Mato Grosso
Em celebração na Rua Lages, prefeito confirma quatro telões e inclui via sem asfalto para próximo jogo
Mato Grosso
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, anunciou a instalação de quatro telões em quatro novas ruas da capital para o próximo jogo da Seleção Brasileira, incluindo uma via sem asfalto. O anúncio foi feito durante a celebração na Rua Lages, no bairro CPA 1, vencedora da campanha Minha Rua é Show de Bola, promovida pela Prefeitura de Cuiabá, nesta terça-feira (24).
Durante o jogo, a rua se tornou ponto de encontro para moradores de diferentes gerações, celebrando a vitória do Brasil por 3 a 0 sobre a Escócia. O prefeito de Cuiabá chegou ao local pouco depois da entrada de Neymar em campo e acompanhou a reta final da partida ao lado dos moradores.
“O cuiabano não sai do frio para nada e o povo está nas ruas assistindo aos jogos nos telões. Esse é o símbolo da resistência cuiabana. Eu fico muito feliz de trazer essa alegria. No próximo jogo serão quatro telões em quatro vias diferentes, inclusive em uma rua sem asfalto. Eles não pintam o chão, mas pintam as casas, colocam bandeirolas. Vamos valorizar toda a nossa cidade e toda a comunidade que participa desse projeto”, declarou o prefeito.
Além da estrutura para exibição da partida, a Prefeitura disponibilizou tendas, cadeiras e água para garantir mais conforto ao público, especialmente por conta da chuva registrada durante o evento. Além da vitória, os torcedores vibraram com a presença de Neymar em campo.
Um dos responsáveis pela mobilização da comunidade foi Valdeir de Freitas, conhecido como Dedalove. Ele contou que a ideia surgiu da vontade de fortalecer os laços entre os vizinhos e promover momentos de convivência.
“Sou paulista e lá temos muito esse costume. Quando me mudei para cá, percebi que a rua tinha muitos idosos e faltavam atividades que unissem os moradores. Então, junto com minha vizinha, meu irmão e minha cunhada, decidimos decorar a rua para a Copa. Mobilizamos amigos e conhecidos da região para ajudar na pintura, compartilhar a campanha e pedir votos. Graças a Deus, deu tudo certo. Também ganhamos um concurso de rua mais decorada, e o prêmio vai ajudar na confraternização da comunidade”, relatou.
Moradora da Rua Lages há 46 anos, Maria Dias, de 72 anos, afirmou que já acompanhou diversas Copas do Mundo, mas considera a edição de 2026 uma das mais especiais.
“Está sendo muito bom. Os jovens da rua trabalharam bastante para que tudo isso acontecesse. Hoje somos como uma família. Ver os vizinhos reunidos, participando e comemorando juntos é motivo de muita felicidade.”
Outra participante ativa da decoração foi Luanda Souza. Segundo ela, a iniciativa conseguiu mobilizar moradores de todas as idades.
“Acho que é uma iniciativa muito pertinente da Prefeitura porque consegue mobilizar os vizinhos, promover a confraternização e ainda resgatar no brasileiro a satisfação de torcer pela Seleção. O mais importante foi ver todos trabalhando juntos”, destacou.
Entre os torcedores estava também Robson Santos, conhecido como Binho, de 31 anos, que demonstrou confiança na campanha brasileira rumo ao hexa.
“O ataque da Seleção é muito forte. Temos grandes jogadores e um técnico extremamente qualificado. Acredito que o Brasil pode chegar longe e até conquistar o título”, avaliou.
A campanha Minha Rua é Show de Bola retomará o concurso para a escolha das novas ruas decoradas para a transmissão do jogo do Brasil na próxima segunda-feira (29). Os moradores das vias selecionadas acompanharão, nos telões da Prefeitura, o Brasil enfrentar o segundo colocado do Grupo F, às 14h, horário de Brasília.
Mato Grosso
Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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