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Mato Grosso

Thiago Regotto é o novo diretor-geral da EBC

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Mato Grosso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou o jornalista e radialista Thiago Regotto como novo diretor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) . A nomeação está publicada na edição do Diário Oficial da União desta nesta sexta-feira (29).

O profissional começou sua trajetória na comunicação pública há 23 anos, ainda como estagiário, é funcionário de carreira concursado desde 2013 e ocupava até então a posição de gerente executivo da Rádio Nacional e Rádio MEC . Regotto é o primeiro funcionário da área finalística da EBC a assumir a função de diretor-geral na história da instituição.

“Thiago Regotto é um empregado público padrão ouro: dedicado, apaixonado e comprometido com a comunicação pública”, afirma a diretora-presidenta da EBC, Antonia Pellegrino.

“Há 23 anos, ele entrava na empresa como estagiário. Hoje, é nomeado pelo presidente Lula como diretor-geral. Essa trajetória de ascensão fala sobre a competência de Thiago — mas fala também sobre um governo que valoriza os servidores públicos.”

Jornalista de formação e radialista desde 2003, Regotto é pesquisador do rádio e da comunicação pública. É mestre em Educação, Cultura e Comunicação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Também detém MBA em TV Digital, Radiodifusão e Novas Mídias pela Universidade Federal Fluminense (UFF), especialização em Marketing pelo Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPEAD/UFRJ) e pós-graduação em Estilo de Gestão e Liderança pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

A trajetória do novo diretor-geral reúne atuação na gestão de emissoras públicas, pesquisa acadêmica e iniciativas voltadas à memória, à inovação e ao fortalecimento da radiodifusão pública no país. O profissional começou a atuar como estagiário da Rádio MEC , em 2003, quando o veículo ainda fazia parte da Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), posteriormente incorporada à EBC .

Ao longo da carreira na empresa, Regotto exerceu diversas funções de gestão, como a Gerência da Rádio MEC e a Gerência Executiva da Rádio Nacional e Rádio MEC.

Regotto foi um dos responsáveis pela recente expansão das rádios Nacional e MEC no território nacional e conduziu o processo de modernização da programação, reposicionamento editorial, integração multiplataforma das emissoras e fortalecimento da presença institucional das rádios públicas federais.

Um dos marcos foi a implementação da Rádio Nacional de São Paulo , que teve o programa Tarde Nacional SP premiado pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) na categoria Melhor Programa Cultural de Rádio de 2025 .

Também compõem o portfólio de Thiago Regotto a concepção e implementação de iniciativas estruturantes voltadas à memória da radiodifusão pública brasileira, com destaque para a idealização do Museu da Rádio Nacional e para a direção-geral das celebrações institucionais alusivas ao centenário do rádio no Brasil (2022), ao centenário da Rádio MEC (2023) e aos 90 anos da Rádio Nacional (2026).

Entre as produções acadêmicas e pesquisas, destacam-se:

  • Educativa, Estatal ou Pública: a tentativa de uma reconstrução de uma nova marca para a comunicação não comercial brasileira – um estudo de caso da Empresa Brasil de Comunicação ;
  • Muito além da música clássica: a Rádio MEC como herdeira da Rádio Sociedade ;
  • Fluxo Local, Regional e Internacional de conteúdo em rádios públicas brasileiras: um pouco de história e perspectivas de evolução ;
  • Que rádio é esse? Memórias, questionamentos e perspectivas do rádio não comercial brasileiro ;
  • Sintonia com o Sul: como a Rádio Nacional se voltou ao Rio Grande do Sul e chegou ao Japão ;
  • Entre o privado, o estatal e o público: os 90 anos da Rádio Nacional e os limites da comunicação não comercial no Brasil .

Thiago Regotto assume no lugar no David Butter , que ocupava o cargo desde janeiro deste ano. Durante a gestão de Butter, a EBC liderou a fase de testes para o início das transmissões da TV 3.0 no Brasil, assumiu a vice-presidente do Comitê Executivo da Plataforma Comum da TV 3.0 e também aprovou sua Política de Inovação.



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Mato Grosso

ALMT garante acordo inédito no STF sobre divisa entre Mato Grosso e Pará

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) garantiu um avanço inédito no Supremo Tribunal Federal (STF) ao idealizar, provocar e liderar a construção de um acordo de conciliação entre Mato Grosso e Pará para tratar dos impactos sociais, econômicos e administrativos enfrentados na faixa de divisa entre os dois estados. O acordo foi homologado pelo ministro Flávio Dino nesta quinta-feira (11).

