Mato Grosso
ALMT homenageia integrantes da Missão Enchei-vos
Mato Grosso
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quinta-feira (18), uma homenagem aos integrantes da Missão Enchei-vos, movimento católico que há mais de duas décadas desenvolve ações de evangelização, formação humana e fortalecimento das famílias em Mato Grosso. A iniciativa de autoria do primeiro-secretário da ALMT, deputado estadual Dr. João (MDB), entregou Moções de Aplausos a 117 personalidades que contribuem para o trabalho da missão.
Entre os homenageados, os fundadores da Missão Enchei-vos, Cristiano Costa e Cleide Costa, além dos cofundadores Ancelmo Marques e Ellysangela Marquezine.
Acompanhado da esposa Keila Costa, Dr. João destacou a importância do trabalho desenvolvido pela missão desde 2004.
“É uma honra muito grande prestar esta homenagem. A Missão Enchei-vos realiza um trabalho fantástico. Eu conheço de perto esse projeto e sei da dedicação das pessoas envolvidas. Muitas vezes o remédio não cura mais, mas um abraço, um carinho e um gesto de afeto podem transformar a vida de alguém. É exatamente isso que eles fazem pela população de Mato Grosso”, afirmou.
O parlamentar também ressaltou o alcance da missão junto às famílias e à juventude.
“Hoje estamos homenageando 117 pessoas que ajudam a construir essa obra. São famílias inteiras, jovens, idosos e crianças. Eu já participei de encontros e vi a quantidade de jovens envolvidos. Quando a juventude encontra um caminho de fé e valores, ela constroi uma vida melhor e uma sociedade melhor”, completou.
Fundador da Missão Enchei-vos, Cristiano Costa lembrou que o trabalho teve início a partir de um grupo de casais da Paróquia São Gonçalo do Porto, em Cuiabá.
“Sem nenhuma pretensão, nosso desejo era apenas ajudar aqueles casais a realizarem algo diferente. Foi assim que nasceu o primeiro estudo bíblico, que se tornou a semente de tudo o que vivemos hoje”, recordou, ao destacar que atende alcança milhares de pessoas em Mato Grosso e em outros estados brasileiros.
Cristiano destacou que a homenagem recebida pertence a todos os voluntários que ajudam a manter a missão ativa.
“Quando uma pessoa fortalece sua conexão com Deus, ela se torna um homem melhor, uma mulher melhor e passa a contribuir para uma sociedade melhor. É isso que buscamos construir todos os dias”, disse.
Evangelização voltada para a juventude
Coordenador do Grupo de Jovens da Missão Enchei-vos, João Gabriel Ferreira Costa explicou que a missão mantém diversas atividades voltadas à formação da juventude, entre elas encontros quinzenais, grupos de oração e retiros espirituais.
“Atualmente, cerca de 90 a 100 jovens participam regularmente dos encontros realizados no Colégio Ame Mais, em Cuiabá. Além disso, promovemos de dois a três retiros por semestre, alcançando aproximadamente 500 jovens em cada edição. São jovens evangelizando jovens e testemunhando a transformação de vidas por meio da fé”, destacou.
João Gabriel também ressaltou que a missão está presente em sete estados e mais de 30 cidades brasileiras, por meio do apostolado Ame Mais, que promove estudos bíblicos e formação Cristã em parceria com paróquias da Igreja Católica.
“É uma alegria muito grande perceber que esse trabalho tem sido visto e reconhecido. Mais do que uma homenagem, é o reconhecimento de um legado construído por tantas pessoas que dedicam suas vidas à evangelização e ao serviço ao próximo”, afirmou.
“A Missão Enchei-vos ajuda a restaurar famílias, fortalecer valores e transformar vidas. Tenho orgulho de fazer parte dessa comunidade, que mostra, por meio da fé e do serviço, como construir uma sociedade mais forte e humana”, destacou o vereador por Cuiabá, Tenente Coronel Dias.
Projetos –Entre os projetos desenvolvidos pela comunidade está o Retiro Florirá, destinado exclusivamente às mulheres. A consagrada de vida da Missão Enchei-vos, Mariana Barbosa, explicou que o encontro busca proporcionar momentos de cura interior e fortalecimento emocional.
“O Florirá é um retiro em que a mulher para para ser cuidada. Muitas vezes ela cuida de todos ao seu redor e acaba se esquecendo de si mesma. É uma oportunidade de olhar para dentro, revisitar sua história e reorganizar a casa interior para seguir em frente”, explicou.
