Search
Close this search box.
Cuiabá - MT
--° --°
--°C
carregando...

Economia

Proteína transforma experiências no varejo alimentar

Publicado em

Economia

A suplementação alimentar vem ampliando sua presença no varejo alimentar brasileiro em meio a transformações relacionadas à praticidade, saudabilidade e conveniência. Produtos com apelo proteico, antes mais associados ao universo esportivo e lojas especializadas, passaram a ocupar espaço crescente nas gôndolas de supermercados, atacarejos e redes de conveniência, acompanhando uma demanda mais ampla por alimentação funcional.

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (ABIAD) mostram que o consumo de suplementos alimentares vem crescendo de forma consistente no Brasil. Segundo levantamento da entidade, os suplementos alimentares já estão presentes em 59% dos lares brasileiros, representando um crescimento de 10% em comparação aos dados levantados em 2015. O cenário evidencia a ampliação da categoria para além do público esportivo.

Parte desse movimento também acompanha discussões recentes relacionadas ao uso dos medicamentos agonistas de GLP-1, utilizados em tratamentos para obesidade e controle de peso.

Estudos publicados por instituições como a Harvard Health Publishing e análises de especialistas na área da saúde têm reforçado a importância da ingestão adequada de proteínas e da preservação da massa muscular durante processos de emagrecimento, ampliando o interesse por alimentos proteicos, suplementos e produtos voltados à conveniência alimentar.

Proteína avança para além do universo fitness 

A presença crescente de produtos proteicos no varejo reflete uma ampliação das ocasiões de consumo da suplementação alimentar. Antes restrita principalmente ao público praticante de atividade física, a proteína passou a integrar diferentes momentos da rotina do consumidor.

Pesquisas conduzidas por consultorias internacionais, como Mintel e FMCG Gurus, apontam aumento do interesse por alimentos que conciliem indulgência e funcionalidade, especialmente em categorias relacionadas à proteína. A tendência acompanha um movimento global de expansão desses produtos no varejo tradicional.

Realizada entre os dias 18 e 21 de maio, em São Paulo, a APAS Show 2026 reuniu empresas dos setores de alimentos, bebidas, varejo e suplementação, apresentando iniciativas alinhadas às transformações observadas no comportamento do consumidor. Entre os exemplos observados na feira esteve a collab entre a Atlhetica Nutrition® e Bob’s Em Casa, que adaptou o tradicional milk shake de morango da rede para uma versão em whey protein.

“Hoje, o consumidor busca produtos que conciliem conveniência, sabor e funcionalidade. A presença da suplementação no varejo alimentar acompanha essa mudança de comportamento e amplia as possibilidades de consumo dentro da rotina”, afirma Ricardo de Angelis, fundador e CEO da Atlhetica Nutrition®.

A proposta integrou uma estratégia voltada à aproximação entre suplementação alimentar e experiências de consumo mais conectadas ao cotidiano do consumidor. Além dos lançamentos voltados à indulgência, o evento também evidenciou o avanço de categorias ligadas à suplementação funcional e alimentos com apelo proteico.

Dados de mercado e análises setoriais também indicam uma ampliação do público consumidor da categoria. Segundo a Grand View Research, o mercado global de suplementos proteicos foi estimado em US$ 29,78 bilhões em 2025 e poderá alcançar US$ 63,22 bilhões até 2033, impulsionado pela busca por saudabilidade, funcionalidade e conveniência alimentar. O estudo projeta uma taxa média de crescimento anual (CAGR) de 10,3% no período.

A ampliação da presença desses produtos em supermercados e redes varejistas reflete mudanças observadas no mercado brasileiro de alimentação e suplementação nos últimos anos, especialmente em categorias associadas à proteína, snacks funcionais e bebidas com apelo nutricional.



COMENTE ABAIXO:

Economia

Após fim da Elo7, artesãos buscam novas alternativas

Publicados

em

Ao longo de sua trajetória, a Elo7 reuniu uma ampla comunidade de artesãos, artistas independentes e pequenos empreendedores que encontraram no marketplace um canal para comercializar seus produtos em todo o país. Para muitos desses vendedores, além de ser a principal fonte de renda, a plataforma concentrava parte relevante do histórico de seus negócios, incluindo informações sobre clientes, reputação construída ao longo dos anos e registros de vendas.

Com o encerramento das operações, uma das principais preocupações passou a ser a migração desses dados para outros ambientes digitais com funcionamento parecido. Uma delas é a Artesanou, marketplace criado para a comercialização de produtos artesanais e personalizados, que tem recebido parte dos lojistas que atuavam na Elo7.

Segundo Renato Máximo, fundador da Artesanou, a movimentação ocorreu logo após o anúncio do encerramento da antiga plataforma.

“Começamos a receber contatos de vendedores procurando informações sobre cadastro, importação de produtos e funcionamento da plataforma. Muitos estavam tentando entender como reorganizar seus negócios e quais seriam os próximos passos após o encerramento da Elo7”, afirma.

Além da busca por novos canais de venda, a preservação dos dados das lojas tornou-se uma preocupação recorrente entre os empreendedores afetados. Para atender a essa demanda, a Empreender desenvolveu uma funcionalidade no aplicativo Automágico que permite gerar planilhas contendo informações de produtos, clientes e avaliações armazenadas na Elo7.

De acordo com Bruno Brito, CEO da Empreender, a iniciativa surgiu a partir das dúvidas apresentadas pelos próprios vendedores durante o período de transição.

“Observamos que muitos empreendedores estavam procurando maneiras de manter acesso às informações construídas ao longo dos anos. A possibilidade de exportar esses dados ajuda os lojistas a terem mais autonomia para decidir quais caminhos seguir a partir de agora”, diz.

A migração para novas plataformas, no entanto, envolve desafios que vão além da transferência de informações. Dependendo da estrutura adotada por cada vendedor, pode ser necessário recriar processos, adaptar cadastros e reconstruir parte da presença digital anteriormente concentrada em um único canal.

Enquanto os lojistas avaliam diferentes alternativas para dar continuidade às suas operações, o encerramento da Elo7 marca uma mudança significativa em um segmento que, durante mais de uma década, teve na plataforma um dos seus principais pontos de encontro no comércio eletrônico brasileiro. Para muitos artesãos, o momento é de adaptação e reorganização, em meio à busca por novas formas de manter seus negócios ativos na internet.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA