Economia
Tribunais abrem concursos com salários de até R$ 20 mil
Economia
O ano de 2026 se consolida como um dos mais movimentados para candidatos que almejam uma vaga no Poder Judiciário brasileiro. Tribunais de Justiça, Tribunais Regionais do Trabalho e Tribunais Regionais Federais de diversas regiões do país estão em diferentes estágios de organização de novos concursos públicos, com editais publicados, bancas em processo de contratação, comissões formadas e seleções já anunciadas ou previstas em lei orçamentária.
As oportunidades contemplam cargos de nível médio e superior, nas carreiras de Técnico Judiciário e Analista Judiciário — com especialidades que vão de Direito e Tecnologia da Informação à Saúde e Engenharia.
Editais abertos com prazo de inscrição encerrada
Entre os concursos com edital já publicado e inscrições recentemente encerradas, destacam-se dois certames:
Tribunal de Justiça do Ceará (TJ CE)
O TJ CE publicou edital com 24 vagas imediatas, além de cadastro de reserva, para os cargos de Analista Judiciário, Técnico Judiciário e Oficial de Justiça. O concurso é organizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC) e contempla carreiras nos setores judiciário, de saúde e de tecnologia da informação, com remunerações entre R$ 5.381,36 e R$ 8.829,24. As inscrições vão até 22 de junho de 2026, e as provas objetivas estão marcadas para 9 de agosto de 2026.
Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ SC)
Com edital organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o TJ SC oferece duas vagas imediatas e cadastro de reserva para uma ampla gama de cargos: Analista (nas modalidades administrativo, contábil, jurídico e de TI), Arquiteto, Assistente Social, Enfermeiro, Engenheiro, Médico, Oficial de Justiça, Psicólogo e Técnico Judiciário. A remuneração varia de R$ 6.034,81 a R$ 10.388,20. As inscrições já foram encerradas, e as provas ocorrem em 28 de junho de 2026.
Comissões formadas: processo avançando
Vários tribunais já instituíram comissões organizadoras internas, sinal de que o processo de seleção está em andamento e que a escolha da banca deve acontecer em breve.
TRT da 8ª Região (Pará e Amapá): com 101 cargos vagos, o tribunal avança para a seleção de banca organizadora. A previsão é de vagas para Analista e Técnico Judiciário, com remuneração entre R$ 9.776,71 e R$ 16.040,85 a partir de julho de 2026.
TRT da 4ª Região (Rio Grande do Sul): a comissão foi instituída em sessão realizada em novembro de 2025. O certame deve contemplar Técnico e Analista Judiciário, com remuneração equivalente à da tabela federal a partir de julho de 2026.
TJ do Rio Grande do Sul: comissão formada em dezembro de 2025, com foco em Analista Judiciário para áreas como Arquitetura, Engenharia, Jornalismo, Pedagogia, Psicologia e Serviço Social. Remuneração do TJ RS está entre R$ 4.843,63 e R$ 9.226,01.
TJ da Paraíba: incluído no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026, com comissão já formada desde outubro de 2025. Vagas previstas para Assistência Social, Psicologia, Pedagogia, Contadoria e TI, entre outras. Remuneração entre R$ 5.192,20 e R$ 8.735,90.
TJ de Alagoas: comissão formada com foco exclusivo no cargo de Analista Judiciário — Oficial de Justiça Avaliador, com remuneração inicial de R$ 8.959,34.
Em definição de banca
TJ do Tocantins: com previsão orçamentária na LOA 2026 e inclusão nas metas do plano de gestão 2025–2027, o tribunal iniciou os procedimentos para escolha de banca. Os cargos de Técnico e Analista Judiciário devem ser contemplados, com remuneração entre R$ 8.329,27 e R$ 13.944,81.
TJ do Paraná: em processo de escolha de banca para o cargo de Contador (nível superior), com remuneração de R$ 20.319,28 — uma das mais elevadas entre os concursos do setor.
Anunciados e autorizados
Outros tribunais já tornaram pública a intenção de realizar novos concursos em 2026:
TJ do Amazonas: o presidente do tribunal confirmou, em maio de 2026, a realização de nova seleção com previsão de 400 vagas para Assistente e Analista Judiciário, com remuneração de até R$ 16.284,47.
TJ de Goiás: autorizado a abrir edital para Analista Judiciário nas modalidades judiciária e de apoio administrativo, com 19 cargos vagos e remuneração de até R$ 10.400,74.
TRT do Piauí: a seleção deve ser lançada após o encerramento da validade do concurso atual, previsto para dezembro de 2026, abrangendo todas as especialidades de Técnico e Analista Judiciário.