“Essa conciliação representa uma vitória para Mato Grosso, porque abre caminho para resolver um problema que afeta diretamente a vida das pessoas. A Assembleia Legislativa mostrou ao STF que essa discussão não é apenas sobre território, mas sobre dignidade, atendimento e segurança jurídica para quem vive nessas regiões e depende dos serviços prestados por Mato Grosso”, destaca o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (Pode).

O primeiro acordo celebrado entre os estados foi construído após audiência de conciliação realizada no STF, nesta quarta-feira (10), e envolve a regularização fundiária da área em litígio, com medidas voltadas à organização da situação das terras e dos registros imobiliários na região.

O documento prevê que os Cartórios de Registro de Imóveis relacionados à área sejam intimados e que seja expedida uma Carta de Ordem para fiscalizar se as medidas acordadas estão sendo cumpridas.

“Nós estamos construindo as condições desse acordo. Isso não significa encerrar a discussão, porque o Supremo Tribunal Federal continuará acompanhando e fiscalizando o cumprimento das medidas que forem definidas. Se o acordo não for cumprido, o ministro Flávio Dino já deixou claro que pode reabrir a discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará. Essa sinalização também foi uma vitória para Mato Grosso”, afirma o procurador da ALMT, Bruno Cardoso.

Deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos).Foto: Rosinei Coutinho/Supremo Tribunal Federal
Deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos).Foto: Rosinei Coutinho/Supremo Tribunal Federal

Com os dados cartorários reunidos, Mato Grosso e Pará deverão elaborar, em até 90 dias, um diagnóstico sobre a situação dos imóveis e apresentar um plano de trabalho para a regularização das áreas. O termo também prevê que, dentro desse mesmo prazo, os estados façam levantamento junto às suas Secretarias de Meio Ambiente sobre os dados dos Cadastros Ambientais Rurais (CAR) das propriedades envolvidas.

No documento, o ministro Flávio Dino informou que haverá uma nova audiência de conciliação para tratar da cooperação entre Mato Grosso e Pará na área de segurança pública, com foco no atendimento aos moradores da região em litígio.

O procurador da ALMT Bruno Cardoso destaca o protagonismo do Parlamento estadual no avanço das discussões. “A conciliação foi construída a partir da atuação direta da ALMT, que levou ao STF informações sobre os prejuízos enfrentados por municípios e moradores da região”, frisa.

A construção do acordo foi iniciada durante reunião técnica realizada na tarde de quarta-feira (10), após audiência no gabinete do ministro Flávio Dino, e contou com a participação de representantes de Mato Grosso, do Pará, da Procuradoria-Geral da República, da equipe do ministro e da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Na ocasião, a ALMT defendeu que outros temas também sejam tratados de forma paralela, para evitar que os problemas mais urgentes fiquem em segundo plano. Entre eles estão saúde pública, educação, transporte escolar, manutenção de estradas, segurança pública, meio ambiente, Cadastro Ambiental Rural, bitributação e compensações financeiras aos municípios que custeiam serviços em áreas que não geram arrecadação para Mato Grosso.

Procurador da ALMT Bruno Cardoso.Foto: Rosinei Coutinho/Supremo Tribunal Federal
Procurador da ALMT Bruno Cardoso.Foto: Rosinei Coutinho/Supremo Tribunal Federal

Nesse contexto, o Parlamento estadual solicitou prazo de 30 dias para que Mato Grosso apresente uma carta de propostas com medidas voltadas à solução dos problemas identificados em cada eixo.

Dignidade e segurança jurídica– Durante a audiência de conciliação, o deputado Max Russi destacou a necessidade da criação de um mecanismo de segurança jurídica para que prefeitos mato-grossenses possam continuar prestando serviços públicos a moradores de áreas pertencentes administrativamente ao Pará, sem risco de questionamentos por órgãos de controle. O parlamentar propôs ainda a realização de uma audiência pública ou até mesmo de um plebiscito para ouvir os moradores da região de divisa.

Segundo ele, a distância entre as comunidades afetadas e os centros administrativos do Pará torna inviável o atendimento adequado por aquele estado. Ele citou casos em que moradores precisam percorrer até 1.400 quilômetros para buscar atendimento, enquanto municípios mato-grossenses estão a cerca de 60 quilômetros de distância.

Também estiveram presentes em Brasília os deputados Janaína Riva (MDB), Diego Guimarães (Republicanos), Valdir Barranco (PT) e Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos), além do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), dos senadores Jayme Campos (União), Wellington Fagundes (PL) e Carlos Fávaro (PSD), prefeitos e vereadores de municípios mato-grossenses.



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