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Polícia Civil de Mato Grosso deflagra Operação Virtude 2026 para intensificar combate à violência contra a pessoa idosa

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Polícia

A Polícia Civil de Mato Grosso inicia, nesta terça-feira (16.6), os trabalhos da Operação Virtude 2026, ação nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública voltada ao enfrentamento de crimes praticados contra a população idosa.

A operação será desenvolvida entre os dias 15 e 29 de junho e contará com seis fases distintas, sendo quatro de caráter operacional e duas voltadas à conscientização e educação da sociedade sobre a proteção e garantia dos direitos da pessoa idosa.

Em Mato Grosso, a operação é coordenada pela Delegacia Especializada de Delitos contra a Pessoa Idosa (DEDCPI), e nesta primeira fase os policiais civis sairão para diligências em campo, com o objetivo de verificar denúncias anônimas relacionadas a maus-tratos, violência, abandono, exploração financeira e outras formas de violação de direitos contra idosos. 

Durante as ações, as partes envolvidas também poderão ser intimadas para prestar esclarecimentos na delegacia.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Segundo o delegado titular da DEDCPI, Marcos Aurélio Veloso e Silva, as denúncias recebidas pela unidade exigem um trabalho minucioso de apuração para a comprovação dos fatos e responsabilização dos autores.

“A atuação da Delegacia da Pessoa Idosa ocorre a partir das denúncias e registros encaminhados pela população, por órgãos de saúde e pela rede de assistência social. A Operação Virtude reforça esse trabalho, permitindo ampliar as diligências e dar respostas mais rápidas às ocorrências envolvendo a violação dos direitos da pessoa idosa”, destacou o delegado.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

As fases operacionais ocorrerão nos dias 16, 18, 23 e 25 de junho, mobilizando seis equipes compostas por policiais civis, entre delegados, investigadores e escrivães, além de seis viaturas. No dia 25 de junho será realizado o “Dia D” da operação, com visitas ampliadas e intensificação das diligências.

Já nos dias 17 e 24 de junho, a Delegacia Especializada promoverá ações educativas, como visitas institucionais, palestras, entrevistas e distribuição de material informativo, buscando conscientizar a população sobre a importância da proteção à pessoa idosa e estimular a denúncia de situações de violência.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

A Operação Virtude é realizada em âmbito nacional e tem como principal objetivo fortalecer a rede de proteção aos idosos, assegurando um envelhecimento com dignidade, respeito e garantia de direitos.

Denúncias

Casos de violência contra a pessoa idosa podem ser comunicados à Polícia Civil por meio do registro de boletim de ocorrência em qualquer unidade policial ou de forma anônima, permitindo que as equipes especializadas realizem a apuração e adotem as medidas necessárias para a proteção das vítimas.



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Polícia

Polícia Civil cumpre mandados contra advogados suspeitos de falsificar de decisão judicial para favorecer líder de facção

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagra, nesta quarta-feira (28.10), a Operação Reescrita, para o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra três advogados investigados por suspeita de falsificação de documento público, uso de documento falso e integração em organização criminosa.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco),

As buscas são realizadas em quatro endereços na Capital, sendo três delas nas residencias dos investigados e a quarta em um escritório de advocacia. O cumprimento das medidas é acompanhado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).

Investigação

As investigações iniciaram após a GCCO/Draco tomar conhecimento de uma suposta decisão judicial que determinava estudos específicos de comportamento que beneficiassem e flexibilizasse a vinda um criminoso, apontado com vice-presidente de uma facção criminosa, preso da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Mato Grosso, antes do término do prazo de permanência estabelecido em decisão judicial anterior.

Segundo os elementos apurados, em junho de 2025, foi apresentado um pedido judicial para a transferência do preso. Meses depois, em dezembro do mesmo ano, dois dos advogados investigados compareceram ao gabinete de uma unidade judicial em Cuiabá e solicitaram providências relacionadas ao cumprimento de uma suposta decisão, que teria sido proferida em novembro de 2025.

Na ocasião, eles apresentaram uma cópia do documento, posteriormente encaminhada por um dos advogados investigados ao contato institucional do gabinete. Durante a verificação, servidores da unidade judicial constataram que a decisão não havia sido proferida pelo magistrado e não estava registrada no processo.

Também foram identificadas inconsistências no documento, incluindo um código de validação vinculado a outro processo e diferenças em relação aos padrões dos documentos oficiais do sistema eletrônico de execução penal. A análise técnica do arquivo apontou indícios de edição externa.

Os elementos reunidos nas investigações demonstraram que uma das investigadas teria participado da elaboração ou edição do documento, enquanto os outros dois advogados teriam atuado na apresentação e utilização do arquivo perante o Poder Judiciário.

Ordens judiciais

Diante das evidências, foi representado pelos mandados de busca e apreensão contra os investigados com o fim de esclarecer a origem do documento, as circunstâncias de sua produção e circulação e a participação individual dos envolvidos.

As buscas têm como objetivo localizar celulares, computadores, notebooks e outros dispositivos eletrônicos, além de documentos e mídias que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.

Nome da operação

O nome Reescrita faz referência à suspeita de que uma decisão judicial já existente, relacionada à permanência do preso em penitenciária federal, teria sido utilizada como referência para produzir um novo documento, que teria sido reescrito pelos investigados, atribuindo-lhe outro sentido e simulando uma decisão posterior que autorizaria o recambiamento do custodiado para Mato Grosso.

 

 



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