Economia
Fairfield completa 15 anos no mercado corporativo
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Fundada em 2011, em Blumenau (SC), a Fairfield celebra em 2026 seus 15 anos de atuação no mercado. Ao longo da última década e meia, a empresa consolidou sua posição como corretora referência em riscos financeiros e soluções de proteção voltadas a empresas e pessoas físicas de média e alta renda. Nesse período, a marca também expandiu sua atuação para além dos seguros tradicionais, passando a oferecer soluções financeiras corporativas mais estratégicas, com foco em indústrias e departamentos financeiros que buscam previsibilidade, segurança operacional e gestão de riscos.
Ao longo dos últimos quinze anos, o seguro corporativo deixou de ser apenas um produto de prateleira para se consolidar como uma ferramenta estratégica de gestão financeira, conforme avalia Francisco Eduardo Broering Gomes, porta-voz da Fairfield. Segundo ele, acompanhando essa transformação do mercado, a empresa deixou de atuar de forma generalista e passou a se especializar em riscos financeiros.
“Isso aconteceu justamente quando o mercado amadureceu com a abertura regulatória da SUSEP, crescimento do seguro garantia e a redescoberta do seguro de crédito como ferramenta de previsibilidade. Nossa trajetória é o retrato de um mercado que trocou a venda de proteção avulsa pela inteligência de risco”, detalha.
De acordo com o especialista, a evolução da Fairfield para uma atuação mais estratégica no mercado corporativo ocorreu a partir de uma mudança no perfil dos interlocutores da empresa. Em vez de atuar apenas junto às áreas administrativas, a corretora passou a se aproximar diretamente de setores como tesouraria, crédito e cobrança, além de executivos financeiros, como CFOs.
Assim, produtos como seguro de crédito e seguro garantia ganharam um papel mais relevante dentro das empresas. Segundo o porta-voz, o seguro de crédito deixou de ser visto apenas como uma cobertura para perdas e passou a contribuir para operações mais seguras, além de facilitar o acesso a financiamentos em melhores condições. Já o seguro garantia passou a ser utilizado como alternativa à fiança bancária, ajudando a liberar capital de giro.
“Entender o seguro como instrumento de eficiência financeira, e não só de mitigação de perda, foi o que nos levou ao território estratégico de hoje”, acrescenta.
Da inteligência financeira à especialização em riscos
Entre os principais marcos da trajetória da Fairfield, o profissional destaca três decisões estratégicas que ajudaram a consolidar a atuação da empresa no mercado. A primeira foi nascer como uma casa de inteligência financeira, e não apenas como mais uma distribuidora de apólices. A segunda, a especialização em seguro de crédito e seguro garantia, produtos diretamente ligados à gestão financeira das empresas. Já a terceira foi o investimento em tecnologia proprietária, tornando mais ágeis e transparentes processos que antes eram lentos e manuais. “A linha condutora sempre foi a mesma: proteger a operação do cliente de ponta a ponta”, pontua.
Atuação personalizada e foco na previsibilidade
Para atender empresas que buscam previsibilidade, segurança operacional e mitigação de riscos, a Fairfield atua como uma extensão da área financeira de seus clientes, explica Broering Gomes. Segundo ele, o trabalho começa com um diagnóstico detalhado da exposição real de cada operação antes mesmo da definição da apólice, levando em consideração as particularidades de cada setor. “O risco do agronegócio, por exemplo, é diferente do risco de uma indústria”, ressalta.
Broering Gomes também destaca que a reputação de uma corretora é construída principalmente no momento do sinistro, quando o cliente precisa acionar a cobertura contratada. “Previsibilidade não se entrega no fechamento do contrato, e sim quando o risco se materializa e o cliente descobre que estava de fato protegido”, afirma.
