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Polícia Militar prende dupla e recupera veículos e arma roubados de residência

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Equipes policiais do 3º Comando Regional prenderam dois homens faccionados, de 27 e 28 anos, pelos crimes de sequestro, cárcere privado, roubo e porte ilegal de arma, na noite desta segunda-feira (19.10), em Sorriso. Na ação, que contou com apoio das câmeras do Vigia Mais MT, a PM recuperou dois veículos e uma arma de fogo da vítima.

Por volta das 13h, os militares do 12º Batalhão receberam denúncias sobre um roubo em uma residência, no bairro Portal Kaiabi. No local, os policiais encontraram uma das vítimas que confirmou que os criminosos haviam deixado o local armados e levando dois veículos.

No depoimento, a vítima relatou que estava fazendo uma limpeza no imóvel quando foi rendido por três criminosos e levado para o interior da casa, onde ficou sob cárcere junto dos demais familiares. Segundo a vítima, os suspeitos reviraram a casa e levaram uma arma, joias, objetos de valor e dois carros, sendo uma caminhonete Amarok e um Crossfox.

As equipes iniciaram diligências e com apoio de câmeras do Vigia Mais MT e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), identificaram que os veículos estavam transitando em direção a uma área de chácaras. Os policiais seguiram o rastro por uma área de mata e encontraram os carros abandonados. Em um dos carros, também foi localizado um simulacro de pistola.

Foto: Reprodução/Polícia Militar - MT
Foto: Reprodução/Polícia Militar – MT

Na continuidade das buscas, os policiais receberam denúncias, via setor de inteligência, de que dois homens estavam pedindo carona na beira de uma estrada. Os militares se deslocaram até a localidade e flagraram a dupla, que tentou fugir novamente para o interior da mata.

Os dois homens foram seguidos e detidos, confessando que haviam participado do roubo e que estavam escondidos na mata depois de abandonarem os carros. Eles também levaram os policiais até uma área onde estava a arma de fogo de calibre 12 roubada da vítima.

A dupla também informou aos militares um endereço que seria ponto de encontro da facção para o planejamento do crime. Na casa, foi localizada uma tornozeleira eletrônica rompida, que pertence a um dos homens detidos.

Diante da situação, a dupla recebeu voz de prisão e foi levada para a delegacia da cidade para registro da ocorrência e demais providências. As buscas seguem para a localização dos demais suspeitos envolvidos no crime.

Foto: Reprodução/Polícia Militar - MT
Foto: Reprodução/Polícia Militar – MT

 



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Polícia Civil cumpre mandados contra advogados suspeitos de falsificar de decisão judicial para favorecer líder de facção

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagra, nesta quarta-feira (28.10), a Operação Reescrita, para o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra três advogados investigados por suspeita de falsificação de documento público, uso de documento falso e integração em organização criminosa.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco),

As buscas são realizadas em quatro endereços na Capital, sendo três delas nas residencias dos investigados e a quarta em um escritório de advocacia. O cumprimento das medidas é acompanhado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).

Investigação

As investigações iniciaram após a GCCO/Draco tomar conhecimento de uma suposta decisão judicial que determinava estudos específicos de comportamento que beneficiassem e flexibilizasse a vinda um criminoso, apontado com vice-presidente de uma facção criminosa, preso da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Mato Grosso, antes do término do prazo de permanência estabelecido em decisão judicial anterior.

Segundo os elementos apurados, em junho de 2025, foi apresentado um pedido judicial para a transferência do preso. Meses depois, em dezembro do mesmo ano, dois dos advogados investigados compareceram ao gabinete de uma unidade judicial em Cuiabá e solicitaram providências relacionadas ao cumprimento de uma suposta decisão, que teria sido proferida em novembro de 2025.

Na ocasião, eles apresentaram uma cópia do documento, posteriormente encaminhada por um dos advogados investigados ao contato institucional do gabinete. Durante a verificação, servidores da unidade judicial constataram que a decisão não havia sido proferida pelo magistrado e não estava registrada no processo.

Também foram identificadas inconsistências no documento, incluindo um código de validação vinculado a outro processo e diferenças em relação aos padrões dos documentos oficiais do sistema eletrônico de execução penal. A análise técnica do arquivo apontou indícios de edição externa.

Os elementos reunidos nas investigações demonstraram que uma das investigadas teria participado da elaboração ou edição do documento, enquanto os outros dois advogados teriam atuado na apresentação e utilização do arquivo perante o Poder Judiciário.

Ordens judiciais

Diante das evidências, foi representado pelos mandados de busca e apreensão contra os investigados com o fim de esclarecer a origem do documento, as circunstâncias de sua produção e circulação e a participação individual dos envolvidos.

As buscas têm como objetivo localizar celulares, computadores, notebooks e outros dispositivos eletrônicos, além de documentos e mídias que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.

Nome da operação

O nome Reescrita faz referência à suspeita de que uma decisão judicial já existente, relacionada à permanência do preso em penitenciária federal, teria sido utilizada como referência para produzir um novo documento, que teria sido reescrito pelos investigados, atribuindo-lhe outro sentido e simulando uma decisão posterior que autorizaria o recambiamento do custodiado para Mato Grosso.

 

 



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