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Polícia Militar apreendeu mais de 10,1 toneladas de entorpecentes em 2026

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O combate às facções criminosas e tráfico de drogas da Polícia Militar de Mato Grosso resultou na apreensão de 10,1 toneladas de entorpecentes, no ano de 2026, em todo o Estado. As ações também promoveram o aumento de 23,8% no número de prisões decorrentes do tráfico de entorpecentes.

Em 2026, 3.429 suspeitos foram conduzidos por crimes de associação e tráfico ilícito de drogas, número maior que os 2.769 detidos no mesmo período, no ano passado. Entre as drogas apreendidas, 6,1 toneladas são substâncias análogas a maconha; 1,6 tonelada de pasta base de cocaína; 1,1 tonelada de cocaína; e 1,1 tonelada de skank. Também foram registradas apreensões pequenas de crack e haxixe.

Os números foram divulgados pela Superintendência de Planejamento Operacional e Estatística da PMMT (Spoe) e compreendem os dados entre o mês de janeiro e os primeiros dias de outubro.

Na última segunda-feira (5.10), a Polícia Militar registrou a maior apreensão do ano até o momento, retirando de circulação a quantidade de 1,3 tonelada de maconha, na cidade de Rondonópolis. As drogas foram encontradas em uma residência que servia como ponto de armazenamento de entorpecentes.

Entre outras ações de destaque, no mês de setembro, a PM apreendeu 500 quilos de cocaína no distrito de Guariba, em Colniza. Os entorpecentes foram enviados de avião pela Bolívia e foram retirados de circulação. A operação contou com apoio do Gefron e da Polícia Federal.

Foto: Reprodução/Polícia Militar - MT
Foto: Reprodução/Polícia Militar – MT

Em agosto, a Polícia Militar e Gefron apreenderam 490 tabletes de maconha skank, em Pontes e Lacerda. As drogas foram encontradas dentro de uma residência e quatro suspeitos foram presos.

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, destaca que os números refletem a continuidade da Operação Tolerância Zero, de forma ininterrupta em todo o Estado, além de ações integradas com todas as forças de segurança para enfrentamento às facções criminosas.

“Esse é o resultado de um trabalho que prospera e continua avançando, em nosso Estado. O enfrentamento às facções criminosas é feito todos os dias e de diferente maneiras, sejam elas com abordagens, atendimentos de denúncias pelo 190, trabalho das nossas equipes de inteligência e tecnologia e também a integração com outras forças de segurança. A Polícia Militar seguirá atuando firmemente na tolerância zero ao crime de tráfico de drogas e eliminando esses entorpecentes de nosso Estado”, reforça o comandante-geral.

Foto: Reprodução/Polícia Militar - MT
Foto: Reprodução/Polícia Militar – MT

 



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Polícia Civil deflagra 2ª fase de operação contra rede de aliciamento de menores em Comodoro

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (22.10), a segunda fase da Operação Scutum Innocentia, para cumprir cinco mandados de busca e apreensão contra investigados por integrar uma rede de aliciamento e abuso sexual de menores de 14 anos em Comodoro.

As diligências foram cumpridas por equipes da Delegacia de Comodo na zona rural do município, com o objetivo de apreender aparelhos celulares, computadores e demais dispositivos eletrônicos que possam comprovar o envolvimento dos investigados nos crimes apurados.

As medidas foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cáceres, que também autorizou a extração integral dos dados dos aparelhos apreendidos.

A investigação teve início em agosto de 2025, após a Polícia Civil tomar conhecimento de que menores de 14 anos estavam sendo vítimas de abuso sexual. A análise de dados de aparelhos celulares revelou milhares de mensagens trocadas por meio de redes sociais, com conteúdo de aliciamento, pedidos de fotografias íntimas e convites para encontros de natureza sexual.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Os investigados, todos homens adultos, se aproximavam das vítimas por meio de perfis em redes sociais e mantinham contato frequente, que evoluía para conversas de cunho sexual explícito, pedidos de fotografias íntimas e de áudios, envio de imagens impróprias e convites para encontros, inclusive com mais de uma pessoa.

A apuração identificou o uso de perfis alternativos e de linhas telefônicas e contas de e-mail registradas em nome de terceiros, além de mensagens apagadas após o contato com as vítimas, o que, para a investigação, indica tentativa de dificultar a identificação dos autores e de eliminar provas.

Um dos perfis usados nas conversas teve a titularidade atribuída a pessoas diferentes ao longo das oitivas, e a identificação do seu verdadeiro usuário é um dos objetivos desta fase.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Operação Scutum Innocentia

Na primeira fase da operação, realizada em outubro de 2025, foram cumpridos mandados de busca contra cinco investigados, que admitiram, em diferentes graus, ter mantido conversas com as adolescentes pelas redes sociais.

Parte deles reconheceu ter solicitado fotografias íntimas ou áudios das vítimas, e um deles admitiu ter enviado imagem própria com partes do corpo expostas.

O aprofundamento das apurações permitiu identificar novos suspeitos, alvos desta segunda etapa. Até o momento, ao menos 10 pessoas foram identificadas como envolvidas na rede, e as diligências desta fase também buscam identificar outros possíveis participantes.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de estupro de vulnerável e aliciamento de criança ou adolescente por meio de comunicação para a prática de ato libidinoso, sem prejuízo de outros delitos previstos no ECA que venham a ser constatados com a perícia dos aparelhos.

“Eu quero reforçar o compromisso permanente da Polícia Civil com a proteção de crianças e adolescentes e orientar pais e responsáveis a acompanharem o uso de celulares e redes sociais pelos filhos, evitando a aproximação de criminosos sexuais”, disse o delegado titular de Comodoro Mateus Almeida Oliveira Reiners.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
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