Polícia
Polícia Militar prende casal com pistola roubada e R$ 283,7 mil em dinheiro
Polícia
A Polícia Militar de Mato Grosso prendeu um homem, de 33 anos, e uma mulher, de 30 anos, por porte ilegal de arma de fogo, no fim da tarde desta terça-feira (20.10), em Bom Jesus do Araguaia. Com o casal, a PM apreendeu uma pistola com registro de roubo e mais de R$ 283,7 mil em dinheiro não declarado.
Conforme o boletim de ocorrência, a equipe policial estava em patrulhamento pela rodovia MT-322 e fez abordagem a uma caminhonete Hilux preta, que demorou alguns metros para obedecer às ordens. Os militares se aproximaram do veículo e encontraram o motorista e a passageira demonstrando muito nervosismo.
O homem foi questionado se transportava algum material ilícito e negou, afirmando que estava apenas com a quantia de R$ 60 mil em dinheiro, que seria proveniente da compra e venda de gado de sua propriedade rural.
Os militares solicitaram para iniciar buscas e vistorias no carro. Na bolsa da mulher, encontraram uma pistola de calibre .9mm carregada de 18 munições, além de diversos envelopes bancários com dinheiro, que totalizaram a quantia de R$ 283.757,00.
Os suspeitos foram perguntados novamente sobre a origem da arma e o homem revelou que a pistola seria sua. Na verificação da numeração do objeto, foi identificada que a arma possuía queixa de roubo, registrada em fevereiro de 2025.
Diante da situação, o casal foi conduzido para a delegacia da cidade de Ribeirão Cascalheira e entregue à Polícia Judiciária Civil para registro da ocorrência e demais providências.
Polícia
Polícia Civil deflagra 2ª fase de operação contra rede de aliciamento de menores em Comodoro
A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (22.10), a segunda fase da Operação Scutum Innocentia, para cumprir cinco mandados de busca e apreensão contra investigados por integrar uma rede de aliciamento e abuso sexual de menores de 14 anos em Comodoro.
As diligências foram cumpridas por equipes da Delegacia de Comodo na zona rural do município, com o objetivo de apreender aparelhos celulares, computadores e demais dispositivos eletrônicos que possam comprovar o envolvimento dos investigados nos crimes apurados.
As medidas foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cáceres, que também autorizou a extração integral dos dados dos aparelhos apreendidos.
A investigação teve início em agosto de 2025, após a Polícia Civil tomar conhecimento de que menores de 14 anos estavam sendo vítimas de abuso sexual. A análise de dados de aparelhos celulares revelou milhares de mensagens trocadas por meio de redes sociais, com conteúdo de aliciamento, pedidos de fotografias íntimas e convites para encontros de natureza sexual.
Os investigados, todos homens adultos, se aproximavam das vítimas por meio de perfis em redes sociais e mantinham contato frequente, que evoluía para conversas de cunho sexual explícito, pedidos de fotografias íntimas e de áudios, envio de imagens impróprias e convites para encontros, inclusive com mais de uma pessoa.
A apuração identificou o uso de perfis alternativos e de linhas telefônicas e contas de e-mail registradas em nome de terceiros, além de mensagens apagadas após o contato com as vítimas, o que, para a investigação, indica tentativa de dificultar a identificação dos autores e de eliminar provas.
Um dos perfis usados nas conversas teve a titularidade atribuída a pessoas diferentes ao longo das oitivas, e a identificação do seu verdadeiro usuário é um dos objetivos desta fase.
Operação Scutum Innocentia
Na primeira fase da operação, realizada em outubro de 2025, foram cumpridos mandados de busca contra cinco investigados, que admitiram, em diferentes graus, ter mantido conversas com as adolescentes pelas redes sociais.
Parte deles reconheceu ter solicitado fotografias íntimas ou áudios das vítimas, e um deles admitiu ter enviado imagem própria com partes do corpo expostas.
O aprofundamento das apurações permitiu identificar novos suspeitos, alvos desta segunda etapa. Até o momento, ao menos 10 pessoas foram identificadas como envolvidas na rede, e as diligências desta fase também buscam identificar outros possíveis participantes.
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de estupro de vulnerável e aliciamento de criança ou adolescente por meio de comunicação para a prática de ato libidinoso, sem prejuízo de outros delitos previstos no ECA que venham a ser constatados com a perícia dos aparelhos.
“Eu quero reforçar o compromisso permanente da Polícia Civil com a proteção de crianças e adolescentes e orientar pais e responsáveis a acompanharem o uso de celulares e redes sociais pelos filhos, evitando a aproximação de criminosos sexuais”, disse o delegado titular de Comodoro Mateus Almeida Oliveira Reiners.
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