Política
PM detém cinco pessoas por crimes eleitorais em São Paulo
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A Polícia Militar de São Paulo deteve cinco pessoas, neste domingo (25), por crimes eleitorais. A maioria dos crimes ocorreu após eleitores fotografarem as urnas eletrônicas ou usarem o celular durante a votação, o que é proibido pela legislação eleitoral. Também houve uma ocorrência de desacato e um atendimento de apoio a um Oficial de Justiça.
Um desses crimes ocorreu na capital paulista, quando mesários identificaram e denunciaram um eleitor que estava fotografando uma urna eletrônica na Rua Palmerina. A imagem foi apagada e os envolvidos foram encaminhados para o 31º Distrito Policial para elaboração de um termo circunstanciado.
Em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, uma eleitora foi identificada utilizando um aparelho celular dentro da cabine de votação, na Rua Santo Antônio.
Em Osasco, uma pessoa foi conduzida ao 3º Distrito Policial após fotografar a urna eletrônica durante votação na Avenida Cruzeiro do Sul.
Em Marília, no interior do estado, houve uma ocorrência de desacato por um mesário na Escola Municipal Professor Antônio Ribeiro.
A polícia não forneceu maiores detalhes sobre quais seriam os demais casos ocorridos neste domingo de eleições , mas divulgou que também foram registradas outras duas ocorrências na cidade de São Paulo e outra na cidade de Guarantã.
Desde as 8h da manhã, os eleitores do estado de São Paulo estão votando em segundo turno para a escolha do presidente da República.
O estado de São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com mais de 34,1 milhões de pessoas aptas a votar, o que corresponde a cerca de 21,4% do eleitorado nacional.
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“Não poderia ficar de fora”, diz idoso que votou 10 dias após cirurgia
O segundo turno das eleições no Rio de Janeiro transcorre tranquilamente. Apesar da chuva no início da votação, muita gente já aguardava nas filas na abertura das seções eleitorais. Muitos idosos foram exercer o seu direito de cidadania, apesar de já terem mais de 70 anos, faixa etária em que o voto é facultativo.
No Instituto São João Batista (ISJOB), no bairro do Méier, zona norte da cidade, a movimentação de eleitores idosos foi grande, apesar de o colégio ter três andares e não ter elevador, apenas escadas.
Um deles foi o professor universitário aposentado Carlos Peixoto, de 81 anos, que, apesar de ter sido operado de um câncer de bexiga há dez dias, fez questão de votar. Ele contou que teve um problema com a sonda e não conseguia urinar, então teve de votar ao hospital no dia seguinte à alta hospitalar. O problema foi corrigido e ele está em recuperação.
Apesar de ainda estar com os pontos da cirurgia, o professor foi andando sozinho de casa até a seção eleitoral. Ele disse que “não poderia deixar de votar” .
“Eu votei a minha vida toda e, num momento tão importante como este, eu não poderia ficar de fora.”
Peixoto contou que votou em menos de 30 segundos e que a sua seção estava vazia. “Mas, se estivesse cheia, eu iria usar o direito à prioridade e passaria na frente.”
Outro que também votou no instituto foi o jornaleiro Chico Spinelli, que completa 68 anos neste domingo (25). Ele celebrou o aniversário em família, com um churrasco, no sábado (24), porque não teria condições de comemorar hoje.
“Eu saí de casa para votar logo cedo e depois vou abrir a banca de jornal, coisa que já não faço mais há algum tempo.” Com relação ao voto na seção eleitoral, Spinelli disse que foi muito rápido “e que ele tinha que exercer o seu direito de voto para ajudar o seu candidato.”
Chico Spinelli disse que dali iria direto para a banca de jornal, uma das principais do bairro do Méier. Ele é jornaleiro há mais de 40 anos e disse que não abre mais a banca aos domingos. Mas decidiu abrir hoje, porque lá consegue conversar com os fregueses, se distrair e vender, além de jornais e revistas, “um cafezinho para a turma”.
“Dessa forma eu esqueço um pouco da eleição e fico mais tranquilo, mas não deixo de tomar o meu remédio para pressão diariamente.”
Transporte gratuito
No Rio de Janeiro, os ônibus urbanos estão funcionando gratuitamente até o final da votação. O metrô também, até as 20h. A gratuidade também vale para as barcas que fazem a travessia entre o Rio e Niterói, Praça XV-Cocotá e entre o Rio e a Ilha de Paquetá.
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