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Sinop integra quatro rotas turísticas estaduais e amplia oferta de experiências para visitantes

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Sinop integra quatro novas rotas turísticas de Mato Grosso, lançadas durante a Feira Internacional do Turismo do Pantanal (FIT Pantanal 2026), realizada em Cuiabá. Com atrativos ligados à natureza, cultura, espiritualidade, lazer e qualidade de vida, o município é considerado um dos principais destinos turísticos do norte do estado. A inclusão do município nos novos roteiros é resultado do trabalho desenvolvido pela Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo e com a parceria do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas o Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT), voltado à estruturação de atrativos e ao fortalecimento do turismo como atividade econômica estratégica para a cidade.

Os roteiros apresentados durante a feira são a Rota dos Primatas de Mato Grosso, Caminhos da Arte Sacra, Circuito Mato-grossense da Longevidade e Rota de Lazer no Corredor do Agro. Todas as rotas têm como objetivo valorizar atrativos regionais, estimular o fluxo de visitantes e fortalecer a economia dos municípios participantes.

A diretora de Turismo da Prefeitura de Sinop, Leidiane Viegas, destacou que a presença do município nas rotas estaduais é resultado de um trabalho de planejamento e estruturação realizado nos últimos anos para transformar atrativos locais em produtos turísticos organizados e preparados para receber visitantes. “Sinop tem trabalhado de forma consistente na formatação dessas rotas e no fortalecimento dos atrativos turísticos do município. Esse resultado demonstra que a cidade possui potencial para atender diferentes públicos e oferecer experiências diversificadas. A inclusão de Sinop nesses roteiros representa uma oportunidade importante para ampliar a divulgação dos nossos atrativos, fortalecer os empreendimentos locais e consolidar o município como um destino turístico cada vez mais estruturado dentro de Mato Grosso”, afirmou.

Segundo a diretora, a participação nas rotas também contribui para a integração regional e para o fortalecimento da cadeia produtiva do turismo. “Quando um município integra um roteiro estadual, ele passa a fazer parte de um circuito de promoção mais amplo, capaz de atrair visitantes que muitas vezes ainda não conhecem o destino. Isso gera oportunidades para hotéis, restaurantes, espaços de lazer, guias, transportadores e diversos outros segmentos ligados ao turismo. Além disso, fortalece a identidade turística de Sinop e amplia a visibilidade do município dentro e fora do estado”, ressaltou.

A Rota dos Primatas de Mato Grosso, desenvolvida pelo Instituto Ecótono em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Sociedade Brasileira de Primatologia, Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB/ICMBio), Sebrae/MT e prefeituras municipais, envolve empreendimentos e áreas voltadas à observação da vida silvestre, turismo científico e conservação ambiental. Em Sinop, o Parque Natural Municipal Florestal integra o circuito, que reúne localidades comprometidas com a preservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável. A proposta permite que visitantes conheçam espécies de primatas em seus habitats naturais e tenham contato com experiências ligadas à educação ambiental e à pesquisa científica.

Já o Caminhos da Arte Sacra, é um produto turístico que une fé, cultura, história e arte em um roteiro guiado pela artista Mari Bueno, reconhecida nacional e internacionalmente por suas obras de arte sacra. O percurso contempla visitas à Igreja São Camilo, Igreja Santo Antônio e à Catedral Sagrado Coração de Jesus, locais que abrigam trabalhos da artista e representam importantes espaços de manifestação religiosa e cultural de Sinop. A experiência também apresenta aos visitantes os significados das obras, a simbologia litúrgica e aspectos da história das comunidades religiosas do município.

Sinop também integra o Circuito Mato-grossense da Longevidade, criado para atender o público com mais de 60 anos. O circuito conecta os municípios de Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop em uma programação de sete dias e seis noites, com atividades voltadas ao bem-estar, cultura, gastronomia, lazer e convivência. A iniciativa considera as necessidades desse público e busca oferecer conforto, acessibilidade e experiências que promovam qualidade de vida e envelhecimento ativo.

Já a Rota de Lazer no Corredor do Agro reúne empreendimentos de entretenimento localizados ao longo da BR-163, principal eixo de desenvolvimento da região norte de Mato Grosso. O roteiro contempla parques aquáticos e espaços de lazer distribuídos entre os municípios de Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Sinop e Cláudia. Em Sinop, integram a rota o Curupy Acqua Park e o Vale do Mirante, opções voltadas ao turismo familiar e ao entretenimento regional.

Leidiane Viegas ressaltou que o trabalho de fortalecimento do turismo no município não se limita às rotas estaduais já lançadas e inclui também a estruturação de novos produtos turísticos a partir dos atrativos locais cadastrados. “A Prefeitura de Sinop tem realizado um trabalho contínuo junto aos atrativos turísticos cadastrados no município para fortalecer os empreendimentos existentes e desenvolver novas rotas que valorizem as potencialidades locais. Temos uma diversidade muito grande de experiências, que envolvem turismo de natureza, lazer, turismo rural, gastronomia, cultura e outros segmentos que podem ser conectados em roteiros organizados e atrativos para os visitantes”, finalizou.

