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Prefeitura de Sinop lança livro infantil sobre a importância do turismo

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, realizou o lançamento do livro infantil “As três capivarinhas: o que é o Turismo?”, nesta quarta-feira (11), durante a programação do VIII Simpósio da Amazônia Meridional em Ciências Ambientais (SIMAMCA). Estudantes de duas escolas municipais – EMEB José Reinaldo de Oliveira e EMEB Simão Flach – participaram do lançamento.

A obra foi desenvolvida com o objetivo de sensibilizar e orientar as crianças, de forma lúdica e interativa, sobre a importância do turismo. Outras temáticas também são abordadas, como a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico.

Leidiane Viegas, diretora de Turismo, explica que a proposta é mostrar às crianças que o turismo está presente no cotidiano da comunidade e gera benefícios. “Queremos mostrar aos munícipes que é possível desenvolver o turismo da maneira correta, preservando o meio ambiente e cuidando da nossa cidade. O turismo gera empregos diretos e indiretos, aquece a economia local e envolve muitas pessoas: o pai que trabalha como motorista de aplicativo, o taxista, a mãe que trabalha no hotel, a avó que produz artesanato; todos estão conectados ao turismo e contribuem para o desenvolvimento da cidade”, destacou.

Nesse primeiro momento, o material está sendo distribuído para crianças de até 12 anos durante eventos que possuam relação com turismo, educação e preservação ambiental. “As pessoas que realizam eventos com essa conexão podem entrar em contato com a Diretoria de Turismo. Fazemos questão de participar para mostrar tudo aquilo que o turismo tem a oferecer de forma correta, segura e sempre preservando o meio ambiente”, acrescentou Leidiane.

O lançamento integrou a programação do VIII SIMAMCA por abordar temas que dialogam diretamente com a sustentabilidade e a valorização dos recursos naturais. O livro infantil já havia sido apresentado anteriormente durante a Feira Internacional do Turismo do Pantanal (FIT Pantanal), em Cuiabá-MT, e agora passa a ser distribuído em eventos voltados ao público infantil.

Uma história que ensina e encanta

O livro foi escrito pelo jornalista Leandro Lima, que transformou conceitos técnicos do turismo em uma narrativa acessível ao público infantil. “Recebemos a missão de falar sobre turismo local, pontos turísticos, economia e tudo o que envolve esse setor. A partir dessas ideias, criamos uma história lúdica para que as crianças possam aprender o que é o turismo e compreender toda a estrutura que existe por trás dele. Temos as personagens Ana, Márcia e Cláudia, que são as três capivarinhas, além da Arara-canindé Duda, mascote do município, ajudando a contar essa história”, explicou o autor.

Com um total de 20 páginas, o livro apresenta ilustrações atrativas que valorizam a fauna e a flora. É possível reconhecer facilmente cenários de Sinop, a exemplo do Parque Natural Municipal Florestal de Sinop e do Parque Jardim Botânico. Além da história, a obra conta com atividades interativas e espaço para colorir.

Aprendizado além da sala de aula

A estudante Lorena Gonçalves, do 4º ano, contou que a experiência complementou os conteúdos trabalhados em sala de aula. “A gente aprendeu sobre os animais, na aula de Ciências, e gostei muito da palestra. Com o livro, vou aprender mais sobre o turismo. É para a gente saber o que é o turismo e aproveitar mais”, comentou.

Já a aluna Emanuelly Omissolo destacou a identificação com os personagens apresentados no material. “A gente estava estudando sobre cadeias alimentares e, hoje, vieram aqui com os personagens. Eu gostei mais da Arara Duda. Na escola, a gente tem uma mascote que é uma capivara e vimos ela aqui no livro”, relatou.

Conexão entre conhecimento e experiência

Para a professora Cíntia Lopes, a participação dos alunos em eventos como o SIMAMCA amplia o aprendizado e fortalece a conexão entre teoria e prática. “Sair do ambiente escolar agrega conhecimento às crianças e promove um intercâmbio entre aquilo que trabalhamos em sala de aula e o que elas vivenciam fora dela. Coincidentemente, estamos estudando conteúdos relacionados à natureza e às relações entre os seres vivos. O livro, as histórias e as experiências que elas tiveram aqui ampliam essa visão de mundo, especialmente sobre preservação ambiental e turismo. Essas crianças são o nosso futuro e é muito importante que tenham acesso a esse conhecimento”, afirmou.

A professora também ressaltou o entusiasmo dos estudantes com a visita técnica e a oportunidade de conhecer de perto temas ligados ao meio ambiente. “Eles ficam extremamente empolgados quando saem para uma visita técnica. Fico muito feliz que a Prefeitura, junto com as universidades, traga esse conhecimento para as crianças e agregue valor”, acrescentou.

