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Homem sequestra e ameaça explodir ônibus em Várzea Grande

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Polícia

Um homem de 25 anos foi preso em flagrante na noite deste sábado (30) após sequestrar um ônibus da linha N247 e manter o motorista, de 44 anos, como refém sob constante tortura e ameaça de morte em Várzea Grande. O crime, registrado por volta das 21h40, mobilizou uma intensa perseguição policial por diversos bairros do município depois que o suspeito rendeu o condutor com uma faca em seu pescoço. 

Para conter o avanço do coletivo, que transitava em alta velocidade e furou bloqueios policiais na Rodovia dos Imigrantes, os militares dispararam contra os pneus do veículo. O cerco estratégico terminou no bairro Ouro Verde, onde o suspeito se rendeu após negociações operacionais.

O motorista relatou às autoridades que o suspeito embarcou no coletivo nas proximidades do Motel Malibu. No momento da invasão, havia outros dois passageiros no veículo. Durante o trajeto, o homem passou a fazer comentários desconexos sobre um suposto novo decreto governamental que classificaria facções criminosas como terroristas, afirmando em voz alta que, a partir daquele instante, ele próprio seria um “terrorista”. 

Logo em seguida, o criminoso ordenou o desembarque imediato dos passageiros, aproximou-se do condutor e roubou o seu aparelho celular, além da quantia de R$ 30,00 em espécie. A partir desse momento, iniciou-se o período de cárcere e tortura contra o trabalhador. Sob a constante mira da faca encostada em sua jugular, o motorista foi obrigado a dirigir sob forte pressão psicológica e violência física. 

O sequestrador utilizou uma chave de fenda para desferir agressões e intimidações contra a vítima, além de ameaçar detonar uma suposta bomba que carregava dentro de sua mochila. A rota de fuga forçada passou pelos bairros Jardim Primavera, região da Marajá, Ouro Verde e Formigueiro, com o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) rastreando o itinerário em tempo real.

Policiais montaram uma barreira na Rodovia dos Imigrantes, mas o suspeito ordenou que o motorista rompesse o bloqueio, acessando a Avenida do Capão Grande em alta velocidade. Como o veículo trafegava de forma perigosa, pulando quebra-molas e forçando outros automóveis a saírem da pista, os policiais atiraram nos pneus traseiros para evitar uma tragédia na área central. 

Mesmo com as estruturas danificadas, o condutor só conseguiu parar em uma via de baixo fluxo no Trevo do Ouro Verde. O assaltante jogou ao chão a faca, um estilete e a chave de fenda antes de ser algemado. O motorista foi libertado com escoriações na costela direita causadas pelas pressões da faca, e o criminoso foi conduzido ileso à Central de Flagrantes.



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Polícia Civil cumpre mandados contra advogados suspeitos de falsificar de decisão judicial para favorecer líder de facção

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagra, nesta quarta-feira (28.10), a Operação Reescrita, para o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra três advogados investigados por suspeita de falsificação de documento público, uso de documento falso e integração em organização criminosa.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco),

As buscas são realizadas em quatro endereços na Capital, sendo três delas nas residencias dos investigados e a quarta em um escritório de advocacia. O cumprimento das medidas é acompanhado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).

Investigação

As investigações iniciaram após a GCCO/Draco tomar conhecimento de uma suposta decisão judicial que determinava estudos específicos de comportamento que beneficiassem e flexibilizasse a vinda um criminoso, apontado com vice-presidente de uma facção criminosa, preso da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Mato Grosso, antes do término do prazo de permanência estabelecido em decisão judicial anterior.

Segundo os elementos apurados, em junho de 2025, foi apresentado um pedido judicial para a transferência do preso. Meses depois, em dezembro do mesmo ano, dois dos advogados investigados compareceram ao gabinete de uma unidade judicial em Cuiabá e solicitaram providências relacionadas ao cumprimento de uma suposta decisão, que teria sido proferida em novembro de 2025.

Na ocasião, eles apresentaram uma cópia do documento, posteriormente encaminhada por um dos advogados investigados ao contato institucional do gabinete. Durante a verificação, servidores da unidade judicial constataram que a decisão não havia sido proferida pelo magistrado e não estava registrada no processo.

Também foram identificadas inconsistências no documento, incluindo um código de validação vinculado a outro processo e diferenças em relação aos padrões dos documentos oficiais do sistema eletrônico de execução penal. A análise técnica do arquivo apontou indícios de edição externa.

Os elementos reunidos nas investigações demonstraram que uma das investigadas teria participado da elaboração ou edição do documento, enquanto os outros dois advogados teriam atuado na apresentação e utilização do arquivo perante o Poder Judiciário.

Ordens judiciais

Diante das evidências, foi representado pelos mandados de busca e apreensão contra os investigados com o fim de esclarecer a origem do documento, as circunstâncias de sua produção e circulação e a participação individual dos envolvidos.

As buscas têm como objetivo localizar celulares, computadores, notebooks e outros dispositivos eletrônicos, além de documentos e mídias que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.

Nome da operação

O nome Reescrita faz referência à suspeita de que uma decisão judicial já existente, relacionada à permanência do preso em penitenciária federal, teria sido utilizada como referência para produzir um novo documento, que teria sido reescrito pelos investigados, atribuindo-lhe outro sentido e simulando uma decisão posterior que autorizaria o recambiamento do custodiado para Mato Grosso.

 

 



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