Sinop
Instalação de Núcleo do INPA em Sinop poderá fortalecer pesquisa e inovação
Sinop
Durante o VIII Simpósio da Amazônia Meridional em Ciências Ambientais (SIMAMCA) – realizado em Sinop entre os dias 10 e 13 de junho – ocorreram discussões acerca da possível instalação de um Núcleo de Apoio do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) no município. A iniciativa, ainda em fase de diálogo e planejamento, representa uma oportunidade para ampliar a presença da ciência e da inovação no norte de Mato Grosso.
A proposta foi comentada pelo diretor do INPA, Henrique Pereira, que destacou o papel estratégico de Sinop para o desenvolvimento de pesquisas na Amazônia Meridional. Segundo ele, o município já participa de programas nacionais coordenados pelo Instituto e reúne condições favoráveis para receber uma estrutura permanente de apoio às atividades científicas.
“Nós já estamos em Sinop através de vários programas nacionais que o INPA coordena, como o Programa de Pesquisas em Biodiversidade. Também estamos discutindo a retomada de Sinop no mapa do Programa LBA [Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia], que trabalha com monitoramento climático por meio de torres micrometeorológicas. Estamos dialogando com a UFMT, com a Prefeitura, com instituições estaduais e federais para fortalecer o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação nesta região do sul da Amazônia”, explicou.
De acordo com o diretor, o Núcleo de Apoio funcionaria como uma base de suporte aos projetos e programas científicos desenvolvidos pelo INPA, contando com equipe própria, além da atuação integrada à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e aos programas de pós-graduação existentes no município.
Henrique ainda lembrou que o INPA já conta com Núcleos de Apoio como esse em outras localidades do Brasil: Boa Vista (RR), Santarém (PA), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC). “E nós queremos que Sinop também seja um dos locais onde isso seja uma realidade concreta. Estamos nos preparando para criar o Núcleo do Amapá e, na próxima etapa, assim esperamos, que seja aqui em Mato Grosso”, informou.
Mais oportunidades para a região
Além de fortalecer a produção científica local, a implantação de um Núcleo de Apoio do INPA em Sinop pode ampliar a formação de profissionais especializados, atrair investimentos para pesquisas e contribuir para o desenvolvimento de estudos voltados à biodiversidade, ao clima e ao uso sustentável dos recursos naturais da Amazônia.
Outro benefício apontado pelo Instituto é a possibilidade de ampliar o monitoramento ambiental e climático na região, fortalecendo a geração de dados científicos que auxiliam na tomada de decisões e na elaboração de políticas públicas.
Henrique ressaltou a receptividade encontrada durante as discussões realizadas em Sinop. “É um processo complexo, que envolve mudança estrutural na organização do INPA, envolve investimentos, mas ter uma definição política é fundamental. Eu vim aqui para ouvir, para dialogar e eu posso lhe garantir que o que eu percebi e recebi aqui foi total apoio. Nós conversamos com secretários municipais, com representantes de secretarias estaduais, com a reitora da UFMT e daqui eu recebi apoio. Isso nos dá a certeza de que seremos bem-vindos e que, daqui, surge realmente uma perspectiva de cooperações que certamente serão muito frutíferas”, concluiu.
A secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Rúbia Naves, destacou que a Prefeitura vê a proposta como uma oportunidade para ampliar o desenvolvimento regional. “Sinop tem se consolidado como um importante polo de desenvolvimento. Já somos referência educacional. Iniciativas como essa contribuem para ampliar conhecimentos e pesquisas científicas, que irão agregar no desenvolvimento da nossa cidade e região”, afirmou.
A instalação do Núcleo de Apoio em Sinop, quando concretizada, propiciará que Mato Grosso – pertencente à Amazônia Legal – conte com uma estrutura permanente de apoio do INPA, ampliando sua presença na região e fortalecendo as pesquisas científicas e o desenvolvimento regional.
Sinop
Prefeitura de Sinop realiza mutirão e identifica focos de dengue mesmo durante a seca
Mesmo neste período de estiagem das chuvas, a Prefeitura de Sinop – por meio do Centro de Combate às Endemias vinculado à Secretaria de Saúde – alerta para que a população siga com a eliminação de focos do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. Desde o último dia 26 de junho, o mutirão percorreu oito bairros da cidade e identificou 60 focos.
Até o momento, as equipes já passaram pelos bairros Residencial Kayabi, Recanto da Mata, Jardim Caribe, Jardim Veneza, Jardim Califórnia, Residencial Daury Riva, Jardim das Rosas e Jardim Azaléias. Dos 5.833 imóveis abordados, 3.071 acolheram os agentes de endemias. Nessas visitas, 1.561 recipientes e locais com potencial para acumular água e servir de criadouro do mosquito foram eliminados.
Conforme reforçou o coordenador de vigilância ambiental, Alef Costa, mesmo no período da seca a população precisa estar alerta. “Mesmo sem chuva, basta uma pequena quantidade de água acumulada para que isso aconteça. É muito importante que a população entenda que o combate à dengue não acontece apenas no período chuvoso. Durante a seca também encontramos focos com larvas. Pedimos que todos recebam nossos agentes, permitam a inspeção dos imóveis e façam semanalmente uma vistoria em casa. Dez minutos por semana podem evitar muitos casos da doença”, alertou.
Alef lembrou os locais em que a atenção dos moradores precisam ser redobrados. “É preciso ter um cuidado especial com vasos de plantas, pratos, calhas, caixas d’água, ralos, recipientes, lonas, pneus, garrafas e qualquer outro objeto que possa acumular água. Cada cantinho do seu imóvel precisa ser inspecionados”, orientou.
Dos 60 focos identificados até o momento, boa parte estavam em recipientes deixados nos quintais, como baldes, vasos de plantas, pratinhos, caixas sem tampa e materiais descartados. Os bairros com maior recorrência de focos, até o momento, foram: Jardim Veneza (19), Jardim Califórnia (12), Daury Riva (11) e Jardim Caribe (8).
O coordenador também destaca que o objetivo principal do mutirão é eliminar os criadouros e conscientizar a população, e não aplicar penalidades aos moradores. “Nosso foco é orientar, identificar e eliminar os criadouros antes que eles se transformem em um problema maior. Queremos que a população veja nossos agentes como parceiros da saúde pública. Quanto maior for a colaboração dos moradores, mais eficiente será o trabalho de prevenção”, destacou.
Outra orientação importante da equipe do Centro de Combate às Endemias é aproveitar o período de estiagem para realizar pequenos reparos, como conserto de calhas, redes de esgoto e ralos, já que esse tipo de manutenção costuma ser mais difícil durante o período de chuvas.
Neste momento, as equipes estão concentradas no Jardim das Rosas. Nos próximos dias, o mutirão seguirá para os bairros Jardim das Azaléias e Jardim das Oliveiras. Atuam no mutirão 15 agentes de endemias, que realizam as visitas de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h.
A Secretaria de Saúde reforça que a prevenção continua sendo a principal forma de combater a dengue. A recomendação é que cada morador reserve alguns minutos por semana para eliminar qualquer recipiente que possa acumular água e impedir a proliferação do mosquito.
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