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PESCA EM MT

André Mendonça aceita entidades em ação que pode definir futuro da pesca em Mato Grosso

Decisão do ministro do STF foi anunciada por Wilson Santos durante audiência sobre a lei do “Transporte Zero”.

Publicado em

Judiciário

Imagem: Gustavo Moreno/SCO/STF

A audiência pública realizada pela Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, na sexta-feira, 22/05, sobre os três anos de vigência da Lei Estadual nº 12.197/2023, conhecida como “Transporte Zero”, trouxe novos desdobramentos sobre as ações que questionam a legislação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante o encontro, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) anunciou que o ministro do STF, André Mendonça, aceitou o ingresso de entidades como amicus curiae nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) que discutem a validade da lei em Mato Grosso.

Segundo o parlamentar, a decisão representa um avanço importante para entidades ligadas à pesca e à preservação ambiental que buscavam participar oficialmente do processo.

“O ministro André Mendonça finalmente aceitou receber o amicus curiae, ou seja, aceitou as entidades que querem entrar no processo que está ocorrendo na Suprema Corte, se abre ou se não abre a pesca em Mato Grosso”, afirmou Wilson Santos.

As ADIs de números 7471, 7514 e 7590 foram protocoladas pelo MDB, PSD e pela Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA). As ações questionam alterações feitas na Lei nº 9.096/2009 pelas legislações estaduais nº 12.197/2023 e nº 12.434/2024, que tratam das restrições à pesca no Estado.

Wilson Santos afirmou ainda que mais de dez instituições já apresentaram documentação ao Supremo sobre o tema e que a expectativa é de que o ministro André Mendonça possa emitir seu voto a qualquer momento.

“Há quase três anos aguardamos um parecer para essa matéria e, agora, o magistrado aceitou o amicus curiae para pesca. Isso é muito bom, muito vantajoso, porque nós temos certeza de que uma análise serena, responsável, legal e equilibrada vai devolver o direito ao pescador artesanal profissional”, declarou.

Entre as entidades que solicitaram ingresso no processo como amicus curiae estão a Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva (Anepe), a Defensoria Pública da União (DPU), a Associação Juízes para a Democracia, a Associação do Segmento da Pesca do Estado de Mato Grosso (ASP/MT), o Fórum Nacional da Sociedade Civil na Gestão de Bacias Hidrográficas (Fonasc/CBH), o Instituto Gaia, o Instituto Centro de Vida (ICV) e o Fórum Popular Socioambiental de Mato Grosso (Formad).

A audiência contou com representantes de 22 colônias de pescadores, além de empresários, lideranças regionais, especialistas e autoridades políticas de diferentes regiões de Mato Grosso.

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