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Economia

Companhia Minuano de Alimentos reforça agenda ESG

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Economia

O avanço das práticas de ESG (Ambiental, Social e Governança) tem se consolidado como fator estratégico para empresas brasileiras que buscam ampliar sua competitividade internacional. Segundo o estudo Panorama da Sustentabilidade 2025, divulgado pela Amcham Brasil, 76% das companhias já implementam ações sustentáveis no dia a dia e 72% delas integraram a sustentabilidade ao planejamento estratégico. O levantamento mostra ainda que 82% das empresas que avançaram em sustentabilidade conquistaram acesso a novos mercados, evidenciando que o tema deixou de ser diferencial e passou a ser requisito competitivo. Nesse contexto, a Companhia Minuano de Alimentos estruturou uma agenda robusta que permeia toda a cadeia produtiva da empresa. Dilonei Grando, gerente de projetos de ESG, explica que as iniciativas já fazem parte da estratégia central da companhia e orientam decisões em toda a cadeia de valor.

“O inventário de carbono e as metas ambientais influenciam o desenvolvimento de produtos, a escolha de matérias-primas e investimentos em eficiência operacional, priorizando soluções de menor impacto ambiental”, afirma. Segundo o executivo, nos últimos ciclos a empresa consolidou marcos relevantes na estruturação da agenda ESG, como a criação de um comitê e a inserção de critérios socioambientais e de integridade no planejamento anual das áreas e também nos processos de aprovação de investimentos. “A companhia passou a priorizar projetos de eficiência energética e substituição de insumos, com indicadores de carbono integrados à gestão de desempenho das unidades produtivas”, ressalta.

Outro avanço foi a implantação de um programa estruturado de desenvolvimento de fornecedores, que alterou a rotina de compras e contratações, avaliando riscos de ESG antes da homologação. A companhia também lançou programas sociais com metas e orçamento próprios, focados em segurança alimentar, educação e geração de renda nas comunidades do entorno. “A mudança prática foi a integração dessas iniciativas ao planejamento das operações locais, com equipes dedicadas e indicadores de impacto reportados à alta gestão”, detalha.

Certificações reforçam competitividade internacional

Presente em mais de 30 países e quatro continentes, a Companhia Minuano de Alimentos possui registros que atestam seu compromisso com a ética, a transparência, a conformidade e as boas práticas de integridade em suas atividades. “Aderimos ao Pacto Brasil pela Integridade Empresarial, iniciativa da Controladoria-Geral da União, além de possuirmos selos importantes como BRCGS, IFS, Halal e Certificação de Bem-estar Animal, exigências de mercado para atuar em países específicos, como aqueles que requerem selo voltado a consumidores islâmicos”, explica Grando.

Na agenda ambiental, a empresa mantém controles rigorosos para a mitigação dos impactos ambientais por meio da gestão e tratamento dos efluentes líquidos gerados em estação própria. Os resíduos sólidos são segregados, classificados e destinados para tratamento em terceiros licenciados, avaliados e homologados. “Além do monitoramento de emissões gasosas, material particulado, odores e ruídos, há busca constante pela redução no uso de recursos naturais com o objetivo de ampliar a performance industrial e reduzir impactos ambientais”, completa o representante.

As práticas de ESG também redefiniram a relação da companhia com fornecedores ao utilizar sistemas de rastreabilidade que permitem mapear a origem dos principais insumos até os elos primários, buscando garantir conformidade com a legislação trabalhista e respeito aos direitos humanos. Cláusulas contratuais passaram a prever obrigações expressas de conduta ética, ambiental e social, com previsão de penalidades e possibilidade de descredenciamento em caso de violações.

No eixo social, a Minuano desenvolve programas voltados a colaboradores e comunidades. Entre eles, o Ser Plural, que promove diversidade e inclusão; o Padrinhos, que apoia a integração de novos colaboradores; o Jovem Aprendiz, que oferece oportunidades de formação; o Semear, que valoriza trajetórias; o Jubilados, que homenageia colaboradores de longa carreira; e o Segundou, que promove integração entre equipes e liderança.

Na área de bem-estar, o executivo destaca iniciativas de acolhimento em saúde mental, fisioterapia preventiva, ergonomia, segurança do trabalho e o Programa Mamãe Minuano. “Essas ações contribuíram para importantes reconhecimentos, como o Selo SESI de Boas Práticas em Saúde e Qualidade de Vida e Great Place to Work (GPTW), refletindo o compromisso da Minuano com um ambiente humanizado, seguro e de confiança”, finaliza Grando.

Para saber mais, basta acessar: https://www.minuano.com.br/



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Economia

Banco Central prevê crescimento de 2% para o PIB em 2026

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O Banco Central (BC) elevou de 1,6% para 2% a projeção de crescimento da economia em 2026. Em seu Relatório de Política Monetária , divulgado nesta quinta-feira (25), a autarquia destaca a surpresa positiva no resultado do Produto Interno Bruto (PIB – soma de todos os bens e serviços finais produzidos pelo país) do primeiro trimestre e a melhora nas perspectivas para a agropecuária e a indústria extrativa.

No primeiro trimestre de 2026, a economia do país cresceu 1,1% na comparação com o último trimestre de 2025, com expansão nos três grandes setores da economia – agropecuária, indústria e serviços. Diante do resultado, de acordo com o BC, as estimativas para os três setores foram elevadas, bem como para a demanda interna, de consumo das famílias e investimentos por parte de empresários.

