Polícia
Polícia Civil realiza mutirão e conclui mais de 170 inquéritos em Jaciara
Polícia
A Polícia Civil realizou um mutirão na Delegacia de Jaciara com o objetivo de fortalecer as atividades investigativas, otimizar a tramitação de procedimentos policiais e proporcionar maior celeridade às demandas da população.
O trabalho de força-tarefa aconteceu na última semana, entre os dias 25 e 29 de maio, e mobilizou as equipes da unidade policial e da Delegacia Regional de Rondonópolis.
Durante os cinco dias de ação coletiva, os policiais civis atuaram de forma integrada na realizando diligências, oitivas e análises processuais, alcançando resultados expressivos ao longo da semana.
Ao todo foram realizadas 67 intimações, cumpridas 10 ordens de serviço, registradas 71 oitivas, confeccionados 36 relatórios policiais e concluídos 172 inquéritos policiais.
Conforme o delegado de Jaciara, José Ramon Leite, grande parte dos procedimentos analisados e finalizados envolvia crimes relacionados à violência doméstica e familiar, bem como ocorrências que atingem grupos em situação de vulnerabilidade, entre eles crianças, adolescentes e idosos.
“A conclusão dos procedimentos representa um importante avanço na responsabilização dos autores e no encaminhamento das investigações ao Poder Judiciário e ao Ministério Público”, destacou o delegado.
A ação reforça o compromisso da Polícia Civil com a eficiência das investigações e a prestação de um serviço público de qualidade, proporcionando maior celeridade na apuração dos fatos, reduzindo a demanda reprimida da unidade e fortalecendo a proteção de vítimas e grupos vulneráveis.
Polícia
Polícia Civil cumpre mandados contra advogados suspeitos de falsificar de decisão judicial para favorecer líder de facção
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagra, nesta quarta-feira (28.10), a Operação Reescrita, para o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra três advogados investigados por suspeita de falsificação de documento público, uso de documento falso e integração em organização criminosa.
As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco),
As buscas são realizadas em quatro endereços na Capital, sendo três delas nas residencias dos investigados e a quarta em um escritório de advocacia. O cumprimento das medidas é acompanhado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).
Investigação
As investigações iniciaram após a GCCO/Draco tomar conhecimento de uma suposta decisão judicial que determinava estudos específicos de comportamento que beneficiassem e flexibilizasse a vinda um criminoso, apontado com vice-presidente de uma facção criminosa, preso da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Mato Grosso, antes do término do prazo de permanência estabelecido em decisão judicial anterior.
Segundo os elementos apurados, em junho de 2025, foi apresentado um pedido judicial para a transferência do preso. Meses depois, em dezembro do mesmo ano, dois dos advogados investigados compareceram ao gabinete de uma unidade judicial em Cuiabá e solicitaram providências relacionadas ao cumprimento de uma suposta decisão, que teria sido proferida em novembro de 2025.
Na ocasião, eles apresentaram uma cópia do documento, posteriormente encaminhada por um dos advogados investigados ao contato institucional do gabinete. Durante a verificação, servidores da unidade judicial constataram que a decisão não havia sido proferida pelo magistrado e não estava registrada no processo.
Também foram identificadas inconsistências no documento, incluindo um código de validação vinculado a outro processo e diferenças em relação aos padrões dos documentos oficiais do sistema eletrônico de execução penal. A análise técnica do arquivo apontou indícios de edição externa.
Os elementos reunidos nas investigações demonstraram que uma das investigadas teria participado da elaboração ou edição do documento, enquanto os outros dois advogados teriam atuado na apresentação e utilização do arquivo perante o Poder Judiciário.
Ordens judiciais
Diante das evidências, foi representado pelos mandados de busca e apreensão contra os investigados com o fim de esclarecer a origem do documento, as circunstâncias de sua produção e circulação e a participação individual dos envolvidos.
As buscas têm como objetivo localizar celulares, computadores, notebooks e outros dispositivos eletrônicos, além de documentos e mídias que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.
Nome da operação
O nome Reescrita faz referência à suspeita de que uma decisão judicial já existente, relacionada à permanência do preso em penitenciária federal, teria sido utilizada como referência para produzir um novo documento, que teria sido reescrito pelos investigados, atribuindo-lhe outro sentido e simulando uma decisão posterior que autorizaria o recambiamento do custodiado para Mato Grosso.
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