Polícia
Polícia Militar prende suspeito de estelionato e apreende R$ 11,3 mil em Várzea Grande
Polícia
O 4º Batalhão da Polícia Militar de Mato Grosso prendeu um homem faccionado, de 26 anos, por crime de estelionato, nessa terça-feira (7.7), em Várzea Grande. Com o suspeito foi apreendido o valor de R$ 11,3 mil em dinheiro e diversos cartões bancários utilizados no crime.
A equipe policial recebeu denúncias, via Ciosp, sobre um homem que estava fazendo diversos saques em um caixa eletrônico de um supermercado, no bairro Jardim dos Estados.
Os policiais do Grupo de Apoio (GAP) do 4º BPM foram ao endereço e flagraram a ação do suspeito, realizando a abordagem dele em seguida. Na revista pessoal, foi encontrada a quantia de R$ 5 mil e diversos cartões bancários no bolso do homem.
Para os militares, ele revelou que estava realizando os saques a mando de uma facção criminosa e que receberia um valor após entregar o dinheiro aos faccionados. Em seguida, a PM foi até o veículo do homem e encontrou o restante do dinheiro debaixo do tapete do automóvel, totalizando R$ 11.350,00.
O suspeito recebeu voz de prisão da PM. Durante sua condução até a delegacia, o faccionado tentou subornar os policiais militares oferecendo uma chácara e R$ 10 mil para cada um dos integrantes da equipe policial.
O homem foi levado para a Central de Flagrantes de Várzea Grande e entregue à Polícia Judiciária Civil para registro da ocorrência e demais providências.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Polícia
Polícia Civil cumpre mandados contra advogados suspeitos de falsificar de decisão judicial para favorecer líder de facção
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagra, nesta quarta-feira (28.10), a Operação Reescrita, para o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra três advogados investigados por suspeita de falsificação de documento público, uso de documento falso e integração em organização criminosa.
As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco),
As buscas são realizadas em quatro endereços na Capital, sendo três delas nas residencias dos investigados e a quarta em um escritório de advocacia. O cumprimento das medidas é acompanhado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).
Investigação
As investigações iniciaram após a GCCO/Draco tomar conhecimento de uma suposta decisão judicial que determinava estudos específicos de comportamento que beneficiassem e flexibilizasse a vinda um criminoso, apontado com vice-presidente de uma facção criminosa, preso da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Mato Grosso, antes do término do prazo de permanência estabelecido em decisão judicial anterior.
Segundo os elementos apurados, em junho de 2025, foi apresentado um pedido judicial para a transferência do preso. Meses depois, em dezembro do mesmo ano, dois dos advogados investigados compareceram ao gabinete de uma unidade judicial em Cuiabá e solicitaram providências relacionadas ao cumprimento de uma suposta decisão, que teria sido proferida em novembro de 2025.
Na ocasião, eles apresentaram uma cópia do documento, posteriormente encaminhada por um dos advogados investigados ao contato institucional do gabinete. Durante a verificação, servidores da unidade judicial constataram que a decisão não havia sido proferida pelo magistrado e não estava registrada no processo.
Também foram identificadas inconsistências no documento, incluindo um código de validação vinculado a outro processo e diferenças em relação aos padrões dos documentos oficiais do sistema eletrônico de execução penal. A análise técnica do arquivo apontou indícios de edição externa.
Os elementos reunidos nas investigações demonstraram que uma das investigadas teria participado da elaboração ou edição do documento, enquanto os outros dois advogados teriam atuado na apresentação e utilização do arquivo perante o Poder Judiciário.
Ordens judiciais
Diante das evidências, foi representado pelos mandados de busca e apreensão contra os investigados com o fim de esclarecer a origem do documento, as circunstâncias de sua produção e circulação e a participação individual dos envolvidos.
As buscas têm como objetivo localizar celulares, computadores, notebooks e outros dispositivos eletrônicos, além de documentos e mídias que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.
Nome da operação
O nome Reescrita faz referência à suspeita de que uma decisão judicial já existente, relacionada à permanência do preso em penitenciária federal, teria sido utilizada como referência para produzir um novo documento, que teria sido reescrito pelos investigados, atribuindo-lhe outro sentido e simulando uma decisão posterior que autorizaria o recambiamento do custodiado para Mato Grosso.
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