Polícia
Polícia Civil realiza operação para desarticular facção criminosa responsável pelo tráfico em Guarantã do Norte
Polícia
A Polícia Civil deflagrou, na tarde de terça-feira (26.5), a Operação Caçada Urbana, com foco no enfrentamento a facções criminosas responsáveis pela comercialização de entorpecentes em Guarantã do Norte e região.
Na operação, deflagrada pela delegacia de Guarantã do Norte, foi realizado o trabalho de monitoramento que resultou na identificação de um ponto de distribuição de drogas, utilizado por integrantes da facção criminosa.
A ação resultou na apreensão de diversas porções de entorpecentes já embaladas para venda, apetrechos relacionados ao tráfico, além da prisão em flagrante de uma mulher, de 26 anos, por tráfico de drogas e apreensão de um adolescente, 17 anos, por ato infracional análogo ao mesmo crime.
Os suspeitos foram conduzidos à delegacia, onde foram tomadas as providências cabíveis para lavratura dos flagrantes. O material ilícito encontrado na residência foi apreendido e será encaminhado para perícia, com o fim de aprofundar as investigações e identificar outros envolvidos na cadeia criminosa.
O delegado de Guarantã do Norte, Mauro Apoitia, responsável pela operação, destacou que a Polícia Civil continuará atuando de forma firme no combate ao tráfico de drogas e às facções criminosas:
“Estamos atentos ao combate às drogas no município e região. Todos aqueles que forem identificados praticando atividades ilícitas serão investigados, identificados e presos. A Polícia Civil seguirá atuando de forma intensa para enfraquecer as facções criminosas e garantir a segurança da sociedade”, disse o delegado.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renarc
A operação faz parte da sexta fase da Operação Narke, da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (DIOPI), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de enfrentamento ao narcotráfico.
Polícia
Polícia Civil cumpre mandados contra advogados suspeitos de falsificar de decisão judicial para favorecer líder de facção
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagra, nesta quarta-feira (28.10), a Operação Reescrita, para o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra três advogados investigados por suspeita de falsificação de documento público, uso de documento falso e integração em organização criminosa.
As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco),
As buscas são realizadas em quatro endereços na Capital, sendo três delas nas residencias dos investigados e a quarta em um escritório de advocacia. O cumprimento das medidas é acompanhado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).
Investigação
As investigações iniciaram após a GCCO/Draco tomar conhecimento de uma suposta decisão judicial que determinava estudos específicos de comportamento que beneficiassem e flexibilizasse a vinda um criminoso, apontado com vice-presidente de uma facção criminosa, preso da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Mato Grosso, antes do término do prazo de permanência estabelecido em decisão judicial anterior.
Segundo os elementos apurados, em junho de 2025, foi apresentado um pedido judicial para a transferência do preso. Meses depois, em dezembro do mesmo ano, dois dos advogados investigados compareceram ao gabinete de uma unidade judicial em Cuiabá e solicitaram providências relacionadas ao cumprimento de uma suposta decisão, que teria sido proferida em novembro de 2025.
Na ocasião, eles apresentaram uma cópia do documento, posteriormente encaminhada por um dos advogados investigados ao contato institucional do gabinete. Durante a verificação, servidores da unidade judicial constataram que a decisão não havia sido proferida pelo magistrado e não estava registrada no processo.
Também foram identificadas inconsistências no documento, incluindo um código de validação vinculado a outro processo e diferenças em relação aos padrões dos documentos oficiais do sistema eletrônico de execução penal. A análise técnica do arquivo apontou indícios de edição externa.
Os elementos reunidos nas investigações demonstraram que uma das investigadas teria participado da elaboração ou edição do documento, enquanto os outros dois advogados teriam atuado na apresentação e utilização do arquivo perante o Poder Judiciário.
Ordens judiciais
Diante das evidências, foi representado pelos mandados de busca e apreensão contra os investigados com o fim de esclarecer a origem do documento, as circunstâncias de sua produção e circulação e a participação individual dos envolvidos.
As buscas têm como objetivo localizar celulares, computadores, notebooks e outros dispositivos eletrônicos, além de documentos e mídias que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.
Nome da operação
O nome Reescrita faz referência à suspeita de que uma decisão judicial já existente, relacionada à permanência do preso em penitenciária federal, teria sido utilizada como referência para produzir um novo documento, que teria sido reescrito pelos investigados, atribuindo-lhe outro sentido e simulando uma decisão posterior que autorizaria o recambiamento do custodiado para Mato Grosso.
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