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Polícia

Polícia Militar prende homem que esfaqueou ex-namorada e dois homens em Sinop

Publicado em

Polícia

Policiais militares do 11º Batalhão prenderam um homem, de 34 anos, pelos crimes de tentativas de feminicídio e homicídio, na madrugada desta quinta-feira (4.6), em Sinop. O suspeito foi detido em flagrante após esfaquear sua ex-namorada e dois amigos dela. O homem ainda fugiu do crime em uma caminhonete de uma das vítimas.

Por volta de 02h20, a equipe do 11º BPM recebeu informações sobre um homem que foi esfaqueado em uma avenida, no bairro Recanto Suíço. Os militares foram ao local informado e encontraram dois homens feridos por faca, sendo um na região das nádegas e outro na abdominal. Uma mulher também estava com ferimentos em seus braços. Segundo a vítima, o autor do crime seria seu ex-namorado, que não aceita o fim do relacionamento.

A mulher disse que estava na companhia dos dois amigos e uma amiga dentro de uma caminhonete Hilux, momento em que o suspeito visualizou o grupo e começou a persegui-los em outra caminhonete, uma S-10.

Após a perseguição, o suspeito fechou o veículo das vítimas e desembarcou do carro fazendo ameaças e ordenando que a ex-namorada seguisse com ele. Diante da recusa da mulher, o criminoso retirou uma faca e atacou a vítima, atingindo seu braço. Os outros dois amigos tentaram desarmar o agressor e também foram feridos.

Na sequência, o suspeito não conseguiu recuperar as chaves do seu próprio veículo e fugiu do local conduzindo a caminhonete Hilux da vítima.

Os policiais militares iniciaram diligências pela cidade e recuperaram a caminhonete da vítima, que estava abandonada em uma rua. Em seguida, visualizaram o suspeito dentro de um Ônix com outras duas pessoas. 

As equipes deram ordem de parada ao carro, que fugiu em alta velocidade. Após breve perseguição, o veículo foi interceptado e o suspeito detido, sendo conduzido para a delegacia de Sinop para demais providências que o caso requer.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.



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Polícia

Polícia Civil cumpre mandados contra advogados suspeitos de falsificar de decisão judicial para favorecer líder de facção

Publicados

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagra, nesta quarta-feira (28.10), a Operação Reescrita, para o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra três advogados investigados por suspeita de falsificação de documento público, uso de documento falso e integração em organização criminosa.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco),

As buscas são realizadas em quatro endereços na Capital, sendo três delas nas residencias dos investigados e a quarta em um escritório de advocacia. O cumprimento das medidas é acompanhado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).

Investigação

As investigações iniciaram após a GCCO/Draco tomar conhecimento de uma suposta decisão judicial que determinava estudos específicos de comportamento que beneficiassem e flexibilizasse a vinda um criminoso, apontado com vice-presidente de uma facção criminosa, preso da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Mato Grosso, antes do término do prazo de permanência estabelecido em decisão judicial anterior.

Segundo os elementos apurados, em junho de 2025, foi apresentado um pedido judicial para a transferência do preso. Meses depois, em dezembro do mesmo ano, dois dos advogados investigados compareceram ao gabinete de uma unidade judicial em Cuiabá e solicitaram providências relacionadas ao cumprimento de uma suposta decisão, que teria sido proferida em novembro de 2025.

Na ocasião, eles apresentaram uma cópia do documento, posteriormente encaminhada por um dos advogados investigados ao contato institucional do gabinete. Durante a verificação, servidores da unidade judicial constataram que a decisão não havia sido proferida pelo magistrado e não estava registrada no processo.

Também foram identificadas inconsistências no documento, incluindo um código de validação vinculado a outro processo e diferenças em relação aos padrões dos documentos oficiais do sistema eletrônico de execução penal. A análise técnica do arquivo apontou indícios de edição externa.

Os elementos reunidos nas investigações demonstraram que uma das investigadas teria participado da elaboração ou edição do documento, enquanto os outros dois advogados teriam atuado na apresentação e utilização do arquivo perante o Poder Judiciário.

Ordens judiciais

Diante das evidências, foi representado pelos mandados de busca e apreensão contra os investigados com o fim de esclarecer a origem do documento, as circunstâncias de sua produção e circulação e a participação individual dos envolvidos.

As buscas têm como objetivo localizar celulares, computadores, notebooks e outros dispositivos eletrônicos, além de documentos e mídias que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.

Nome da operação

O nome Reescrita faz referência à suspeita de que uma decisão judicial já existente, relacionada à permanência do preso em penitenciária federal, teria sido utilizada como referência para produzir um novo documento, que teria sido reescrito pelos investigados, atribuindo-lhe outro sentido e simulando uma decisão posterior que autorizaria o recambiamento do custodiado para Mato Grosso.

 

 



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