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Programa Lutadoras da Prefeitura reúne veteranas e novas alunas em aulas de defesa pessoal em Cuiabá

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Mato Grosso

O Programa Lutadoras, da Prefeitura de Cuiabá, reúne mulheres em diferentes estágios de aprendizado do jiu-jítsu, desde as que já têm experiência na modalidade até as iniciantes que buscam aprender técnicas de defesa pessoal. As atividades contemplam tanto as participantes veteranas quanto as novas alunas e são realizadas no polo da Secretaria Municipal da Mulher, localizado na Avenida Presidente Getúlio Vargas, nº 490, na região central da capital.

Executado pela Secretaria Municipal da Mulher, sob a liderança da secretária tenente-coronel Hadassah Suzannah, com apoio do Núcleo da Primeira-Dama, o programa oferece mil vagas e aulas gratuitas de jiu-jítsu, judô, karatê, capoeira, muay thai e taekwondo. “A proposta é utilizar o esporte como ferramenta de prevenção à violência contra a mulher. As aulas contribuem para o desenvolvimento da autoconfiança, da autoestima e da autonomia das alunas”.

A professora e faixa-preta de jiu-jítsu Polyanna Souza de Araújo coordena o programa e acompanha a evolução das alunas desde a primeira turma. Segundo ela, as mulheres que ingressaram no projeto-piloto avançaram no treinamento e hoje integram uma turma de nível avançado de jiu-jítsu.

Além do aprendizado de técnicas de jiu-jítsu, como armlock (chave de braço), mata-leão (estrangulamento) e americana (chave de ombro), as participantes recebem orientações sobre como agir diante de situações de risco. Entre as recomendações estão observar o ambiente, identificar possíveis rotas de fuga, procurar um local seguro e tentar manter a calma. Quando necessário, as técnicas aprendidas podem ajudar a mulher a se desvencilhar de uma agressão e escapar.

Moradora do bairro Jardim Araçá, Dayanna Rodrigues participa do programa desde a primeira turma e integra o grupo de veteranas. Para ela, a experiência contribuiu para seu desenvolvimento pessoal e trouxe motivação para experimentar uma atividade diferente. “Para mim, tem sido muito bom desde o início. Foi muito bom para o crescimento mental, sentimental e para a autonomia. É a vontade de exercitar, de fazer algo diferente, algo novo. Era algo bem diferente para mim, e estou gostando bastante”, relata.

Kézia Lozano, que ingressou no programa em 2026, considera que as aulas contribuem tanto para a prática de atividade física quanto para o aprendizado de técnicas de defesa pessoal. “É muito bom, tanto para fazer atividade física quanto para aprender realmente a se defender em algum momento de apuro. Com o próprio programa, percebi formas de como poderia ter me defendido de agressões que já sofri. A gente fica mais confiante, tem mais autoestima e se sente mais protegida por saber se defender”, compartilhou Kézia.

O programa “Lutadoras – Fortalecendo a Mulher Cuiabana” foi lançado em 28 de agosto de 2025, com um projeto-piloto que reuniu 80 mulheres. Em 2026, a iniciativa ampliou o atendimento, passando de dois para 17 polos, distribuídos pelas regiões Sul, Norte, Leste e Oeste da capital. Atualmente, são 515 alunas inscritas em 32 turmas.

Inscrições

As interessadas em participar podem se inscrever por meio do formulário eletrônico disponível no link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScirvMsubET3ezSNXi-KOaVLpe0Iwsxbzh0EcSQVv8sFRyx9A/viewform?pli=1 . O formulário também pode ser acessado na página principal da Prefeitura de Cuiabá.



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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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