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Polícia Civil cumpre mandados e prende três pessoas em investigações de homicídios em Dom Aquino
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A Polícia Civil deflagrou, na manhã de quinta-feira (2.7), a Operação Dom Aquino Segura para cumprimento de seis ordens judiciais decretadas pela Justiça com base em investigações de dois homicídios ocorridos no município de Dom Aquino.
Os mandados de busca e apreensão domiciliar foram decretados pela Vara Única de Dom Aquino e cinco deles foram cumpridos no município e um na cidade de Jaciara. Durante o cumprimento das ordens judiciais, três pessoas foram presas em flagrante, além de serem apreendidos arma de fogo, diversas munições e aparelhos celulares.
A operação é resultado de um intenso trabalho investigativo desenvolvido pela Delegacia de Dom Aquino para esclarecer dois homicídios registrados no município neste ano.
As investigações apuram a morte de *Demolincio Gomes Pereira Filho*, de 53 anos, ocorrida em 7 de abril de 2026, quando a vítima foi morta por disparos de arma de fogo e de *Adenir Alves de Freitas*, de 52 anos, que estava desaparecido desde 8 de maio e teve o corpo localizado em uma propriedade rural no dia 14 de maio, também com sinais de execução por arma de fogo.
Com base nas diligências, levantamentos de inteligência e elementos reunidos ao longo da investigação, o delegado, Dario Ferreira, representou pelas medidas cautelares que resultaram na operação desta quinta-feira, visando coletar novas provas e fortalecer o conjunto probatório relacionado aos crimes.
Durante o cumprimento dos mandados, três homens foram presos em flagrante por crimes distintos. Um suspeito, de 27 anos, foi autuado por posse irregular de munição de uso permitido. Outro, de 56 anos, responderá por posse irregular de arma de fogo, acessório ou munição de uso permitido e tráfico de drogas. Já um homem de 37 anos foi preso pelos crimes de embaraço à investigação de organização criminosa e uso ilícito de drogas.
Na operação foram apreendidos uma arma longa calibre .36, dezenas de munições e estojos de diferentes calibres, dois coldres, um porta-munições, uma arma de brinquedo, entorpecentes, 14 aparelhos celulares, recipientes contendo pólvora e chumbinhos utilizados na confecção de munições artesanais, além da quantia de mais de R$ 2,4 mil em dinheiro.
Todo o material apreendido será encaminhado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), onde passará por exames periciais que poderão subsidiar o avanço das investigações.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Polícia
Polícia Civil cumpre mandados contra advogados suspeitos de falsificar de decisão judicial para favorecer líder de facção
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagra, nesta quarta-feira (28.10), a Operação Reescrita, para o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra três advogados investigados por suspeita de falsificação de documento público, uso de documento falso e integração em organização criminosa.
As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco),
As buscas são realizadas em quatro endereços na Capital, sendo três delas nas residencias dos investigados e a quarta em um escritório de advocacia. O cumprimento das medidas é acompanhado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).
Investigação
As investigações iniciaram após a GCCO/Draco tomar conhecimento de uma suposta decisão judicial que determinava estudos específicos de comportamento que beneficiassem e flexibilizasse a vinda um criminoso, apontado com vice-presidente de uma facção criminosa, preso da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Mato Grosso, antes do término do prazo de permanência estabelecido em decisão judicial anterior.
Segundo os elementos apurados, em junho de 2025, foi apresentado um pedido judicial para a transferência do preso. Meses depois, em dezembro do mesmo ano, dois dos advogados investigados compareceram ao gabinete de uma unidade judicial em Cuiabá e solicitaram providências relacionadas ao cumprimento de uma suposta decisão, que teria sido proferida em novembro de 2025.
Na ocasião, eles apresentaram uma cópia do documento, posteriormente encaminhada por um dos advogados investigados ao contato institucional do gabinete. Durante a verificação, servidores da unidade judicial constataram que a decisão não havia sido proferida pelo magistrado e não estava registrada no processo.
Também foram identificadas inconsistências no documento, incluindo um código de validação vinculado a outro processo e diferenças em relação aos padrões dos documentos oficiais do sistema eletrônico de execução penal. A análise técnica do arquivo apontou indícios de edição externa.
Os elementos reunidos nas investigações demonstraram que uma das investigadas teria participado da elaboração ou edição do documento, enquanto os outros dois advogados teriam atuado na apresentação e utilização do arquivo perante o Poder Judiciário.
Ordens judiciais
Diante das evidências, foi representado pelos mandados de busca e apreensão contra os investigados com o fim de esclarecer a origem do documento, as circunstâncias de sua produção e circulação e a participação individual dos envolvidos.
As buscas têm como objetivo localizar celulares, computadores, notebooks e outros dispositivos eletrônicos, além de documentos e mídias que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.
Nome da operação
O nome Reescrita faz referência à suspeita de que uma decisão judicial já existente, relacionada à permanência do preso em penitenciária federal, teria sido utilizada como referência para produzir um novo documento, que teria sido reescrito pelos investigados, atribuindo-lhe outro sentido e simulando uma decisão posterior que autorizaria o recambiamento do custodiado para Mato Grosso.
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