Tecnologia e dados como pilares da operação
Na avaliação de Broering Gomes, a tecnologia passou a ocupar um papel estrutural dentro da Fairfield, contribuindo para tornar os processos mais ágeis, transparentes e eficientes. Segundo ele, no segmento de seguro de crédito, a empresa substituiu processos baseados em planilhas por fluxos de subscrição mais dinâmicos. Já no seguro garantia, a integração via API com seguradoras permitiu reduzir significativamente o tempo de cotação e emissão das apólices.
O uso de análise de dados também passou a fazer parte da estratégia da corretora, especialmente no monitoramento das carteiras e na antecipação de possíveis deteriorações de risco. Porém, o porta-voz ressalta que a tecnologia não substitui a análise humana. “Ela comprime o tempo e amplia a transparência, mas o valor continua na leitura humana do risco”, afirma.
Expansão geográfica e ampliação do portfólio
Para os próximos anos, Broering Gomes afirma que as perspectivas de crescimento da Fairfield estão concentradas em três frentes principais: expansão geográfica, avanço tecnológico e ampliação do portfólio de soluções financeiras. De acordo com ele, a empresa pretende fortalecer sua presença nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, consideradas estratégicas pela concentração de operações corporativas e demandas relacionadas à gestão de riscos.
No campo da tecnologia, a meta é tornar a contratação de soluções de proteção financeira cada vez mais simples, ágil e digital. A proposta, de acordo com o porta-voz, é aproximar a experiência do cliente de processos já consolidados em operações digitais maduras, sem perder a personalização no atendimento.
Além disso, a Fairfield planeja ampliar sua atuação em áreas como câmbio, hedge, financiamento ao comércio exterior e proteção de executivos. “O objetivo é tornar a proteção financeira mais acessível, rápida e inteligente — sem abrir mão de entender o negócio do cliente primeiro”, conclui.
Para mais informações, basta acessar: https://www.fairfield.com.br/
Economia
OIT aprova acordo por condições decentes a trabalhadores de apps
Os estados-membros da Organização Internacional do Trabalho (OIT) aprovaram, nesta sexta-feira (12), um inédito acordo para promover o trabalho decente nas plataformas digitais.
A nova Convenção Internacional Sobre o Trabalho Decente na Economia de Plataformas é uma tentativa da OIT de estabelecer um primeiro conjunto de regras mínimas globais para proteger prestadores de serviço contratados por meio de aplicativos digitais que conectam clientes a profissionais autônomos.
O texto aprovado define o conceito de plataformas digitais de trabalho, bem como o de trabalhadores destes aplicativos. Estabelece diretrizes para garantir os direitos dos trabalhadores, aplicáveis a todas as empresas que operem nos países que ratificarem a adesão à convenção, além de admitir que, embora gere oportunidades de emprego e renda, a modalidade de trabalho também produz desafios socioeconômicos que precisam ser enfrentados em nível mundial.
Os signatários do acordo deverão respeitar e promover, entre o segmento, as liberdades de associação e sindical e o direito à negociação coletiva e às condições de trabalho seguro e saudável, buscando prevenir acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Também devem possibilitar que todo profissional receba ao menos o equivalente a um salário mínimo local, sem levar em conta eventuais gorjetas ou comissões.
Os estados-membros que ratificarem o acordo também se comprometem a adotar as ações necessárias para eliminar, da Economia de Plataformas, as formas de trabalho infantil, degradante e análogo à escravidão e toda forma de discriminação ocupacional. E a promover mecanismos para contestação de decisões e a estabelecer a obrigatoriedade de os trabalhadores serem de alguma forma compensados por eventuais gastos relacionados à prestação do serviço ofertado.
“Este é um momento histórico”, informou a OIT, ao se referir ao texto aprovado esta manhã, pouco antes do encerramento da Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, na Suíça.
“Esta primeira norma internacional do trabalho sobre a economia de plataformas representa um passo importante para abordar um segmento do mundo do trabalho em rápida evolução”, acrescentou a organização.
O texto aprovado destaca que, diante das especificidades da prestação de serviços intermediada por plataformas digitais, “é desejável a adoção de normas específicas que, com outras normas internacionais, contribuam para tornar realidade o trabalho decente” no segmento.
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