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Economia

PAM Saint-Gobain abre inscrições para Programa de Estágio

Publicado em

Economia

A PAM Saint-Gobain, marca especializada em soluções para o transporte de água e efluentes, está com inscrições abertas para o Programa de Estágio 2027, na unidade de Barra Mansa (RJ). Ao todo, são 12 oportunidades para estudantes de ensino superior de cursos diversos. As inscrições podem ser feitas até 25 de novembro, pelo site da empresa.

Com atuação 100% presencial, os estagiários terão jornada de seis horas diárias nas áreas de atuação. No dia a dia, vão apoiar projetos, processos e rotinas das equipes, acompanhar indicadores, trabalhar em parceria com outras áreas e propor melhorias. O programa tem duração de até dois anos.

Para participar, além de estar cursando o ensino superior, é preciso ter conhecimento do Pacote Office. Além da bolsa-auxílio, o programa oferece assistência médica e odontológica, seguro de vida, vale-transporte, refeitório no local, recesso remunerado e auxílio academia.

O processo seletivo contará com entrevistas individuais, testes de conhecimento em pacote office e avaliação de perfil pessoal, e os resultados devem ser divulgados entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027.

“Acreditamos que o estágio é muito mais do que uma porta de entrada para o mercado de trabalho. É uma oportunidade de desenvolver talentos, compartilhar conhecimento e construir carreiras. Nosso compromisso é oferecer um ambiente em que os estudantes possam aprender, contribuir e crescer, preparando-se para os desafios profissionais do futuro”, afirma Tatiane Cardoso, Diretora de RH, Medicina e Segurança da PAM.

A PAM integra o Grupo Saint-Gobain, certificado como Top Employer no Brasil pelo 13º ano consecutivo. Outras oportunidades são divulgadas no portal de carreiras da empresa, onde também é possível cadastrar o currículo no banco de talentos.

Serviço

Programa de Estágio PAM Saint-Gobain 2027.1

Inscrições: até 25 de novembro, pelo link

Início: janeiro de 2027

Local: Barra Mansa (RJ), modalidade presencial

Bolsa-auxílio: média mensal de R$ 1.450,80 + benefícios

Requisitos: Ensino superior em curso, conhecimento do Pacote Office e disponibilidade para estagiar seis horas por dia.

Sobre a PAM Saint-Gobain Brasil

A PAM, parte do grupo francês Saint-Gobain, fabrica tubos de ferro fundido dúctil e acessórios, como conexões, válvulas e tampões da marca global PAM. Guiada pelo mote “Porque a água é essencial”, a empresa oferece soluções completas para infraestrutura de água e efluentes, além de atender setores como indústria, irrigação, mineração e construção civil em toda a América Latina. Com uma equipe de mais de 1.000 colaboradores, a PAM contribui anualmente com a instalação de mais de 1.000 quilômetros de tubulações no Brasil, reforçando seu compromisso com a inovação, a eficiência e o desenvolvimento sustentável.

Sobre a Saint-Gobain

Líder mundial em construção leve e sustentável, a Saint-Gobain projeta, fabrica e distribui materiais e serviços para os mercados residencial, não residencial e de infraestrutura. Suas soluções integradas e inovadoras oferecem sustentabilidade, desempenho e bem-estar aos seus clientes. O Grupo é guiado pelo propósito “MAKING THE WORLD A BETTER HOME”.

– €46,5 bilhões em vendas em 2025

– 162.000 funcionários em 81 países

– Compromisso de zerar as emissões líquidas de carbono até 2050.

Informações para a imprensa:

FSB Comunicação – saint-gobain@fsb.com



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Economia

Instituto prevê impacto fiscal de R$ 40 bilhões com medidas de Lula

Publicados

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As medidas anunciadas durante a campanha eleitoral à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva podem ter impacto fiscal de R$ 40 bilhões sem previsão no Orçamento deste ano e no de 2027, estima a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão consultivo vinculado ao Senado Federal.

O cálculo considera mudanças no Bolsa Família, a perda de arrecadação relacionada à bets e um pacote de medidas voltado aos microempreendedores individuais (MEI).

A estimativa consta no Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de outubro, divulgado nesta quinta-feira (29). Segundo a instituição, o valor não inclui outras propostas apresentadas durante a campanha, como a ampliação do programa Pé-de-Meia para estudantes do ensino superior e a gratuidade do transporte coletivo nos fins de semana.

O relatório também alerta para a necessidade de um ajuste fiscal para estabilizar a dívida pública e aponta perspectivas de déficit primário este ano e em 2027.

Contas

Os R$ 40 bilhões estimados pela IFI estão associados a três frentes de medidas anunciadas durante a campanha:

  • Bolsa Família: reajuste dos benefícios do programa social;
  • Bets: perda de arrecadação relacionada ao fim das apostas de quota fixa;
  • MEI: medidas de ampliação de benefícios para microempreendedores individuais.

