Política
saiba como denunciar crime mesmo após eleições
Política
Mesmo com o fim das eleições, ainda é possível denunciar casos de assédio eleitoral. Nesta segunda-feira (26), o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Vieira de Mello Filho, afirmou que a Justiça continuará combatendo esse tipo de prática e que todas as denúncias serão julgadas .
O que é o assédio eleitoral
Assédio eleitoral é quando um chefe ou superiores hierárquicos pressionam o trabalhador a votar ou deixar de votar em um determinado candidato.
Essa conduta ocorre, por exemplo, quando o chefe ameaça demitir o funcionário ou fechar a empresa caso um dos candidatos perca a eleição ou pede ao funcionário para gravar vídeo de apoio político .
Coações sutis, como promessas de vantagens para induzir o voto, também são passíveis de punição.
A prática é considerada crime eleitoral e pode dar pena de reclusão e multa . As vítimas podem ser trabalhadores celetistas, terceirizados, estagiários e servidores.
Como denunciar
Quem sofrer assédio eleitoral pode fazer denúncia ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e pelos canais próprios do Ministério Público (MPT) e Ministério Público Eleitoral (MPE).
Outra opção é o site No Meu Voto Mando Eu , que faz parte da campanha da Justiça do Trabalho para combater o assédio eleitoral.
Casos concretos
Um dos casos mais emblemáticos do segundo turno diz respeito ao empresário Leandro Batista Nóbrega, dono do Frigorífico Goiás.
Ele publicou um vídeo nas redes sociais ofertando viagem para a cidade turística de Caldas Novas (GO), com todas as despesas pagas, para 1 mil apoiadores do então candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo seria que eles não fossem votar.
A Justiça do Trabalho acabou concedendo uma liminar para barrar a iniciativa, sob pena de multa de R$ 100 mil por trabalhador encontrado na situação.
Demissão de funcionários
No Rio de Janeiro, a deputada estadual eleita Índia Armaleu (PL), a mais votada do estado com 248.504 votos, publicou nas redes sociais, nessa segunda-feira, mensagens sugerindo que empresários demitissem empregados que demonstrassem apoio ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva.
“Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez o ‘L’. Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários”, destaca uma das mensagens reproduzidas no perfil da deputada.
O mesmo fez a deputada Jéssica Ramos Moreno (PL), no Paraná. Eleita deputada estadual, ela publicou no domingo nas redes sociais mensagem sugerindo a demissão de funcionários que votassem no PT. “Você tem uma empregada que é petista? Demita!”
Nesses casos, o empresário que promova demissões por motivo de orientação política pode ser enquadrado por discriminação na manutenção das relações de trabalho, prática vedada pela Constituição e pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Política
Após vitória nas urnas, Lula vai retomar viagens internacionais
A partir de novembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve retomar os compromissos internacionais, após fazer diversas viagens por todo o Brasil em campanha pela reeleição. Os Estados Unidos estão entre os destinos previstos.
Lula pretende ir à Cúpula do G20, em 14 de dezembro. O evento ocorrerá no Trump National Doral Miami, na Flórida. O local é um clube de golfe de propriedade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Será o primeiro encontro dos dois após a reeleição de Lula.
Nessa segunda-feira (26), Trump comentou o resultado eleitoral no Brasil e, sem qualquer evidência, disse que a eleição “pareceu fraudada”. Trump questionou a prorrogação do horário da votação e ecoou o posicionamento da campanha do candidato derrotado no segundo turno das eleições, Flávio Bolsonaro.
COP e Mercosul
Antes, porém, Lula deve ir à Turquia. Entre 9 e 20 de novembro, ocorrerá a 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31), na cidade de Antália . Há expectativa ainda de o presidente aproveitar a mesma viagem e ir às Filipinas.
Outro compromisso internacional previsto é a participação na 69ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, que ocorrerá no dia 4 de dezembro, em Montevidéu, no Uruguai.
São Estados-Membros do Mercosul a Argentina, a Bolívia (em processo de adesão), o Brasil, Paraguai, Uruguai e a Venezuela (suspensa). São Estados associados o Chile, a Colômbia, o Equador, a Guiana, o Panamá, Peru e Suriname.
Nenhuma viagem ainda é dada como certa pelo Palácio do Planalto. Até o momento, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) trata essas agendas como previstas.
-
Política7 dias atrásAgência Brasil traz resultado da apuração do 2° turno em tempo real
-
Mato Grosso5 dias atrásSaiba como uma ideia pode se transformar em lei
-
Sinop7 dias atrásProcon Sinop alcança índice de 80% de conciliação e reforça credibilidade junto a consumidores e empresas
-
Justiça5 dias atrásPGR dá parecer contra pedido de acesso a registro de Vorcaro no Senado
-
Mato Grosso5 dias atrásMega-Sena acumula para R$ 230 milhões; confira os números sorteados
-
Mato Grosso5 dias atrásCattani cobra solução para sistema florestal e cancelamentos de CAR de pequenos produtores
-
Política6 dias atrásNunes Marques suspende postagens ilegais contra campanha de Lula
-
Rondonópolis5 dias atrásPrefeitura presta contas do segundo quadrimestre deste ano durante audiência