Polícia
Operação Vestígios mira investigados por furto a residência e roubo a sorveteria em Cuiabá
Polícia
A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (22.10), a Operação Vestígios, para cumprir seis mandados de busca e apreensão domiciliar relacionados a crimes de furto qualificado e roubo praticados em Cuiabá.
As investigações da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá apuram o furto em uma residência no bairro Jardim Jockey Club e um roubo ocorrido em uma sorveteria localizada dentro de um shopping center.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá e cumpridas simultaneamente por equipes de investigadores nas residências dos investigados.
A operação tem como objetivo localizar os produtos subtraídos que ainda não foram recuperados, identificar outros envolvidos nos crimes e obter novas provas que contribuam para o avanço das investigações conduzidas pela Derf de Cuiabá.
Furto a residência
No primeiro alvo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão referentes a um furto registrado na madrugada de 15 de março de 2025.
Na ocasião, os moradores estavam fora da cidade quando três pessoas entraram no imóvel e furtaram diversos objetos, entre eles notebooks, joias e uma arma de fogo.
Durante as investigações, a equipe da Derf analisou imagens de câmeras de segurança da residência e das proximidades, o que possibilitou identificar o veículo utilizado no crime e dois dos envolvidos.
Entre os objetos subtraídos, uma arma de fogo com a numeração suprimida foi apreendida posteriormente pela Polícia Militar.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) conseguiu recuperar a numeração da arma, que correspondia àquela informada pela vítima no registro da ocorrência.
Roubo a sorveteria
Os policiais civis cumpriram o sexto mandado de busca e apreensão contra o suspeito de roubar uma sorveteria localizada em um shopping center, no dia 7 de junho deste ano.
O suspeito, de 22 anos, está preso preventivamente em decorrência da investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá.
Nesta quinta-feira (22), foi cumprida a ordem judicial de busca e apreensão expedida pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá, com o objetivo de localizar objetos e provas relacionados ao crime.
Conforme apurado, o homem se aproximou do caixa, afirmou estar armado e ameaçou a funcionária para exigir o dinheiro do estabelecimento. Ele levou aproximadamente R$ 554 e fugiu pelo estacionamento.
Identificação e prisão
A comparação das características físicas e das tatuagens registradas nas imagens auxiliou na identificação do investigado, que também foi reconhecido pela vítima.
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do suspeito. A medida foi deferida pela Justiça e devidamente cumprida.
Durante o interrogatório, o homem confessou o crime e relatou que simulou estar armado utilizando um boné junto à cintura, sendo indiciado por roubo.
Polícia
Polícia Civil cumpre mandados contra advogados suspeitos de falsificar de decisão judicial para favorecer líder de facção
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagra, nesta quarta-feira (28.10), a Operação Reescrita, para o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra três advogados investigados por suspeita de falsificação de documento público, uso de documento falso e integração em organização criminosa.
As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco),
As buscas são realizadas em quatro endereços na Capital, sendo três delas nas residencias dos investigados e a quarta em um escritório de advocacia. O cumprimento das medidas é acompanhado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).
Investigação
As investigações iniciaram após a GCCO/Draco tomar conhecimento de uma suposta decisão judicial que determinava estudos específicos de comportamento que beneficiassem e flexibilizasse a vinda um criminoso, apontado com vice-presidente de uma facção criminosa, preso da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Mato Grosso, antes do término do prazo de permanência estabelecido em decisão judicial anterior.
Segundo os elementos apurados, em junho de 2025, foi apresentado um pedido judicial para a transferência do preso. Meses depois, em dezembro do mesmo ano, dois dos advogados investigados compareceram ao gabinete de uma unidade judicial em Cuiabá e solicitaram providências relacionadas ao cumprimento de uma suposta decisão, que teria sido proferida em novembro de 2025.
Na ocasião, eles apresentaram uma cópia do documento, posteriormente encaminhada por um dos advogados investigados ao contato institucional do gabinete. Durante a verificação, servidores da unidade judicial constataram que a decisão não havia sido proferida pelo magistrado e não estava registrada no processo.
Também foram identificadas inconsistências no documento, incluindo um código de validação vinculado a outro processo e diferenças em relação aos padrões dos documentos oficiais do sistema eletrônico de execução penal. A análise técnica do arquivo apontou indícios de edição externa.
Os elementos reunidos nas investigações demonstraram que uma das investigadas teria participado da elaboração ou edição do documento, enquanto os outros dois advogados teriam atuado na apresentação e utilização do arquivo perante o Poder Judiciário.
Ordens judiciais
Diante das evidências, foi representado pelos mandados de busca e apreensão contra os investigados com o fim de esclarecer a origem do documento, as circunstâncias de sua produção e circulação e a participação individual dos envolvidos.
As buscas têm como objetivo localizar celulares, computadores, notebooks e outros dispositivos eletrônicos, além de documentos e mídias que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.
Nome da operação
O nome Reescrita faz referência à suspeita de que uma decisão judicial já existente, relacionada à permanência do preso em penitenciária federal, teria sido utilizada como referência para produzir um novo documento, que teria sido reescrito pelos investigados, atribuindo-lhe outro sentido e simulando uma decisão posterior que autorizaria o recambiamento do custodiado para Mato Grosso.
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