O impacto fiscal poderá ser maior caso outras propostas sejam implementadas.

A instituição ressalta que o cálculo não contempla o Pé-de-Meia Universitário nem a isenção de tarifas de transporte coletivo aos fins de semana.

A IFI projeta déficit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) este ano. Para 2027, a avaliação apresentada na abertura do relatório indica que os novos compromissos, somados às divergências entre as estimativas da instituição e os números do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), podem elevar o déficit primário efetivo potencial a 1% do PIB.

O déficit primário ocorre quando as despesas do governo superam as receitas, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.

A instituição calcula que seria necessário alcançar um superávit primário de 2,1% do PIB para estabilizar a relação entre a dívida pública e o tamanho da economia.

“Considerando que a IFI estima ser necessário um superávit primário de 2,1% do PIB para estabilizar a relação dívida pública/PIB, esse quadro indica a necessidade de um ajuste fiscal equivalente a algo como 3 p.p. [pontos percentuais] do PIB”, afirmaram os diretores Marcus Pestana e Alexandre Andrade na apresentação do relatório.

Juros

O relatório também destaca que a elevação das estimativas para a taxa de juros real neutra (aquela que, em tese, não estimula nem desacelera a atividade econômica) aumenta o esforço necessário para estabilizar o endividamento público.

A mediana das estimativas de juro neutro chegou a 6,1% ao ano no terceiro trimestre deste ano, acima dos 5% utilizados anteriormente como referência pela IFI.

Nesse cenário, o superávit primário necessário para estabilizar a dívida subiria de 2,1% para 2,9% do PIB, mantidas as demais hipóteses do exercício apresentado no relatório.

A instituição também calcula que a probabilidade de a dívida bruta superar 90% do PIB até 2030 aumenta de 78,9% para 81,6% quando considerada a incerteza sobre o juro neutro.

Crédito público

Outro ponto abordado no relatório são as operações de crédito realizadas pela União com recursos do Orçamento, classificadas como despesas financeiras e que não entram diretamente no cálculo da meta de resultado primário.

Segundo a IFI, os pagamentos relacionados a créditos concedidos com recursos orçamentários passaram de R$ 71,7 bilhões em 2023 para R$ 220,3 bilhões acumulados até outubro deste ano.

Descontados os retornos ao Tesouro Nacional, as saídas líquidas chegaram a R$ 147,7 bilhões em 2025 e a R$ 180,5 bilhões nos dez primeiros meses deste ano.

Embora essas operações não comprometam formalmente o cumprimento das metas fiscais, a instituição avalia que elas têm impacto efetivo sobre a trajetória da dívida pública.

Previdência e BPC

A IFI também identificou pontos de atenção nas projeções orçamentárias para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

No caso da Previdência, o relatório aponta que o Projeto de Lei Orçamentária de 2027 não contabiliza o impacto de uma decisão do Supremo Tribunal Federal sobre aposentadoria especial, estimado em R$ 13 bilhões.

Em relação ao BPC, a instituição observa divergências entre as projeções do governo e os dados disponíveis até agosto deste ano. Enquanto a estimativa governamental pressupõe redução do número de beneficiários no segundo semestre do ano e aumento das cessações em 2027, os registros indicavam expansão no total de benefícios emitidos.

Plano fiscal

Sobre a condução da política econômica após a reeleição de Lula, a instituição não prevê mudanças bruscas. A expectativa é de continuidade da estratégia gradualista de ajuste fiscal, com correções pontuais.

Os diretores da IFI, no entanto, defendem medidas consistentes para enfrentar o desequilíbrio das contas públicas e criar condições para a retomada dos investimentos.

“Sem um ajuste fiscal consistente não haverá retomada relevante dos investimentos estratégicos, crescimento acelerado, criação de empregos de qualidade, incremento da renda e dinheiro para financiar políticas públicas essenciais”, avalia Marcus Pestana.

O relatório também recomenda a apresentação de um plano fiscal para os próximos quatro anos e a definição do comando do Ministério da Fazenda, em meio às incertezas dos mercados financeiros.

Para a instituição, o desafio é conciliar o controle do endividamento, o financiamento de políticas públicas e a abertura de espaço no Orçamento para investimentos capazes de estimular o crescimento econômico.

Remanejamento

Na semana passada, o Ministério do Planejamento e Orçamento informou que pretende remanejar R$ 20 bilhões do Orçamento de 2027 para fazer frente aos novos gastos. A pasta não divulgou o impacto total das medidas anunciadas durante a campanha eleitoral. Apenas informou que o restante da diferença seria coberto pela revisão para baixo de estimativas de gastos obrigatórios no projeto de lei do Orçamento do próximo ano.

A mensagem de alteração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 será encaminhada ao Congresso Nacional assim que for designado o relator do projeto.

Para este ano, a pasta informou que os impactos serão residuais porque a maior parte das medidas anunciadas só começam efetivamente a valer no próximo ano.



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