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Fintechs impulsionam inovação financeira

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As fintechs seguem ampliando a presença dos brasileiros no sistema financeiro. Hoje, o país conta com cerca de 1.481 empresas do setor e mais de 250 milhões de contas digitais, segundo a Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs).

Nesse cenário, os consumidores passaram a utilizar, de forma integrada e digital, serviços como crédito, pagamentos, transferências, seguros e assistências diretamente pelo smartphone. O movimento também impulsiona a formação de um ecossistema mais amplo, com soluções voltadas à proteção financeira, dispositivos conectados, residências e automóveis.

Nesse contexto, o papel da Assurant — que tem mais de 61 milhões de usuários e titulares de cartão de crédito em todo o mundo, e atua com mais de 50 parceiros globais, entre bancos, emissores de cartão e fintechs — é apoiar instituições financeiras na estruturação e expansão desse portfólio, afirma Bruno Tognozzi, Diretor de Novos Negócios, Digital e Mobile da Assurant, que participou do Fintouch 2026, realizado em São Paulo, dia dez deste mês.

Segundo o executivo, essas soluções vêm se consolidando como um pilar estratégico de relacionamento. Grandes bancos e fintechs têm ampliado sua atuação para além dos serviços tradicionais, incorporando soluções complementares à jornada digital. Nesse cenário, o Embedded Insurance (seguros integrados) ganha ainda mais relevância.

“A integração dessas soluções acontece em diferentes níveis. Temos parceiros que já chegam com uma demanda clara e outros que nos procuram para entender como estruturar essa oferta ao longo do relacionamento com o cliente. No fim, o objetivo é único: proteger o cliente e, ao mesmo tempo, gerar novas fontes de receita para as instituições financeiras”, afirma Tognozzi.

Crédito sustentável

Outro tema destacado por Bruno Tognozzi foi a evolução do crédito no país. Segundo ele, as fintechs já transformaram o setor com digitalização e expansão da base de clientes — movimento que levou o volume concedido a saltar de R$ 161 milhões, em 2016, para R$ 35 bilhões em 2024, segundo a PwC.

“Os números mostram a força dessa transformação. Agora, o desafio é sustentar esse crédito ao longo do tempo, com crescimento, rentabilidade e controle de risco”, afirma.

Nesse contexto, soluções de proteção financeira ganham espaço. A contratação de seguro prestamista — feita por clientes que contratam crédito — cresceu 17,85% no primeiro trimestre, segundo a FenaPrevi. “É uma estratégia que combina crescimento, sustentabilidade e mais previsibilidade para as carteiras”, conclui.

Embedded Finance como base do ecossistema digital

O avanço dos modelos digitais também pautou as discussões do setor. Segundo Luiz Carlos Pires, Superintendente de Digital, Produtos e CX da Assurant, o Embedded Finance deixou de ser tendência para se consolidar como infraestrutura do mercado financeiro.

“O diferencial competitivo não está apenas em oferecer crédito ou meios de pagamento, mas em integrar esses serviços à jornada do cliente de forma fluida e contextual, fortalecendo o relacionamento ao longo do tempo”, afirma Pires.

Esse modelo tem ampliado a presença de serviços financeiros em setores como varejo, mobilidade, telecom, marketplaces, saúde e tecnologia, permitindo que consumidores utilizem crédito, pagamentos, seguros e outros serviços diretamente nas plataformas digitais. O resultado é a redução de atritos, mais conveniência e novas fontes de receita para as empresas, além de contribuir para um sistema mais integrado e acessível.



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Mitos sobre cremação ainda confundem brasileiros

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Apesar de indícios apontarem que a cremação já estava presente em práticas funerárias há cerca de 100 mil anos, o método ainda é visto como tabu em muitos lugares e culturas. No Brasil, por exemplo, entre 8% a 9% dos falecimentos resultam em cremação, de acordo com dados do Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep).

A popularidade da cremação é muito influenciada pela cultura e tradição de cada país, como destaca um relatório da consultoria de negócios Grand View Research. Em nações como Japão e Coreia do Sul, por exemplo, há uma preferência por esse método, que vem se tornando mais popular em outros lugares do mundo devido a fatores como o aumento do custo de funerais tradicionais, preocupações ambientais e limitações de espaço para cemitérios, menciona o relatório.

“No Brasil, de fato, o tema ainda é um tabu social. Aspectos culturais e históricos e até teorias criadas na internet, juntamente com a falta de conhecimento técnico, contribuem para gerar insegurança a respeito da cremação”, afirma Vinícius Chaves de Mello, CEO do Grupo Riopae, responsável pela administração do Crematório Metropolitano São João Batista, em São João de Meriti (RJ).

Ele ressalta a importância de trazer informações corretas sobre a prática. Um dos mitos mais comuns, segundo o executivo, está ligado ao custo, com a cremação sendo vista como uma opção mais cara em comparação com as alternativas tradicionais.

“A percepção de que a cremação é um serviço de custo superior ao sepultamento não corresponde à realidade, porque elimina a necessidade de compra ou aluguel de jazigo, além de despesas com exumação e manutenção. Já a cremação representa um custo único”, pontua Mello.

Outro pensamento frequente é que a cremação não permite uma despedida mais intimista. O CEO do Grupo Riopae esclarece que, ao contrário do que muitos podem pensar, a despedida do ente querido depende mais de como a cerimônia é organizada do que do destino do corpo.

Em grande parte dos casos, a pessoa é velada com família e amigos, exatamente como em um enterro tradicional. Depois, o corpo segue para a cremação. Ou seja, a despedida íntima acontece do mesmo jeito, explica ele.

No Crematório Metropolitano São João Batista há, ainda, salas menores, mais silenciosas, só para indivíduos próximos ao ente querido. Já o columbário é um espaço de paz, projetado para preservar em memórias e lembranças marcantes, mantendo vivo todo o amor e carinho cultivados em vida.

“A cremação é um processo técnico e respeitoso que segue todos os protocolos sanitários e de segurança. Ao final, a família recebe a urna para realizar a homenagem que preferir”, comenta Mello.

O CEO do Grupo Riopae ressalta que, depois da cremação, surgem outras formas de despedida. Há quem prefira guardar as cinzas em casa, outros dividir entre familiares ou fazer uma cerimônia de dispersão em um lugar com um valor simbólico para o falecido. Isso pode criar despedidas até mais prolongadas e simbólicas do que o enterro tradicional, menciona Mello.

“Atualmente, temos visto uma busca por despedidas intimistas, sustentáveis e personalizadas, com foco em celebrar a história e o legado. Desse modo, o cerimonial de despedida tem cada vez mais passado a ser acolhedor e único para cada família”, comenta Mello.

Ele acrescenta que uma tendência em crescimento são as joias memoriais, com pequenas quantidades de cinzas seladas dentro de pingentes, anéis ou pulseiras, por exemplo. Para parentes e amigos, é uma forma de transformar a lembrança de alguém em algo físico e pessoal.

“De forma geral, a escolha pela cremação ressignifica o momento da despedida. Além de maior organização e personalização, possibilita que a homenagem traduza, de fato, o legado deixado por quem partiu. A memória é preservada de forma muito singela e marcante”, conclui o CEO.

Para saber mais, basta acessar o site do Crematório Metropolitano São João Batista: https://crematoriosaojoao.com.br/



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