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SAÚDE PÚBLICA

Governo de MT amplia repasse e transforma Santa Casa de Rondonópolis em novo polo regional de alta complexidade

Novo contrato prevê investimento de R$ 22,3 milhões por mês e aumento de mais de 75% na capacidade de atendimentos da unidade.

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Saúde

Crédito - Mayke Toscano | Secom-MT

O Governo de Mato Grosso oficializou, nesta segunda-feira, (25/05), a ampliação do repasse financeiro destinado à Santa Casa de Rondonópolis, em uma medida que promete reforçar a assistência hospitalar de média e alta complexidade para toda a Região Sul do Estado.

O novo termo de parceria prevê um investimento mensal de R$ 22,3 milhões na unidade hospitalar. Do total, R$ 16,4 milhões serão destinados pelo Governo do Estado, R$ 5,5 milhões pelo Governo Federal e R$ 305,7 mil pela Prefeitura de Rondonópolis.

Com a ampliação dos recursos, a expectativa é que a Santa Casa passe a realizar cerca de 300 mil procedimentos hospitalares por ano, aumentando em mais de 75% a capacidade de atendimentos especializados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Durante a solenidade, o governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, afirmou que o investimento representa, na prática, a criação de um novo hospital regional em Rondonópolis.

“Com o que nós vamos passar para o hospital da Santa Casa, daria para construir um novo hospital todo ano. Só que as pessoas que estão doentes agora, elas não aguentam esperar a construção do novo hospital. Então, o que nós estamos fazendo aqui hoje, na prática, nós estamos abrindo um novo hospital regional em Rondonópolis”, declarou.

Segundo o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, o novo contrato foi estruturado com base na capacidade operacional da Santa Casa e prevê ampliação real dos serviços prestados à população.

“Essa nova proposta é três vezes maior do que o valor que até então era contratualizado para a unidade. Isso quer dizer que não é só pagando mais pelo que o hospital faz, mas trazendo quantitativos pelos serviços novos e estruturação que possa suprir a necessidade da população”, destacou.

O diretor-presidente da Santa Casa de Rondonópolis, Jaques Paul Gervais Polet, afirmou que a medida terá impacto direto no desenvolvimento social e econômico da região.

“As repercussões desse novo posicionamento das autoridades terão, sem dúvidas, melhoria profunda dentro das nossas comunidades. A Santa Casa está à altura desse novo desafio”, avaliou.

Já o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, agradeceu o apoio do Governo do Estado e classificou a iniciativa como estratégica para melhorar a qualidade de vida da população.

Também participaram da cerimônia os deputados federais José Medeiros e Fábio Garcia, os deputados estaduais Nininho e Sebastião Rezende, além de autoridades municipais, representantes da Secretaria de Estado de Saúde e gestores da unidade hospitalar.

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Quando a Vida Vira Apenas Sobreviver

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A pessoa acorda, trabalha, resolve problemas, sorri quando necessário, conversa, organiza a casa, paga contas e continua funcionando normalmente diante de todos. Quem olha de fora dificilmente percebe. Afinal, ela está “dando conta”.

Mas por dentro… já não existe presença. Apenas sobrevivência.

A vida adulta, para muitas pessoas, deixou de ser viver para se tornar sustentar estruturas. Estruturas emocionais, financeiras, familiares e sociais. Somos ensinados desde cedo que ser forte é aguentar tudo calado. Então aprendemos a suportar.

Suportamos o excesso de responsabilidade.
Suportamos a falta de reconhecimento.
Suportamos relações desequilibradas.
Suportamos o peso de cuidar de todos enquanto ninguém percebe quem está cansado.

E, aos poucos, algo dentro da gente começa a se apagar.

O mais assustador sobre o vazio emocional é que ele não chega fazendo barulho. Ele chega silenciosamente. Primeiro a pessoa para de sentir alegria verdadeira. Depois perde o interesse pelas próprias vontades. Em seguida, começa a viver no automático.

Ela sorri, mas não sente felicidade.
Descansa, mas não se recupera.
Conquista coisas, mas continua vazia.

Muitas mulheres vivem exatamente assim.

Trabalham fora, cuidam da casa, administram problemas, sustentam emocionalmente a família inteira e ainda carregam a culpa de desejar descanso. Quando tentam cuidar de si mesmas, são chamadas de exageradas, gastadeiras ou egoístas. Como se existir além da obrigação fosse um privilégio e não um direito.

A verdade é que ninguém nasceu para viver apenas servindo.

Nenhum ser humano permanece emocionalmente inteiro vivendo anos sem acolhimento, parceria, leveza ou reconhecimento. Uma alma cansada continua funcionando por muito tempo, mas deixa de florescer.

E talvez seja por isso que tantas pessoas hoje não se sentem tristes exatamente. Sentem-se vazias.

Não porque sejam fracas.
Mas porque passaram tempo demais sobrevivendo.

Ainda assim, existe esperança em reconhecer isso.

Porque o primeiro passo para voltar a viver é admitir que alguma coisa dentro da gente precisa de cuidado. É entender que descanso não é preguiça. Que querer paz não é egoísmo. Que desejar ser amado, ouvido e valorizado não é carência — é necessidade humana.

Talvez a cura não aconteça de uma vez. Talvez ela comece devagar, em pequenos movimentos:
em uma conversa honesta,
em um limite imposto,
em um momento de silêncio,
em um pedido de ajuda,
ou simplesmente na decisão de não abandonar mais a si mesmo.

No fim, sobreviver não pode ser o destino final de ninguém.

Todos merecem mais do que apenas existir.

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