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Polícia

Força Tática prende suspeito por roubo mediante sequestro em Cuiabá

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Polícia

Policiais militares da Força Tática do 1º Comando Regional prenderam em flagrante, na noite deste domingo (12.7), um homem suspeito por roubo mediante sequestro contra duas mulheres, em Cuiabá. As equipes apreenderam um simulacro de arma de fogo e recuperaram pertences das vítimas. 

Durante patrulhamento tático, equipes da Força Tática foram informadas de que duas mulheres, de 54 e 59 anos, haviam sido sequestradas. As vítimas relataram que retornavam da igreja, em um veículo, no momento em que foram surpreendidas por dois homens sob grave ameaça com uma arma de fogo. Os suspeitos assumiram a direção do veículo e passaram a mantê-las em cárcere privado. A dupla exigia transferências bancárias via Pix.

Durante o crime, uma das vítimas conseguiu enviar uma mensagem informando que estava sendo sequestrada. Com essas informações, uma sobrinha dela passou a compartilhar, em tempo real, a localização do aparelho celular. Com base nas informações, os militares localizaram o automóvel nas proximidades do bairro Osmar Cabral.

Ao perceberem aproximação dos policiais, os suspeitos fugiram em alta velocidade. Na fuga, o condutor perdeu o controle da direção e bateu contra um muro. Após o acidente, os suspeitos abandonaram o carro e tentaram escapar a pé, pulando muros e invadindo imóveis da região.

Um dos envolvidos foi localizado, detido e encaminhado à delegacia. Os policiais encontraram diversas joias pertencentes às vítimas e um simulacro de arma de fogo. Os militares mantêm buscas pelo outro suspeito.



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Polícia

Polícia Civil cumpre mandados contra advogados suspeitos de falsificar de decisão judicial para favorecer líder de facção

Publicados

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagra, nesta quarta-feira (28.10), a Operação Reescrita, para o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra três advogados investigados por suspeita de falsificação de documento público, uso de documento falso e integração em organização criminosa.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco),

As buscas são realizadas em quatro endereços na Capital, sendo três delas nas residencias dos investigados e a quarta em um escritório de advocacia. O cumprimento das medidas é acompanhado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).

Investigação

As investigações iniciaram após a GCCO/Draco tomar conhecimento de uma suposta decisão judicial que determinava estudos específicos de comportamento que beneficiassem e flexibilizasse a vinda um criminoso, apontado com vice-presidente de uma facção criminosa, preso da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Mato Grosso, antes do término do prazo de permanência estabelecido em decisão judicial anterior.

Segundo os elementos apurados, em junho de 2025, foi apresentado um pedido judicial para a transferência do preso. Meses depois, em dezembro do mesmo ano, dois dos advogados investigados compareceram ao gabinete de uma unidade judicial em Cuiabá e solicitaram providências relacionadas ao cumprimento de uma suposta decisão, que teria sido proferida em novembro de 2025.

Na ocasião, eles apresentaram uma cópia do documento, posteriormente encaminhada por um dos advogados investigados ao contato institucional do gabinete. Durante a verificação, servidores da unidade judicial constataram que a decisão não havia sido proferida pelo magistrado e não estava registrada no processo.

Também foram identificadas inconsistências no documento, incluindo um código de validação vinculado a outro processo e diferenças em relação aos padrões dos documentos oficiais do sistema eletrônico de execução penal. A análise técnica do arquivo apontou indícios de edição externa.

Os elementos reunidos nas investigações demonstraram que uma das investigadas teria participado da elaboração ou edição do documento, enquanto os outros dois advogados teriam atuado na apresentação e utilização do arquivo perante o Poder Judiciário.

Ordens judiciais

Diante das evidências, foi representado pelos mandados de busca e apreensão contra os investigados com o fim de esclarecer a origem do documento, as circunstâncias de sua produção e circulação e a participação individual dos envolvidos.

As buscas têm como objetivo localizar celulares, computadores, notebooks e outros dispositivos eletrônicos, além de documentos e mídias que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.

Nome da operação

O nome Reescrita faz referência à suspeita de que uma decisão judicial já existente, relacionada à permanência do preso em penitenciária federal, teria sido utilizada como referência para produzir um novo documento, que teria sido reescrito pelos investigados, atribuindo-lhe outro sentido e simulando uma decisão posterior que autorizaria o recambiamento do custodiado para Mato Grosso.

 

 



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