TRT do Mato Grosso: novo concurso para TRT MT confirmado para 2026 pelo diretor-geral do tribunal, com 28 cargos vagos a serem preenchidos.
Previstos em lei orçamentária
Alguns tribunais ainda não definiram datas ou cronogramas, mas já contam com previsão formal de recursos:
TRF da 3ª Região (São Paulo e Mato Grosso do Sul): novo concurso confirmado para Analista Judiciário da área judiciária, com remuneração entre R$ 9.776,71 e R$ 16.040,85.
TRT do Paraná: em fase de estudos internos, sem data definida para lançamento do edital.
TJ do Rio Grande do Norte: com previsão de 50 vagas imediatas na LOA 2026, o certame ainda aguarda definição de cargos e cronograma. Remuneração estimada entre R$ 5.909,62 e R$ 9.473,93.
Panorama geral
O levantamento aponta para um cenário altamente favorável a quem busca ingressar no Poder Judiciário. Com certames em fases que vão desde edital publicado até previsão orçamentária, candidatos de todas as regiões do país terão oportunidades nos próximos meses. As remunerações variam de aproximadamente R$ 5.000 a mais de R$ 20.000, dependendo do tribunal, do cargo e da escolaridade exigida.
Recomenda-se que os candidatos acompanhem de perto os diários oficiais dos respectivos tribunais e fiquem atentos à publicação dos editais, especialmente aqueles com banca já em processo de contratação, que tendem a ter editais divulgados em menor prazo.
Economia
Copa aquece moda esportiva e desafia varejo nacional
A Copa do Mundo é um dos momentos de maior ativação do consumo emocional do calendário do varejo de moda. Tradicionalmente, o período é marcado pelo aumento da procura por produtos ligados ao universo esportivo, como camisetas da seleção, agasalhos, acessórios e outros itens temáticos, impulsionando especialmente as categorias relacionadas ao futebol.
Para 2026, o IEMI – Inteligência de Mercado prevê um crescimento moderado de 1,2% no volume anual de peças vendidas, mas com expectativa de retração de 2,7% especificamente durante os meses da Copa. O cenário atual traz fatores que podem favorecer o desempenho do setor. Com a maior parte dos jogos ocorrendo no período noturno, o impacto operacional nas lojas tende a ser menor, permitindo maior previsibilidade e continuidade das atividades no varejo físico.
Dados do IEMI indicam a força da moda esportiva. Em 2025, o mercado movimentou R$ 61,4 bilhões no Brasil, sendo cerca de R$ 20,5 bilhões provenientes de produtos relacionados ao futebol, como camisas, chuteiras, agasalhos e acessórios. O volume reforça o peso do esporte como vetor de consumo, especialmente em anos de grandes competições.
Outro fator relevante é a coincidência da Copa com datas importantes do calendário comercial, como as festas juninas, somada à chegada do inverno, período historicamente associado ao aumento do tíquete médio no vestuário devido à maior procura por itens de maior valor agregado, como casacos, malhas, tricôs, jaquetas e acessórios para baixas temperaturas de acordo com os dados do IEMI.
A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), entidade que representa mais de 100 marcas das principais redes de moda nacional, avalia que, apesar desse impulso no setor, o efeito não se distribui de forma igual para as demais peças de vestuários.
“Ao contrário de outras edições, o varejo entra nesta Copa com fatores que ajudam a compensar parte do deslocamento do consumo. O inverno costuma impulsionar categorias de maior valor agregado e, somado às festas juninas e ao calendário promocional do período, pode reduzir parte dos impactos observados em anos anteriores”, observa Edmundo Lima, diretor executivo da ABVTEX.
Nesse contexto, o setor aposta em coleções cápsula e produtos temáticos para capturar a demanda gerada pelo torneio. Peças com cores e referências ao universo do futebol tendem a ganhar espaço, assim como itens voltados para momentos de socialização, como encontros para assistir aos jogos.
Esse aumento do interesse por produtos esportivos, no entanto, também traz desafios. A ABVTEX chama atenção para o avanço da pirataria e da informalidade justamente em períodos de maior demanda. Um movimento que se intensifica com a atuação das plataformas internacionais de e-commerce. Hoje, produtos falsificados já representam 34% do mercado brasileiro de artigos esportivos, segundo a Ápice Brasil.
O cenário é preocupante diante do atual contexto de isenção de imposto de importação para operações crossborder e da baixa fiscalização na entrada desses produtos no país, o que acentua um desequilíbrio competitivo.
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