“A revisão também reflete a expectativa de maior dinamismo da demanda interna e dos setores mais sensíveis ao ciclo econômico, em grande parte associada a estímulos de natureza fiscal e creditícia”, diz o BC no relatório.

“Em sentido oposto, a expectativa de trajetória mais elevada para as taxas de juros tende a mitigar esse impulso”, acrescentou.

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O relatório do BC apresenta as diretrizes das políticas adotadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para a definição da taxa básica de juros, a Selic, e avalia a evolução recente e as perspectivas da economia, especialmente as projeções de inflação. A Selic é o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom iniciou o corte dos juros em março, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificultou a queda da taxa em ritmo mais elevado.

Na última reunião, semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual – para 14,25% ao ano – pela terceira vez seguida, apesar das tensões em torno do fim da guerra .

A autoridade monetária ainda pondera que permanecem as incertezas sobre os efeitos dos conflitos no ambiente doméstico.

“Embora seus efeitos mais evidentes sobre a economia brasileira até o momento tenham se concentrado nos preços [especialmente combustíveis e alimentos], o conflito no Oriente Médio também eleva a incerteza em torno das projeções de crescimento”, explicou.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3% , com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

Inflação

Em maio, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou em 0,58% . O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,72%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já acima do teto da meta de inflação.

A meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CNM) é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, isto é, de 1,5% a 4,5%.

Em seu Relatório de Política Monetária, o BC ressalta que a inflação deve subir até o fim de 2026, ficando mais de dois trimestres consecutivos acima do limite superior do intervalo de tolerância ao redor da meta de inflação, e volta a diminuir em 2027.

A probabilidade de a inflação estourar o teto da meta (4,5%) em 2026 subiu de 30% para 79% em comparação ao relatório anterior, de março.

No horizonte relevante de política monetária, atualmente o quarto trimestre de 2027, a inflação projetada é 3,7%.

De acordo com o BC, as projeções de inflação até o horizonte relevante elevaram-se consideravelmente desde março, em 0,5 ponto percentual.

“Entre os fatores que contribuem para a alta das projeções para esse horizonte, destacam-se a surpresa altista com a realização do IPCA; a estimativa mais alta para o

hiato do produto (capacidade ociosa da economia); o aumento nos preços do petróleo, de seus derivados e de commodities em geral; e o aumento das expectativas de inflação”, diz o BC.

“Por outro lado, a trajetória mais alta considerada para a taxa Selic e a apreciação cambial contribuíram para atenuar esse aumento”, acrescentou a autarquia.

Crédito

A projeção para o crescimento do saldo do crédito ofertado tanto para pessoas físicas quanto para empresas em 2026 foi mantido em 9%. Houve revisão para baixo na expectativa de crescimento do crédito livre sendo compensada por maior crescimento projetado para o direcionado.

No crédito livre, os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado ─ com regras definidas pelo governo ─ é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

O crescimento esperado para o crédito com recursos livres diminuiu 0,3 ponto percentual, para 7,8%, com revisões para baixo no segmento de pessoas jurídicas e para cima no de pessoas físicas.

Para as famílias, o desempenho considera os novos programas do governo, que tem efeito positivo sobre o saldo, como o Move Brasil voltado a motoristas de aplicativos e taxistas, e que tendem a reduzir o estoque de dívida, como o Novo Desenrola Brasil. Para as empresas, a projeção diminuiu diante da trajetória esperada para fatores determinantes do crédito, tais como as taxas de juros e de câmbio.

Por sua vez, a projeção para o crédito direcionado aumentou 0,5 ponto percentual, para 10,7%, com ajuste concentrado no financiamento às empresas, com destaque para o programa Desenrola para Micro e Pequenas Empresas , que flexibilizou as condições de contratação e ampliou os limites de endividamento das empresas no Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

Apesar do aumento, a projeção atualizada segue indicando desaceleração do crédito pelo segundo ano consecutivo. O saldo do crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN) cresceu 10,3% em 2025, abaixo da variação de 11,5% observada em 2024.

“A desaceleração esperada segue consistente com o cenário prospectivo para a atividade econômica doméstica e com os efeitos correntes e defasados da política monetária, em conjuntura de endividamento e comprometimento de renda elevados”, explicou o BC.

Contas externas

A projeção de déficit em transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros países, foi reduzida em relação ao relatório anterior, passando de R$ 58 bilhões para US$ 56 bilhões (2,1% do PIB) em 2026.

O aumento do saldo comercial, impulsionado principalmente pela elevação do preço do petróleo, explica a maior parte dessa revisão.

A elevação do valor projetado para as exportações vem da combinação de aumento do volume esperado e, principalmente, da perspectiva de preços mais altos.

“Em termos de quantum, espera-se crescimento maior em produtos básicos, em linha com a expectativa para a produção agrícola. Já nos preços, destaca-se o aumento em soja, carne bovina e, especialmente, petróleo, seguindo a dinâmica dos preços internacionais”, diz o BC.

O valor importado também foi revisto para cima, refletindo majoritariamente o aumento nos preços, especialmente dos combustíveis.

Esse déficit externo estará financiado por capitais de longo prazo, principalmente pelos investimentos diretos no país (IDP), que têm projeção de fluxo líquido de entrada de US$ 75 bilhões (2,8% do PIB), contra US$ 70 bilhões do relatório anterior.

“O cenário projetado para as contas externas, contudo, segue sujeito a riscos acima do usual, em razão das repercussões do conflito no Oriente Médio”, acrescenta o relatório.



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