Por fim, Cíntia revelou que essa vivência dos estudantes renderá outras atividades nos próximos dias letivos. “Já estou pensando aqui em uma atividade extra para que as crianças façam dentro da sala de aula, contemplando todo esse conhecimento que adquiriram aqui”, concluiu.

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Programação do VIII SIMAMCA encerra hoje (13) em Sinop com debates sobre conservação ambiental e ciência cidadã

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e em parceria com instituições de ensino e pesquisa, acompanha, hoje (13), o encerramento da programação do VIII Simpósio da Amazônia Meridional em Ciências Ambientais (SIMAMCA).

Com o tema “Conexões Amazônicas: Ciência, Biodiversidade e Sustentabilidade”, o evento – considerado o maior da área em Mato Grosso – reuniu, ao longo da semana, pesquisadores, estudantes, gestores públicos e representantes de diversas instituições para discutir os desafios e as oportunidades relacionados ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.

O encontro teve início na última quarta-feira (10), no Centro de Eventos Dante de Oliveira. Ao longo dos dias, foram promovidos debates sobre ciência, inovação, formação de recursos humanos, conservação ambiental, biodiversidade, mudanças climáticas, desenvolvimento regional, políticas públicas e integração entre instituições de pesquisa.

Para o coordenador do VIII SIMAMCA, Domingos Rodrigues, o evento tem papel estratégico. “Hoje o SIMAMCA é o maior evento de ciências ambientais do Estado de Mato Grosso. Cada ano ele tem uma temática diferente e, neste ano, trabalhamos as ‘Conexões Amazônicas’. Juntamos instituições que fazem pesquisa e formação de recursos humanos para fortalecer cada vez mais a região de Sinop com pesquisa de qualidade e expertise”, destacou.

Segundo ele, a posição estratégica de Sinop contribui para atrair pesquisadores e investimentos em ciência e tecnologia. “A região de Sinop, por essa pujança que tem, precisa cada vez mais unir a produção com a ciência e também com a tecnologia. O agronegócio é muito tecnológico e também depende das questões ambientais para manter sua produtividade”, acrescentou.

Cooperação científica

Entre os participantes da programação esteve o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Henrique Pereira, que destacou a relevância do simpósio para a integração científica na região amazônica. “O SIMAMCA é um seminário que abrange toda a região da Amazônia Meridional para o tema de ciências ambientais. Há uma forte relação entre essa temática, a região e a missão do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia”, afirmou.

Além da participação no evento, o dirigente também cumpriu agenda voltada ao fortalecimento da cooperação técnica e científica entre o INPA e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

O pesquisador do INPA, William Magnusson, ressaltou a importância da integração entre programas de pós-graduação e grupos de pesquisa. “Hoje em dia você não faz ciência individual. As mudanças no conhecimento vêm do trabalho em conjunto com muitas pessoas e pesquisadores de áreas diferentes. É só quando as pessoas comuns têm essas informações em mãos que a ciência, ou a atuação da ciência, vai avançar”, pontuou.

Último dia da programação

A programação deste sábado (13) inicia com uma palestra sobre ciência cidadã na Amazônia, conduzida pela professora Dra. Antonia do Socorro Pena da Gama, da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e do Instituto SAPOPEMA. A apresentação abordará aprendizados, desafios e oportunidades para a participação da sociedade na produção do conhecimento científico.

Na sequência, o professor Dr. Fabio de Oliveira Roque, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), discutirá a inclusão interseccional como princípio para programas de pesquisa em biodiversidade.

Outro destaque da manhã será a mesa-redonda voltada às ações de conservação na Amazônia, reunindo representantes de organizações, universidades e órgãos ambientais. O debate abordará experiências relacionadas à Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, iniciativas de conservação e desenvolvimento sustentável promovidas pelo Imazon, os desafios das unidades de conservação da Amazônia Legal e as estratégias adotadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) para fortalecer áreas protegidas na Amazônia mato-grossense.

Especialistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) apresentarão discussões sobre financiamento da pesquisa científica, biodiversidade, serviços ecossistêmicos e políticas públicas voltadas à ciência e à inovação.

Durante a tarde, a programação seguirá com uma mesa-redonda dedicada à relação entre conservação ambiental e turismo sustentável. Pesquisadores e especialistas da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso (Sebrae-MT) e do Escritório Nacional das Florestas (ONF) discutirão temas como observação de aves, utilização de borboletas e herpetofauna no ecoturismo, conservação de mamíferos amazônicos, biodiversidade e estratégias para fortalecer o turismo sustentável como ferramenta de desenvolvimento regional.

A última mesa-redonda do simpósio será dedicada aos povos originários, abordando a proteção dos territórios indígenas, os saberes tradicionais e a justiça socioambiental. O debate contará com representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), além de lideranças dos povos Kuikuro e Rikbaktsa.

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