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Cuiabá ultrapassa 16 mil lâmpadas de LED instaladas; João Bosco Pinheiro recebe nova etapa do Ilumina Mais

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), ultrapassou a marca de 16 mil lâmpadas de LED instaladas na capital com mais uma etapa do Programa Ilumina Mais. As equipes iniciaram, nesta segunda-feira, a modernização da iluminação pública do Residencial João Bosco Pinheiro, na região norte da cidade, onde 217 luminárias de vapor metálico serão substituídas por equipamentos de LED, contemplando todas as ruas do bairro. A ação conta com o apoio do Programa MT Iluminado, do Governo de Mato Grosso. 22 de junho de 2026.

Desde o início do programa, em outubro de 2025, a Prefeitura tem ampliado a modernização da iluminação pública em diferentes regiões da capital. Além do João Bosco Pinheiro, bairros como Morada da Serra, Pedra 90, Tijucal, Alvorada, Passaredo, Altos do Coxipó, São Francisco, Bela Vista, Lagoa Azul, Jardim dos Ipês, Residencial São Carlos e Jardim Eldorado já foram contemplados. Muitos deles já contam com 100% da iluminação em LED.

O diretor-geral da Limpurb, Felipe Wellaton, destacou que a modernização da iluminação pública representa um investimento que vai além da substituição de equipamentos, promovendo mais segurança, economia e qualidade de vida para a população.

“Ultrapassar a marca de 16 mil luminárias de LED instaladas demonstra o compromisso da gestão do prefeito Abilio Brunini com uma cidade mais moderna, eficiente e segura. A tecnologia LED melhora a iluminação das vias públicas, reduz o consumo de energia, diminui os custos de manutenção e proporciona mais tranquilidade para quem circula pelos bairros. Agora, o João Bosco Pinheiro também passa a integrar esse grande projeto de transformação da iluminação pública de Cuiabá”, afirmou.

Os resultados da modernização já refletem diretamente na eficiência da gestão pública. A redução de 396.525 watts na carga instalada representa uma economia aproximada de R$ 1 milhão por ano, o equivalente a cerca de R$ 83 mil por mês, somente nesta fase inicial do programa.

O Programa MT Iluminado prevê o fornecimento das luminárias pelo Governo de Mato Grosso, enquanto a Prefeitura de Cuiabá é responsável pela elaboração dos projetos técnicos, apresentação da documentação necessária e execução dos serviços de instalação.

Para garantir segurança e eficiência durante os trabalhos, as equipes da Limpurb atuam com todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como capacetes, luvas, cintos de segurança, botinas isoladas e uniformes antichama. Os serviços são realizados nos períodos diurno e noturno, permitindo maior agilidade na modernização da iluminação pública em toda a capital.

 



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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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