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Polícia Civil prende integrantes de grupo criminoso e recupera carga de pneus roubada de empresa em Várzea Grande

Publicado em

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Três integrantes de um grupo criminoso responsável pelo roubo de uma empresa de pneus, ocorrido na noite de quinta-feira (2.7), em Várzea Grande, foram presos pela Polícia Civil, em ação rápida realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos do município (Derf-VG), menos de 24 horas após o crime.

Entre os presos estão um ex-funcionário e um que continua trabalhando na empresa,  além de um terceiro que deu apoio logístico à ação criminosa. Eles foram autuados em flagrante pelos crimes de associação criminosa armada e roubo majorado. A ação resultou ainda na recuperação de 79 pneus, cada um deles avaliados em mais de R$ 2 mil e na identificação de outros três envolvidos no esquema criminoso.

O roubo ocorreu, no início da noite, em uma empresa localizada na Rodovia dos Imigrantes, onde cinco criminosos armados renderam funcionários e subtraíram 113 pneus, avaliados em aproximadamente R$ 230 mil. Somado aos prejuízos causados por outros crimes atribuídos ao mesmo grupo contra empresas do mesmo proprietário, o dano ultrapassa R$ 330 mil.

Logo após a comunicação do crime, os policiais civis da Derf-VG iniciaram diligências ininterruptas, com análise de imagens de câmeras de segurança e levantamento de informações, conseguindo identificar e prender um dos envolvidos, responsável pelo apoio logístico da ação criminosa.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Durante a abordagem, ele confessou que levou os cinco suspeitos ao local do crime e que recebeu R$ 500 para atuar na ação criminosa. O suspeito ainda indicou o local onde maior parte dos pneus estava escondida, em uma área de mata no bairro Formigueiro. No local, foram recuperados 79 pneus roubados, além da apreensão do veículo Honda Fit, utilizado pelos criminosos.

Com o avanço das diligências, foi possível identificar a participação de um funcionário da empresa, que facilitou a ação dos criminosos ao deixar o portão aberto e repassar informações privilegiadas. Confrontado com as provas, ele confessou o envolvimento no crime e revelou que havia sido aliciado por um ex-funcionário da empresa, motivado por dívidas pessoais.

Com base nos elementos apurados nas diligências, os policiais identificaram outros integrantes da associação criminosa, entre eles ex-funcionários da empresa, reconhecidos pelas vítimas como participantes diretos do roubo. Um deles foi preso em flagrante e também confessou que havia repassado informações estratégicas aos comparsas e participado de um furto anterior de 150 pneus ocorrido no mês de junho, ocasião em que foram subtraídos 150 pneus da empresa.

Durante as diligências, a equipe da Derf-VG também identificou outros três suspeitos de envolvimento no crime. Os policiais prosseguem com as buscas para localizar os demais integrantes da associação criminosa que permanecem foragidos.

Segundo a delegada titular da Derf-VG, Elaine Fernandes, as investigações apontam que o mesmo grupo criminoso é suspeito de praticar outros crimes patrimoniais contra empresas do ramo, incluindo furtos qualificados e roubos mediante sequestro de funcionários. “Os elementos reunidos apontam que o crime não aconteceu de forma isolada e que os investigados atuavam de forma organizada, utilizando informações internas para planejar as ações criminosas”, explicou a delegada.

Os presos foram autuados pelos crimes de associação criminosa armada e roubo majorado, sendo posteriormente colocados à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento para responsabilizar todos os envolvidos e apurar a possível participação do grupo em outros delitos registrados na região.

 

 



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Polícia Civil cumpre mandados contra advogados suspeitos de falsificar de decisão judicial para favorecer líder de facção

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagra, nesta quarta-feira (28.10), a Operação Reescrita, para o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra três advogados investigados por suspeita de falsificação de documento público, uso de documento falso e integração em organização criminosa.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco),

As buscas são realizadas em quatro endereços na Capital, sendo três delas nas residencias dos investigados e a quarta em um escritório de advocacia. O cumprimento das medidas é acompanhado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).

Investigação

As investigações iniciaram após a GCCO/Draco tomar conhecimento de uma suposta decisão judicial que determinava estudos específicos de comportamento que beneficiassem e flexibilizasse a vinda um criminoso, apontado com vice-presidente de uma facção criminosa, preso da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Mato Grosso, antes do término do prazo de permanência estabelecido em decisão judicial anterior.

Segundo os elementos apurados, em junho de 2025, foi apresentado um pedido judicial para a transferência do preso. Meses depois, em dezembro do mesmo ano, dois dos advogados investigados compareceram ao gabinete de uma unidade judicial em Cuiabá e solicitaram providências relacionadas ao cumprimento de uma suposta decisão, que teria sido proferida em novembro de 2025.

Na ocasião, eles apresentaram uma cópia do documento, posteriormente encaminhada por um dos advogados investigados ao contato institucional do gabinete. Durante a verificação, servidores da unidade judicial constataram que a decisão não havia sido proferida pelo magistrado e não estava registrada no processo.

Também foram identificadas inconsistências no documento, incluindo um código de validação vinculado a outro processo e diferenças em relação aos padrões dos documentos oficiais do sistema eletrônico de execução penal. A análise técnica do arquivo apontou indícios de edição externa.

Os elementos reunidos nas investigações demonstraram que uma das investigadas teria participado da elaboração ou edição do documento, enquanto os outros dois advogados teriam atuado na apresentação e utilização do arquivo perante o Poder Judiciário.

Ordens judiciais

Diante das evidências, foi representado pelos mandados de busca e apreensão contra os investigados com o fim de esclarecer a origem do documento, as circunstâncias de sua produção e circulação e a participação individual dos envolvidos.

As buscas têm como objetivo localizar celulares, computadores, notebooks e outros dispositivos eletrônicos, além de documentos e mídias que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.

Nome da operação

O nome Reescrita faz referência à suspeita de que uma decisão judicial já existente, relacionada à permanência do preso em penitenciária federal, teria sido utilizada como referência para produzir um novo documento, que teria sido reescrito pelos investigados, atribuindo-lhe outro sentido e simulando uma decisão posterior que autorizaria o recambiamento do custodiado para Mato Grosso.

 

 



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