Polícia
Cavalaria da PM prende trio por tráfico ilícito de drogas e apreende entorpecentes
Polícia
Policiais militares da Cavalaria prenderam nesta terça-feira (2.6), três suspeitos por tráfico ilícito de drogas em Peixoto de Azevedo. Na ação, foram apreendidos mais de dois quilos de entorpecentes entre maconha e pasta base de cocaína, além de diversos materiais utilizados na comercialização das drogas.
Durante patrulhamento ostensivo pelo município, a equipe policial abordou um homem que portava uma porção de substância análoga à maconha. Questionado sobre a origem do entorpecente, ele informou que havia adquirido a droga de uma mulher suspeita de envolvimento com o tráfico na cidade.
Com base nas informações, os policiais se deslocaram até o endereço indicado, onde localizaram mais um dos suspeitos. Ao perceber a aproximação da equipe, o homem tentou fugir para o interior da residência e resistiu à abordagem, sendo contido pelos militares.
Em revista pessoal, os policiais encontraram com ele uma quantia em dinheiro e entraram no imóvel para a realização de buscas. Dentro da casa foram localizadas nove porções de maconha embaladas e prontas para venda, além de uma porção maior da droga, três balanças de precisão e uma calculadora.
Durante as diligências, o homem informou o paradeiro da mulher apontada como responsável pela venda do entorpecente. A equipe localizou a suspeita e, após entrevista, obteve informações sobre a existência de um esconderijo utilizado para armazenar drogas nos fundos da residência.
Nas buscas no quintal da propriedade, os policiais encontraram uma caixa térmica enterrada contendo dois tabletes de substância análoga à maconha, pesando aproximadamente 1,7 quilos, e um tablete de pasta base de cocaína.
Diante dos fatos, os suspeitos foram presos e encaminhados à Delegacia de Polícia Judiciária Civil de Peixoto de Azevedo, juntamente com todo o material apreendido para as devidas providências cabíveis que o caso requer.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Polícia
Polícia Civil cumpre mandados contra advogados suspeitos de falsificar de decisão judicial para favorecer líder de facção
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagra, nesta quarta-feira (28.10), a Operação Reescrita, para o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra três advogados investigados por suspeita de falsificação de documento público, uso de documento falso e integração em organização criminosa.
As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco),
As buscas são realizadas em quatro endereços na Capital, sendo três delas nas residencias dos investigados e a quarta em um escritório de advocacia. O cumprimento das medidas é acompanhado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).
Investigação
As investigações iniciaram após a GCCO/Draco tomar conhecimento de uma suposta decisão judicial que determinava estudos específicos de comportamento que beneficiassem e flexibilizasse a vinda um criminoso, apontado com vice-presidente de uma facção criminosa, preso da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Mato Grosso, antes do término do prazo de permanência estabelecido em decisão judicial anterior.
Segundo os elementos apurados, em junho de 2025, foi apresentado um pedido judicial para a transferência do preso. Meses depois, em dezembro do mesmo ano, dois dos advogados investigados compareceram ao gabinete de uma unidade judicial em Cuiabá e solicitaram providências relacionadas ao cumprimento de uma suposta decisão, que teria sido proferida em novembro de 2025.
Na ocasião, eles apresentaram uma cópia do documento, posteriormente encaminhada por um dos advogados investigados ao contato institucional do gabinete. Durante a verificação, servidores da unidade judicial constataram que a decisão não havia sido proferida pelo magistrado e não estava registrada no processo.
Também foram identificadas inconsistências no documento, incluindo um código de validação vinculado a outro processo e diferenças em relação aos padrões dos documentos oficiais do sistema eletrônico de execução penal. A análise técnica do arquivo apontou indícios de edição externa.
Os elementos reunidos nas investigações demonstraram que uma das investigadas teria participado da elaboração ou edição do documento, enquanto os outros dois advogados teriam atuado na apresentação e utilização do arquivo perante o Poder Judiciário.
Ordens judiciais
Diante das evidências, foi representado pelos mandados de busca e apreensão contra os investigados com o fim de esclarecer a origem do documento, as circunstâncias de sua produção e circulação e a participação individual dos envolvidos.
As buscas têm como objetivo localizar celulares, computadores, notebooks e outros dispositivos eletrônicos, além de documentos e mídias que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.
Nome da operação
O nome Reescrita faz referência à suspeita de que uma decisão judicial já existente, relacionada à permanência do preso em penitenciária federal, teria sido utilizada como referência para produzir um novo documento, que teria sido reescrito pelos investigados, atribuindo-lhe outro sentido e simulando uma decisão posterior que autorizaria o recambiamento do custodiado para Mato Grosso.
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