Polícia
Força Tática prende três faccionados por tráfico de drogas em Sorriso
Polícia
Policiais militares da Força Tática do 3º Comando Regional prenderam dois homens e uma mulher por tráfico ilícito de drogas, na noite desta quarta-feira (24.6), em Sorriso. Com os suspeitos, identificados como membros de facção criminosa, foram apreendidos mais de seis quilos de maconha, pasta base e 2.938 pinos contendo cocaína.
Os criminosos foram localizados após denúncia anônima recebida pela Força Tática sobre a entrega de entorpecentes nas proximidades de uma escola. Ao chegar ao local, os militares flagraram dois homens em atitude suspeita e, após breve monitoramento, realizaram a abordagem da dupla próxima a uma motocicleta Honda Biz.
Na revista aos dois homens, ambos de 22 anos, os militares encontraram uma porção de cerca de 100 gramas de maconha e 138 pinos contendo cocaína. Para a PM, um dos detidos afirmou ser apenas usuário dos entorpecentes, enquanto o outro suspeito disse ser o responsável pelas drogas e que havia outros materiais guardados em uma residência.
Os policiais seguiram para a residência do suspeito e fizeram mais buscas, encontrando mais porções grandes e pequenas de maconha e sacolas com pinos com mais substância análoga a cocaína. Os suspeitos ainda indicaram um outro endereço, de onde haviam adquirido as drogas já encontradas.
A equipe se encaminhou até o local indicado e abordou uma mulher. Nas buscas na casa dela, foram localizados os restantes das apreensões de maconha e pasta base de cocaína prontas para comercialização.
Todos os três suspeitos encontrados foram identificados como membros de facção e receberam voz de prisão, sendo conduzidos para a delegacia para registro da ocorrência e demais providências.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Polícia
Polícia Civil cumpre mandados contra advogados suspeitos de falsificar de decisão judicial para favorecer líder de facção
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagra, nesta quarta-feira (28.10), a Operação Reescrita, para o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra três advogados investigados por suspeita de falsificação de documento público, uso de documento falso e integração em organização criminosa.
As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco),
As buscas são realizadas em quatro endereços na Capital, sendo três delas nas residencias dos investigados e a quarta em um escritório de advocacia. O cumprimento das medidas é acompanhado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).
Investigação
As investigações iniciaram após a GCCO/Draco tomar conhecimento de uma suposta decisão judicial que determinava estudos específicos de comportamento que beneficiassem e flexibilizasse a vinda um criminoso, apontado com vice-presidente de uma facção criminosa, preso da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Mato Grosso, antes do término do prazo de permanência estabelecido em decisão judicial anterior.
Segundo os elementos apurados, em junho de 2025, foi apresentado um pedido judicial para a transferência do preso. Meses depois, em dezembro do mesmo ano, dois dos advogados investigados compareceram ao gabinete de uma unidade judicial em Cuiabá e solicitaram providências relacionadas ao cumprimento de uma suposta decisão, que teria sido proferida em novembro de 2025.
Na ocasião, eles apresentaram uma cópia do documento, posteriormente encaminhada por um dos advogados investigados ao contato institucional do gabinete. Durante a verificação, servidores da unidade judicial constataram que a decisão não havia sido proferida pelo magistrado e não estava registrada no processo.
Também foram identificadas inconsistências no documento, incluindo um código de validação vinculado a outro processo e diferenças em relação aos padrões dos documentos oficiais do sistema eletrônico de execução penal. A análise técnica do arquivo apontou indícios de edição externa.
Os elementos reunidos nas investigações demonstraram que uma das investigadas teria participado da elaboração ou edição do documento, enquanto os outros dois advogados teriam atuado na apresentação e utilização do arquivo perante o Poder Judiciário.
Ordens judiciais
Diante das evidências, foi representado pelos mandados de busca e apreensão contra os investigados com o fim de esclarecer a origem do documento, as circunstâncias de sua produção e circulação e a participação individual dos envolvidos.
As buscas têm como objetivo localizar celulares, computadores, notebooks e outros dispositivos eletrônicos, além de documentos e mídias que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.
Nome da operação
O nome Reescrita faz referência à suspeita de que uma decisão judicial já existente, relacionada à permanência do preso em penitenciária federal, teria sido utilizada como referência para produzir um novo documento, que teria sido reescrito pelos investigados, atribuindo-lhe outro sentido e simulando uma decisão posterior que autorizaria o recambiamento do custodiado para Mato Grosso.
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