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Hyrox atrai iniciantes e redefine o papel do fitness
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O fitness está passando por uma transformação que vai além da busca por performance ou resultados estéticos. Dados do relatório global Year in Sport 2024, da Strava, plataforma com mais de 135 milhões de usuários em mais de 190 países, mostram que a conexão social se tornou um dos principais motivadores para a prática de atividade física. Segundo o estudo, 58% dos participantes afirmaram ter feito novos amigos por meio de grupos esportivos, enquanto a participação em clubes de corrida cresceu 59% globalmente ao longo de 2024. O levantamento aponta ainda que fazer conexões sociais passou a ser o principal motivo para muitas pessoas aderirem a atividades físicas em grupo.
Nesse cenário, o Hyrox — modalidade que combina corrida e exercícios funcionais em um formato de competição acessível — desponta como um dos fenômenos de maior crescimento global. O esporte acompanha uma movimentação mais ampla do mercado de bem-estar, marcada pelo avanço de modalidades que unem desafio físico, interação social e senso de pertencimento. Embora tenha surgido em um ambiente competitivo, o Hyrox vem atraindo um público cada vez mais diverso, incluindo pessoas sedentárias e sem histórico prévio em academias.
Para João Lemos, treinador brasileiro radicado em Portugal e fundador da TigerBox, o sucesso da modalidade vai muito além do exercício físico.
“O que estamos vendo é uma mudança de comportamento. As pessoas não procuram apenas um treino eficiente. Elas querem fazer parte de algo, criar vínculos, ter uma rotina que gere bem-estar físico e emocional. O Hyrox consegue unir tudo isso”, afirma.
Segundo ele, um dos principais diferenciais da modalidade está justamente na sua acessibilidade. Diferentemente de outros esportes que exigem alto nível técnico ou experiência prévia, o Hyrox permite que iniciantes comecem de forma gradual, adaptando movimentos e evoluindo no próprio ritmo.
“Existe uma ideia de que competição é algo restrito a atletas, mas o Hyrox quebra essa barreira. Qualquer pessoa consegue começar. O mais interessante é que muitos chegam sem nunca terem treinado antes e acabam descobrindo uma nova motivação para cuidar da saúde”, explica.
A tendência ganha relevância em um momento em que especialistas discutem os impactos do sedentarismo e a necessidade de criar estratégias mais eficazes para estimular a prática regular de atividade física. Dados atualizados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que 31% dos adultos no mundo não atingem os níveis mínimos recomendados de atividade física, o equivalente a cerca de 1,8 bilhão de pessoas. O organismo alerta ainda que a inatividade física está entre os principais fatores de risco para doenças crônicas e mortalidade prematura.
Na prática, João observa que a permanência dos alunos está diretamente ligada à experiência coletiva proporcionada pelo ambiente.
“As pessoas continuam porque criam relações. Quando alguém sente que faz parte de uma comunidade, a atividade física deixa de ser uma obrigação e passa a ser um compromisso prazeroso”, diz.
A experiência da TigerBox ajuda a ilustrar essa transformação. Nos últimos anos, a academia ampliou significativamente sua base de alunos acompanhando o crescimento do interesse por modalidades que unem desafio físico e conexão social.
Para João, o movimento reflete uma mudança estrutural no setor fitness. “O futuro não está apenas em treinos mais eficientes ou equipamentos mais modernos. Está na capacidade de criar ambientes onde as pessoas se sintam acolhidas, motivadas e conectadas. O exercício continua sendo importante, mas o que faz alguém permanecer é o sentimento de pertencimento.”
À medida que temas como longevidade, saúde preventiva e bem-estar ganham espaço na agenda pública, o crescimento do Hyrox sugere que o fitness caminha para uma nova fase — uma em que o verdadeiro diferencial não está apenas no treino, mas nas comunidades que se formam ao redor dele. A tendência acompanha um movimento mais amplo observado globalmente, no qual modalidades coletivas e grupos esportivos vêm se consolidando como importantes ferramentas de engajamento, socialização e adesão de longo prazo à atividade física.
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SC recebe maior circuito de bodyboarding
A partir do dia 26 de junho, as ondas da Prainha, em São Francisco do Sul, recebem a 1ª etapa do SC Golden Tour – Circuito Catarinense de Bodyboarding 2026. O evento, realizado pela Federação Catarinense de Bodyboarding (FECAB), reflete um esforço conjunto entre a iniciativa privada e o setor público para elevar o bodyboarding ao status de esporte de alto rendimento com gestão profissional. O grande atrativo que mobilizou a elite nacional é a premiação histórica: de R$ 50 mil para os profissionais e R$ 10 mil para os amadores.
