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Saneamento no Brasil: desafios em regiões diversas

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Economia

Enquanto boa parte do debate sobre saneamento costuma estar concentrada nos grandes centros urbanos, uma parcela relevante dos desafios para a universalização dos serviços está em localidades com características muito distintas entre si. Comunidades ribeirinhas, palafitas, assentamentos e regiões de ocupação informal exigem soluções diferentes das adotadas nos grandes sistemas urbanos.

Ao longo dos últimos anos, a Aegea ampliou sua atuação de seis municípios, em 2010, para 893 cidades distribuídas em 15 estados brasileiros. Essa trajetória colocou a companhia diante de diferentes contextos operacionais e de regiões que historicamente conviveram com limitações de acesso aos serviços de água e esgoto.

Um dos exemplos está Nordeste, no Piauí. A concessão dos serviços de saneamento contempla os 224 municípios do estado, incluindo áreas rurais, beneficiando aproximadamente 3 milhões de pessoas. O contrato prevê investimentos de R$ 9,6 bilhões ao longo de 35 anos e inclui metas de expansão dos serviços também fora dos perímetros urbanos. Em 2025, durante um período de estiagem que afetou diversas cidades piauienses, a concessionária mobilizou uma operação que envolveu a perfuração de 53 poços, revitalização de outros 213, instalação de três estações móveis de tratamento de água, disponibilização de 12 reservatórios móveis e uso de 137 caminhões-pipa. As ações contribuíram para reduzir de 66 para 28 o número de municípios com déficit hídrico.

Na região Norte, os desafios estão relacionados às características geográficas e urbanas da Amazônia. No Pará, a Aegea assumiu uma concessão que prevê R$ 19 bilhões em investimentos ao longo de 40 anos, projeto considerado o maior investimento privado em saneamento da Amazônia Legal, que abrange 126 municípios e mais de 5,5 milhões de pessoas.

Entre as iniciativas em andamento está a Vila da Barca, em Belém, comunidade localizada às margens do Rio Guamá. Cerca de 5 mil moradores passaram a contar com abastecimento regular de água e com esgoto coletado e tratado por meio de redes desenvolvidas para operar em uma região sujeita às variações das marés e aos períodos de alagamento.

Também no Pará, Barcarena alcançou em 2025 índices de 99% de cobertura de água e 90% de cobertura de esgoto, tornando-se o primeiro município no Estado a atingir esses patamares. O avanço ocorreu após investimentos de R$ 220 milhões em infraestrutura de saneamento. Antes do início do projeto, a cidade possuía cobertura de água de 22% e não contava com sistema de esgotamento sanitário.

Em Manaus (AM), a expansão dos serviços exigiu soluções adaptadas para atender comunidades ribeirinhas que vivem sobre palafitas. A Aegea desenvolveu um sistema de redes aéreas de água e esgoto, uma solução de engenharia replicável e escalável, desenvolvida para responder a condições locais específicas. No Beco Nonato, por exemplo, após a implantação, análises realizadas por laboratório independente apontaram redução de 67,5% nos índices de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), indicador utilizado para medir a presença de matéria orgânica na água.

A solução foi posteriormente aplicada no Complexo da Maré, conjunto de 16 comunidades que abriga cerca de 200 mil moradores no Rio de Janeiro, onde a Aegea atua por meio da Águas do Rio. A região começou a receber um dos maiores investimentos em infraestrutura sanitária de sua história, incluindo a construção de um tronco coletor de esgoto com 4,5 quilômetros de extensão, obra considerada estratégica para ampliar a coleta e o tratamento de esgoto na área.

Os diferentes projetos ilustram um dos principais desafios do saneamento brasileiro: levar infraestrutura para territórios que apresentam condições geográficas, sociais e urbanas muito diversas. Em comum, todos eles demandam planejamento de longo prazo, investimentos e soluções adaptadas às características de cada região.



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Férias de julho reforçam importância do seguro viagem

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Com a chegada das férias de julho e o aumento da movimentação em aeroportos, rodovias e destinos turísticos, cresce também a necessidade de planejamento para garantir uma viagem mais segura e tranquila. Seja em deslocamentos nacionais ou internacionais, o seguro viagem é um recurso que auxilia o viajante diante de situações inesperadas, reduzindo impactos financeiros e oferecendo suporte em momentos de necessidade.

A procura por ferramentas de proteção acompanha o crescimento do mercado segurador brasileiro. De acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), o segmento de seguros de pessoas arrecadou R$ 20,20 bilhões em prêmios no primeiro trimestre de 2026, resultado que representa crescimento nominal de 11,63% em relação ao mesmo período do ano anterior. Dentro desse segmento, o seguro viagem registrou avanço nominal de 1,71%.

Para Alessandra Monteiro, Diretora Técnica da Pluna Corretora de Seguros, do Grupo Bancorbrás, o seguro viagem deve ser visto como um investimento em segurança, conforto e tranquilidade. “Os brasileiros têm recorrido cada vez mais ao seguro como forma de proteção durante suas viagens. O serviço oferece amparo diante de situações inesperadas e contribui para que o viajante esteja preparado para qualquer contratempo”, destaca. “Em muitos casos, o seguro é a melhor forma de diminuir ou até mesmo evitar uma perda financeira causada por um sinistro”, afirma.

Além de ser obrigatório para a entrada em alguns países, como a Argentina e os integrantes do Tratado de Schengen, na Europa, o produto tem se consolidado como uma ferramenta de proteção para diferentes perfis de turistas. O seguro viagem oferece uma série de coberturas e assistências que podem ser acionadas durante o período da viagem. Entre os principais serviços estão despesas médicas e hospitalares, atendimento médico e odontológico 24 horas, cobertura para extravio de bagagem, reembolso por atraso ou cancelamento de voo, despesas judiciais, custeio de hospedagem para acompanhantes em casos de emergência médica ou acidente, indenização por morte do segurado e traslado de corpo, entre outras garantias.

Segundo a executiva, além da assistência ao próprio segurado, o produto também proporciona maior tranquilidade às famílias durante o período de deslocamento. “Os brasileiros têm percebido a importância de contar com proteção financeira e assistência especializada durante viagens, independentemente do destino ou da duração do percurso”, finaliza.



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