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Programação do VIII SIMAMCA encerra hoje (13) em Sinop com debates sobre conservação ambiental e ciência cidadã

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e em parceria com instituições de ensino e pesquisa, acompanha, hoje (13), o encerramento da programação do VIII Simpósio da Amazônia Meridional em Ciências Ambientais (SIMAMCA).

Com o tema “Conexões Amazônicas: Ciência, Biodiversidade e Sustentabilidade”, o evento – considerado o maior da área em Mato Grosso – reuniu, ao longo da semana, pesquisadores, estudantes, gestores públicos e representantes de diversas instituições para discutir os desafios e as oportunidades relacionados ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.

O encontro teve início na última quarta-feira (10), no Centro de Eventos Dante de Oliveira. Ao longo dos dias, foram promovidos debates sobre ciência, inovação, formação de recursos humanos, conservação ambiental, biodiversidade, mudanças climáticas, desenvolvimento regional, políticas públicas e integração entre instituições de pesquisa.

Para o coordenador do VIII SIMAMCA, Domingos Rodrigues, o evento tem papel estratégico. “Hoje o SIMAMCA é o maior evento de ciências ambientais do Estado de Mato Grosso. Cada ano ele tem uma temática diferente e, neste ano, trabalhamos as ‘Conexões Amazônicas’. Juntamos instituições que fazem pesquisa e formação de recursos humanos para fortalecer cada vez mais a região de Sinop com pesquisa de qualidade e expertise”, destacou.

Segundo ele, a posição estratégica de Sinop contribui para atrair pesquisadores e investimentos em ciência e tecnologia. “A região de Sinop, por essa pujança que tem, precisa cada vez mais unir a produção com a ciência e também com a tecnologia. O agronegócio é muito tecnológico e também depende das questões ambientais para manter sua produtividade”, acrescentou.

Cooperação científica

Entre os participantes da programação esteve o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Henrique Pereira, que destacou a relevância do simpósio para a integração científica na região amazônica. “O SIMAMCA é um seminário que abrange toda a região da Amazônia Meridional para o tema de ciências ambientais. Há uma forte relação entre essa temática, a região e a missão do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia”, afirmou.

Além da participação no evento, o dirigente também cumpriu agenda voltada ao fortalecimento da cooperação técnica e científica entre o INPA e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

O pesquisador do INPA, William Magnusson, ressaltou a importância da integração entre programas de pós-graduação e grupos de pesquisa. “Hoje em dia você não faz ciência individual. As mudanças no conhecimento vêm do trabalho em conjunto com muitas pessoas e pesquisadores de áreas diferentes. É só quando as pessoas comuns têm essas informações em mãos que a ciência, ou a atuação da ciência, vai avançar”, pontuou.

Último dia da programação

A programação deste sábado (13) inicia com uma palestra sobre ciência cidadã na Amazônia, conduzida pela professora Dra. Antonia do Socorro Pena da Gama, da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e do Instituto SAPOPEMA. A apresentação abordará aprendizados, desafios e oportunidades para a participação da sociedade na produção do conhecimento científico.

Na sequência, o professor Dr. Fabio de Oliveira Roque, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), discutirá a inclusão interseccional como princípio para programas de pesquisa em biodiversidade.

Outro destaque da manhã será a mesa-redonda voltada às ações de conservação na Amazônia, reunindo representantes de organizações, universidades e órgãos ambientais. O debate abordará experiências relacionadas à Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, iniciativas de conservação e desenvolvimento sustentável promovidas pelo Imazon, os desafios das unidades de conservação da Amazônia Legal e as estratégias adotadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) para fortalecer áreas protegidas na Amazônia mato-grossense.

Especialistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) apresentarão discussões sobre financiamento da pesquisa científica, biodiversidade, serviços ecossistêmicos e políticas públicas voltadas à ciência e à inovação.

Durante a tarde, a programação seguirá com uma mesa-redonda dedicada à relação entre conservação ambiental e turismo sustentável. Pesquisadores e especialistas da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso (Sebrae-MT) e do Escritório Nacional das Florestas (ONF) discutirão temas como observação de aves, utilização de borboletas e herpetofauna no ecoturismo, conservação de mamíferos amazônicos, biodiversidade e estratégias para fortalecer o turismo sustentável como ferramenta de desenvolvimento regional.

A última mesa-redonda do simpósio será dedicada aos povos originários, abordando a proteção dos territórios indígenas, os saberes tradicionais e a justiça socioambiental. O debate contará com representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), além de lideranças dos povos Kuikuro e Rikbaktsa.

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