Segundo Mariana, as inscrições para os retiros e demais atividades da missão podem ser realizadas por meio dos canais oficiais da comunidade portalame.com.br e @missãoenchei-vosame.
Para ela, a homenagem da Assembleia Legislativa representa um marco na trajetória da Missão Enchei-vos.
“É um momento muito especial para todos nós. Essa homenagem significa o reconhecimento de um trabalho que há anos busca transformar vidas e contribuir com a sociedade por meio da fé, do acolhimento e da evangelização”, concluiu.
Mato Grosso
Em 14 anos, mortes no trânsito por causa de álcool diminuem 19,5%
A taxa de mortes no trânsito relacionadas com o consumo de bebida alcoólica caiu 19,5% no Brasil entre os anos de 2010 e 2024. A análise, divulgada nesta sexta-feira (19), Dia Nacional da Lei Seca, foi feita pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), referência nacional no tema.
Para se ter uma ideia, em 2010, o número era de 15 mil mortes. Em 2024, foram 13.075. No entanto, o estudo pondera que a quantidade voltou a subir a partir de 2020 (quando 11.600 pessoas perderam a vida).
Referência no mundo
Segundo a coordenadora do Cisa, Mariana Thibes, a Lei Seca não deixou de funcionar e é uma legislação que serve de referência para o mundo ao reduzir os acidentes de trânsito e salvar vidas no Brasil.
“Essa redução foi da ordem de mais de 30%, desde que a lei surgiu (em 2008) até os últimos anos”, afirmou Mariana em entrevista à Agência Brasil . Ela concorda, no entanto, que há uma perda de fôlego em vista de “novos desafios”. A Lei Seca começou a apresentar menos eficiência, conforme revelam os números.
“A gente vinha observando uma curva constante de queda até 2019, e a partir daí a taxa de mortes começou a crescer depois da pandemia”, acrescentou.
Mariana explica que isso ocorreu porque, embora a fiscalização tenha aumentado nos últimos anos, as formas de burlar também ficaram cada vez mais sofisticadas. “As pessoas conseguem se comunicar, usar aplicativos e saber onde estão acontecendo as fiscalizações”.
Impunidades
Além disso, ela lamenta que prevalece na população um senso de que é possível passar impune pela lei seca. Para conter isso, defende a intensificação das ações de fiscalização, o acesso a atendimento de emergência e as ações de prevenção que alcancem especialmente o público masculino (o que mais morre no trânsito).
De acordo com a Cisa, a partir de 2019, o uso de álcool é responsável por 36,6% das ocorrências no trânsito entre os homens e 26,3% entre as mulheres. “O maior perfil de risco afetado pelas mortes são os homens jovens”.
Um problema é que a fiscalização convive com limitações, como o número de operações com uso de bafômetros e o aumento da frota e de acidentes com motocicletas.
Sensibilização
A coordenadora do Cisa recomenda que, para sensibilizar a sociedade a não beber e dirigir, as campanhas precisam ficar mais estratégicas. “É preciso ir além dos anúncios “de choque”.
“A evidência internacional mostra que as mensagens que se baseiam somente no medo têm efeito de curto prazo, mas não conseguem mudar o comportamento de forma sustentada”, disse ela.
O que funcionaria, na sua opinião, seria combinar educação, esclarecimento e percepção de risco real das pessoas.
“A pessoa precisa acreditar que vai ser fiscalizada e que vai ser punida”.
Os dados mostram que a maior parte das infrações acontecem nos finais de semana e durante a madrugada.
Por isso, um caminho seria promover a cultura de alternativas viáveis, como o transporte noturno e acessível, e os aplicativos de carona. “Quando a gente só sensibiliza, mas também não traz alternativa, ficamos com o limite claro”.
Tocantins lidera
De acordo com os dados, 18 estados apresentaram taxa de mortes por 100 mil habitantes superior à média nacional (6,2), como o Tocantins (13,4), Piauí (12,1) e Mato Grosso (11,1). Em relação às internações, 16 estados têm taxa superior. As maiores são no Espírito Santo, Pará e Acre.
“No caso dos estados com maior taxa de morte, a gente pode pensar em questões estruturais, rodovias mais perigosas, por exemplo, menor densidade de fiscalização e de acesso a serviços de emergência nas estradas”, afirmou Mariana Thibes.
Ela ressaltou que o hábito de beber e dirigir pode ser diferente conforme os estados. “São realidades específicas que precisam ser investigadas mais a fundo para que o poder público também possa dar respostas adaptadas”.
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