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Expansão da cannabis expõe falta de formação técnica no BR
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O crescimento do uso medicinal da cannabis no Brasil, que já soma centenas de milhares de pacientes e pode atingir milhões nos próximos anos, segundo estimativas da consultoria Kaya Mind, tem exposto uma lacuna estrutural no setor: a ausência de formação técnica formal para profissionais que atuam na cadeia produtiva.
As projeções indicam cerca de 873 mil pacientes em tratamento em 2025, com potencial de expansão para até 6,9 milhões de pessoas. O mercado associado ao segmento pode alcançar aproximadamente R$ 9,5 bilhões, caso haja consolidação regulatória e ampliação do acesso.
Apesar da expansão da demanda, o país ainda não possui um sistema estruturado de formação técnica voltado especificamente à cannabis medicinal. Atividades como cultivo, processamento, extração, controle de qualidade e desenvolvimento de derivados não contam com padronização educacional oficial ou currículo técnico consolidado.
Na prática, a capacitação de profissionais ocorre de forma descentralizada, por meio de associações de pacientes, iniciativas privadas e experiências práticas acumuladas, sem integração com universidades, institutos federais ou políticas públicas de formação profissional.
Esse cenário tem impulsionado o surgimento de iniciativas educacionais privadas voltadas ao setor, que passam a ocupar uma lacuna ainda não atendida pelo poder público.
Em São Paulo, a ACCURA, associação voltada ao apoio de pacientes em uso de cannabis medicinal, passou a estruturar a ACCURA ENSINA, um braço educacional com cursos presenciais voltados a cultivo, manejo de solo, agricultura natural e extração de cannabis medicinal.
A iniciativa surge em meio à expansão do mercado e à necessidade crescente de profissionalização da cadeia produtiva, especialmente em um ambiente regulatório ainda em desenvolvimento.
A fundadora da ACCURA, Paula Cardoso Zomignani, iniciou sua trajetória no setor a partir de uma demanda familiar relacionada ao uso terapêutico da cannabis. Em entrevista à revista Forbes, afirmou que o avanço do setor depende da ampliação do acesso ao conhecimento.
“A próxima etapa da cannabis medicinal no Brasil não é apenas o acesso ao produto, mas o acesso ao conhecimento”, disse.
Segundo a mesma publicação, a associação movimenta cerca de R$ 1,2 milhão por ano, atuando de forma híbrida entre atendimento a pacientes, desenvolvimento de metodologias próprias e formação técnica.
A ACCURA ENSINA estruturou uma agenda de cursos presenciais para 2026:
- 25 e 26 de julho – Manejo de solo, com Maneco Zago
- 29 e 30 de agosto – Extração de cannabis medicinal, com Felipe de Castro
- 19 e 20 de setembro – Manejo de matrizes e reprodução de clones, com Just a Nother Grower
- 14 e 15 de novembro – Agricultura natural e biorremediação, com Lucas Arruda
- 5 e 6 de dezembro – Extrações sem solventes, com Bob (Tiago Haus) e Bubble Farmer
Além das formações, a escola também oferece visitas técnicas agendadas com duração aproximada de três horas, permitindo que interessados conheçam a estrutura de cultivo e os processos educacionais e produtivos da associação.
A ACCURA afirma que a iniciativa está aberta a investimentos públicos e privados, com o objetivo de ampliar a capacidade de formação e estruturar expansão nacional. A proposta é atender à demanda crescente por profissionais qualificados em um mercado que tende a se expandir com o aumento do número de pacientes e a evolução do marco regulatório.
Especialistas do setor apontam que a falta de mão de obra qualificada pode se tornar um dos principais limitadores da expansão da cannabis medicinal no Brasil, especialmente em áreas que exigem padronização técnica, rastreabilidade e controle de qualidade.
Nesse contexto, iniciativas educacionais privadas começam a ocupar um espaço que ainda não foi estruturado por políticas públicas de formação técnica, acompanhando um setor em crescimento acelerado, mas ainda em fase de consolidação institucional.
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Médica defende constância para longevidade
Em um cenário marcado por dietas extremas, treinos intensos e soluções imediatistas, a ideia de constância pode parecer simples demais. No entanto, segundo a médica integrativa Dra. Anamelia Guerra (CRM: 105749 SP), é justamente essa simplicidade que sustenta a saúde e a longevidade no longo prazo.
“A biologia humana responde à repetição. O corpo aprende por constância, não por picos de intensidade”, afirma a especialista. Ela explica que processos como regeneração celular, síntese proteica e equilíbrio inflamatório dependem de estímulos contínuos e moderados. “O metabolismo se adapta ao que é repetido. Mudanças abruptas podem gerar resultado inicial, mas é a prática consistente que promove estabilidade.”
A médica observa que muitos pacientes chegam ao consultório após tentativas frustradas de soluções rápidas. “A cultura do imediatismo cria frustração. Saúde não é evento, é processo”, pontua. Constância, segundo ela, significa criar um sistema de cuidado possível de ser mantido. Sono regular, nutrição adequada, exposição equilibrada à luz natural e pausas ao longo do dia são exemplos de práticas sustentáveis. “Quando o cuidado se torna parte da rotina, ele deixa de depender de motivação e passa a ser estrutura.”
Para a médica, repensar a relação com o tempo é essencial, uma vez que o corpo precisa de permanência para florescer. Essa filosofia de cuidado contínuo e preventivo servirá como pilar para o posicionamento da AERUM que a especialista se prepara para lançar no mercado nos próximos meses.
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