A escolha de São Francisco do Sul para o pontapé inicial é estratégica e simbólica. Sendo a cidade mais antiga de Santa Catarina e um dos berços culturais do estado, a Prainha oferece o cenário ideal para um evento que une tradição e modernidade. A expectativa é que a competição atraia mais de 100 atletas de diversos estados brasileiros, movimentando a economia local em setores como hotelaria, gastronomia e serviços turísticos durante o período.
Para a presidente da FECAB, Cristiane Fontoura, o Golden Tour é a materialização de um plano de longo prazo para a profissionalização do esporte. “Dizemos que é o maior de todos os tempos porque conseguimos unir um suporte institucional robusto com uma premiação recorde. Estamos investindo na carreira do atleta, oferecendo incentivo real para que o nível técnico suba naturalmente. Santa Catarina é, hoje, referência na valorização do atleta”, destaca a dirigente.
A viabilização de um circuito deste porte só foi possível por meio da parceria estratégica com o Governo de Santa Catarina, por meio da Fesporte, e do apoio da ArcelorMittal. O apoio estatal reforça o compromisso com o desenvolvimento do esporte como ferramenta de inclusão e projeção do estado.
Representando o Governo de Santa Catarina, o governador Jorginho Mello ressalta a importância do investimento: “Estamos cumprindo um compromisso com o esporte de Santa Catarina, de alocar recursos e criar condições. Eu não tenho dúvida de que o esporte tira gente da dificuldade, da marginalidade, faz com que o jovem tenha a expectativa e esperança de ser um ídolo, de ter uma oportunidade na sua vida”.
Pela Fesporte, o presidente Jeferson Ramos Batista reforça o papel da federação na profissionalização: “Santa Catarina é uma referência esportiva para o Brasil, e, juntos, vamos aprimorar ainda mais toda essa cadeia produtiva no estado, reforçando sempre o compromisso de levar o esporte a toda a população catarinense, promovendo a integração entre todas as entidades que fomentam o esporte, com foco no paradesporto e esporte escolar, sem deixar de lado o esporte de alto rendimento que tantas glórias já trouxe ao nosso estado”.
O evento terá a presença confirmada de grandes nomes do bodyboarding nacional. Entre os destaques estão o catarinense Éder Luciano, campeão catarinense, brasileiro e pan-americano, além de top 8 do circuito mundial; o carioca Sócrates Santana, tetracampeão brasileiro e bicampeão mundial júnior; o capixaba Lucas Nogueira, 12 vezes campeão capixaba; e o paranaense Roger Fusculin, campeão brasileiro Open e top 10 nacional. No feminino, a competição contará com as capixabas Maíra Viana, campeã mundial em 2024 e tricampeã brasileira, e Maylla Venturin, tricampeã brasileira e campeã pan-americana; a gaúcha Joselani Amorim, bicampeã brasileira e campeã mundial Master; as catarinenses Gabriela Araújo, vice-campeã brasileira e bicampeã catarinense, e Raquel Friedrich, campeã sul-brasileira e tricampeã catarinense; além das paranaenses Francias Aoto, nove vezes campeã paranaense e seis vezes campeã catarinense, e Mayra Gonçalves, campeã brasileira Open e bicampeã catarinense.
O intercâmbio entre esses ídolos nacionais e os talentos locais promete baterias eletrizantes, acompanhadas em tempo real pela transmissão ao vivo do evento no canal oficial da Fecab no YouTube, que levará resultados e notas instantâneas ao público presente na areia e aos espectadores em casa.
Além da elite, o Golden Tour mantém seu compromisso com o futuro e com a história. As categorias Sub-16 e iniciantes funcionam como o celeiro de novos talentos, enquanto as categorias Master (35+ e 45+) celebram a longevidade e a resiliência dos veteranos que construíram as bases do esporte no estado.
Serviço e Calendário Golden Tour 2026
Etapa 1: São Chico Bodyboard Pro
Local: Prainha, São Francisco do Sul (SC)
Data: de 26 a 28 de junho de 2026
Categorias: Profissional (M/F), Sub-16, Open, Master 35+ e Master 45+
Inscrições e informações: www.fecab.com.br e www.4swell.com
https://www.instagram.com/fecabbodyboard/
Etapa 2: Itapoa Festival (Litoral Norte)
Data: 7 a 9 de Agosto de 2026
Etapa 3: Grand Final (Litoral Sul/Centro)
Data: 13 a 15 de Novembro de 2026
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