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Polícia Civil prende envolvidos em furto mediante fraude em supermercado atacadista em Várzea Grande

Publicado em

Polícia

Três pessoas, envolvidas em um furto qualificado em  um supermercado atacadista em Várzea Grande, foram identificadas e detidas pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (25.6), em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos do município (Derf-VG).

A ação resultou na prisão em flagrante de dois homens pelos crimes de furto qualificado pela fraude e concurso de pessoas e também corrupção de menores e na apreensão de uma adolescente pelo ato infracional de furto com as mesmas qualificadoras.

O crime ocorreu na noite de terça-feira (23), quando os suspeitos utilizaram um esquema fraudulento para subtrair aproximadamente R$ 1 mil em mercadorias do estabelecimento. Conforme apurado, o grupo se dividiu em equipes, encheu dois carrinhos com produtos diversos e se dirigiu aos caixas de autoatendimento.

No local, efetuaram o pagamento apenas de alguns itens de baixo valor para gerar o QR Code que libera a catraca de saída, deixando o estabelecimento com a maior parte dos produtos sem efetuar o pagamento. Assim que acionada, a equipe da Derf-VG iniciou diligências e analisou imagens do sistema de monitoramento do supermercado, identificando um veículo, Fiat Uno, utilizado pelos suspeitos na ação criminosa.

Com base nas informações levantadas, os policiais realizaram diligências e conseguiram localizar e prender os dois suspeitos maiores de idade além de apreender o adolescente de 16 anos envolvido na ação. O veículo utilizado no crime também foi apreendido.

Durante as investigações, representantes do estabelecimento relataram que o principal suspeito já havia praticado furtos anteriores no mesmo supermercado utilizando método semelhante. Segundo o relato, ele costumava entrar no local acompanhado de mulher e crianças para simular uma situação comum de compras em família e dificultar a percepção da ação criminosa.

Em depoimento, um dos conduzidos confessou ter participado do furto a convite do cunhado, acreditando que não haveria consequências, uma vez que o comparsa já teria praticado ações semelhantes anteriormente. O adolescente também confirmou a participação no crime e afirmou que não era a primeira vez que auxiliava o investigado.

Diante das evidências, os suspeitos foram conduzidos à Derf-VG, onde após serem interrogados pela delegada Elaine Fernandes, foram autuados pelos crimes de furto qualificado mediante fraude e concurso de pessoas, corrupção de menores, sendo posteriormente colocados à disposição da Justiça.

Segundo a delegado, os três suspeitos são contumazes nas práticas de crimes. “Um deles possui registro de roubo e tráfico de drogas e o outro por furto qualificado e receptação”, disse a delegada.

A Polícia Civil segue com as investigações para apurar o envolvimento dos conduzidos em outros furtos registrados na região.



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Polícia

Polícia Civil cumpre mandados contra advogados suspeitos de falsificar de decisão judicial para favorecer líder de facção

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagra, nesta quarta-feira (28.10), a Operação Reescrita, para o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra três advogados investigados por suspeita de falsificação de documento público, uso de documento falso e integração em organização criminosa.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco),

As buscas são realizadas em quatro endereços na Capital, sendo três delas nas residencias dos investigados e a quarta em um escritório de advocacia. O cumprimento das medidas é acompanhado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).

Investigação

As investigações iniciaram após a GCCO/Draco tomar conhecimento de uma suposta decisão judicial que determinava estudos específicos de comportamento que beneficiassem e flexibilizasse a vinda um criminoso, apontado com vice-presidente de uma facção criminosa, preso da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Mato Grosso, antes do término do prazo de permanência estabelecido em decisão judicial anterior.

Segundo os elementos apurados, em junho de 2025, foi apresentado um pedido judicial para a transferência do preso. Meses depois, em dezembro do mesmo ano, dois dos advogados investigados compareceram ao gabinete de uma unidade judicial em Cuiabá e solicitaram providências relacionadas ao cumprimento de uma suposta decisão, que teria sido proferida em novembro de 2025.

Na ocasião, eles apresentaram uma cópia do documento, posteriormente encaminhada por um dos advogados investigados ao contato institucional do gabinete. Durante a verificação, servidores da unidade judicial constataram que a decisão não havia sido proferida pelo magistrado e não estava registrada no processo.

Também foram identificadas inconsistências no documento, incluindo um código de validação vinculado a outro processo e diferenças em relação aos padrões dos documentos oficiais do sistema eletrônico de execução penal. A análise técnica do arquivo apontou indícios de edição externa.

Os elementos reunidos nas investigações demonstraram que uma das investigadas teria participado da elaboração ou edição do documento, enquanto os outros dois advogados teriam atuado na apresentação e utilização do arquivo perante o Poder Judiciário.

Ordens judiciais

Diante das evidências, foi representado pelos mandados de busca e apreensão contra os investigados com o fim de esclarecer a origem do documento, as circunstâncias de sua produção e circulação e a participação individual dos envolvidos.

As buscas têm como objetivo localizar celulares, computadores, notebooks e outros dispositivos eletrônicos, além de documentos e mídias que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.

Nome da operação

O nome Reescrita faz referência à suspeita de que uma decisão judicial já existente, relacionada à permanência do preso em penitenciária federal, teria sido utilizada como referência para produzir um novo documento, que teria sido reescrito pelos investigados, atribuindo-lhe outro sentido e simulando uma decisão posterior que autorizaria o recambiamento do custodiado para Mato Grosso.

 

 



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