Polícia
Homem é esfaqueado e abandonado em hospital por dupla anônima
Polícia
Um jovem de 24 anos sofreu uma tentativa de homicídio doloso na madrugada deste domingo (31) após ser atacado com diversos golpes de arma branca no município de Castanheira (776 km de Cuiabá). O crime foi registrado por volta das 03h57, momento em que a Polícia Militar foi acionada pela enfermeira do Pronto Atendimento Municipal, informando que o paciente havia dado entrada na unidade de saúde com cortes profundos pelo corpo.
Devido ao seu estado de saúde crítico, a vítima não conseguiu fornecer detalhes sobre quem cometeu o atentado ou qual seria a motivação. Até o fechamento do boletim de ocorrência, a autoria e as circunstâncias do crime seguiam desconhecidas pela polícia, e o homem permanecia sob cuidados médicos.
Ao ser questionado formalmente sobre quem teria desferido os golpes, o jovem limitou-se a responder apenas a frase “nada a ver”, mostrando-se impossibilitado de relatar os fatos com clareza em razão de sua condição clínica debilitada. Durante a inspeção física e o atendimento inicial, os médicos constataram que o paciente apresentava uma série de ferimentos graves provocados por faca, localizados estrategicamente nas regiões do abdômen, do tórax e nos dois braços.
Conforme o relato dos profissionais de saúde repassado aos policiais militares, a vítima foi transportada e deixada no Pronto Atendimento por dois indivíduos desconhecidos, que chegaram ao local conduzindo um veículo Volkswagen Gol de cor preta. A dupla recusou-se terminantemente a apresentar documentos de identificação ou fornecer dados pessoais na recepção da unidade.
Antes de fugirem, os homens alegaram apenas que encontraram o jovem esfaqueado e ensanguentado à beira da rodovia, em um trecho situado entre o Parque de Exposições e um posto de gasolina.
Os policiais foram procurar mais pistas pelas ruas da cidade e interrogaram o morador se a confusão teria acontecido em uma festa realizada no Parque de Exposições, o que foi negado pelo rapaz. A equipe também foi até o evento e conversou com as pessoas que ainda estavam no perímetro do parque, mas todas afirmaram categoricamente que não testemunharam nenhum tipo de briga ou desentendimento no interior do recinto.
Sem elementos adicionais ou testemunhas oculares do ataque na rodovia, a ocorrência foi registrada e encaminhada à Polícia Civil para abertura de inquérito investigativo.
Polícia
Polícia Civil cumpre mandados contra advogados suspeitos de falsificar de decisão judicial para favorecer líder de facção
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagra, nesta quarta-feira (28.10), a Operação Reescrita, para o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra três advogados investigados por suspeita de falsificação de documento público, uso de documento falso e integração em organização criminosa.
As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco),
As buscas são realizadas em quatro endereços na Capital, sendo três delas nas residencias dos investigados e a quarta em um escritório de advocacia. O cumprimento das medidas é acompanhado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).
Investigação
As investigações iniciaram após a GCCO/Draco tomar conhecimento de uma suposta decisão judicial que determinava estudos específicos de comportamento que beneficiassem e flexibilizasse a vinda um criminoso, apontado com vice-presidente de uma facção criminosa, preso da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Mato Grosso, antes do término do prazo de permanência estabelecido em decisão judicial anterior.
Segundo os elementos apurados, em junho de 2025, foi apresentado um pedido judicial para a transferência do preso. Meses depois, em dezembro do mesmo ano, dois dos advogados investigados compareceram ao gabinete de uma unidade judicial em Cuiabá e solicitaram providências relacionadas ao cumprimento de uma suposta decisão, que teria sido proferida em novembro de 2025.
Na ocasião, eles apresentaram uma cópia do documento, posteriormente encaminhada por um dos advogados investigados ao contato institucional do gabinete. Durante a verificação, servidores da unidade judicial constataram que a decisão não havia sido proferida pelo magistrado e não estava registrada no processo.
Também foram identificadas inconsistências no documento, incluindo um código de validação vinculado a outro processo e diferenças em relação aos padrões dos documentos oficiais do sistema eletrônico de execução penal. A análise técnica do arquivo apontou indícios de edição externa.
Os elementos reunidos nas investigações demonstraram que uma das investigadas teria participado da elaboração ou edição do documento, enquanto os outros dois advogados teriam atuado na apresentação e utilização do arquivo perante o Poder Judiciário.
Ordens judiciais
Diante das evidências, foi representado pelos mandados de busca e apreensão contra os investigados com o fim de esclarecer a origem do documento, as circunstâncias de sua produção e circulação e a participação individual dos envolvidos.
As buscas têm como objetivo localizar celulares, computadores, notebooks e outros dispositivos eletrônicos, além de documentos e mídias que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.
Nome da operação
O nome Reescrita faz referência à suspeita de que uma decisão judicial já existente, relacionada à permanência do preso em penitenciária federal, teria sido utilizada como referência para produzir um novo documento, que teria sido reescrito pelos investigados, atribuindo-lhe outro sentido e simulando uma decisão posterior que autorizaria o recambiamento do custodiado para Mato Grosso.
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