátil – e consolida a CASACOR como referência nacional em arquitetura universal.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA